A vida na praça após o terremoto

Imagem: Ricardo De la Fuente. Convívio em acampamento em praça de bairro de Santiago, capital do Chile, depois do terremoto do último fim de semana
Imagem: Ricardo De la Fuente. Convívio em acampamento em praça de bairro de Santiago, capital do Chile, depois do terremoto do último fim de semana

Por Pía Figueroa

Interessantes relações vão acontecendo entre os vizinhos de distintas cidades e bairros chilenos, passados alguns dias do terremoto que deixou a muitas famílias sem possibilidades de regressar a suas casas. As praças se converteram em local de acampamento, onde se pode cozinhar juntos, tomar banho e levar uma vida comunitária que não existia antes.

Uma nova solidariedade, uma forma de compartilhar e de viver na provisoriedade vai aparecendo logo após a queda dos muros (como folhas de papel) de muitas casas e antes do regresso dos vizinhos a suas casas. São muitas famílias que foram se organizando, com o sem ajuda das autoridades.

Parece haver prolongado a temporada de férias, com os acampamentos e as grelhas para cozinhar ao ar livre, com as crianças indo e vindo para ajudar a trazer a água, para saber o que está acontecendo no outro quarteirão. Há uma grande tarefa nacional de reconstrução por diante, porém o que primeiro parece se restabelecer entre os chilenos é o trato humano entre os vizinhos, a proximidade, a comunição, a paridade humana e o afeto.

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