A Extrema-Direita infesta o mundo Pervertendo a humana condição

 

A Extrema-Direita, em todo o mundo 

Ameaça o Planeta e os humanos 

Tênue, o fio que distingue a  Direita e Extrema

Sempre juntas, quando e como lhes convém

 

Enganosa, a alcunha de “Centrão”

Os seus atos só pendem pra Direita

 

O verniz “democrático” das potências

Só ilude quem as chama “Democracia”

 

Emblemáticos os fracassos reiterados

Para a ONU deter o genocídio

 

Os humanos são parte da Mãe-Terra

Pra Direita, ela é só mercadoria

 

Ser humano é chamado a ser mais

Pra Direita, só importa ter mais bens

 

Frente ampla, se serve, é em eleição

Na gestão, a Direita é quem mais ganha

 

Do orçamento, aos ricos o filé

Para os pobres sobram ossos e nada mais

 

Qual moloche, o Mercado exige humanos

Em ofertas, sacrifícios sanguinários

 

Os fascistas se creem supremacistas

A direita defende privilégios

 

Cultivam idolatria, falam de Deus

Mas seu Deus é o dinheiro, deus Mamom

 

Acumulam riqueza em excesso

E de fome e miséria matam milhões

 

Tem horror dos indígenas

A riqueza existente nas suas terras

 

São herdeiros diretos de escravistas

Seu projeto é voltar a escravidão

 

Igualdade de direito entre os gêneros

Prós fascistas mulheres são objeto

 

Não bastassem os covardes bombardeios

Sionistas de fome matam um Povo

 

Genocídio se faz a olhos vistos

Sob o olhar complacente da “grande” mídia

 

O massacre sionista dos palestinos

Nos remete a traços de holocausto

 

Sionismo desafia a própria ONU

“Terroristas” pra mídia é só Hamas…

 

Palestinos massacrados a céu aberto

E Tarcísio e Caiado a quem apoiam?

 

Diminui desemprego, mas o Mercado

Precariza os empregos, extremamente

 

Se lutamos por nova sociedade

Da memória não podemos abrir mão

 

Militares não são proprietários

Do destino da Pátria e da nação

 

A gestão só compete aos civis

Militares já têm própria função

 

Condição de armados, “ipso facto”

Já os leva para fora da Política

 

Se lutamos por nova sociedade

Da memória jamais abramos mão!

 

Das tragédias de golpes sucessivos

Extraiamos lições para superá-los

 

Se a gestão do Estado é dos civis

Dela distem os que lidam com as armas

 

Militares não devem ser um “gueto”

Têm que estar a serviço dos civis

 

Fora a pauta militar bem específica

Que se formem em conjunto com os civis

 

Refundar toda a pública segurança

Com critérios democráticos essenciais

 

Decisões democráticas não se tomam

Sob a mira de tanques e canhões

 

Servidores, não donos de nações

São as Forças Armadas e congêneres

 

Há civis tão somente a governança

Que a política se afasta dos quartéis

 

O Império interveio contra o Golpe

Dissuadiu os generais da intentona

 

As potências não dão ponto sem nó

E se algo oferecem, exigem em dobro

 

Infeliz da Nação, ai do Governo

Que a outro dever a sua sorte

 

Reverencia a João Pedro e companheiros

Lutadores das Ligas Camponesas

 

Homenagem a Gregório Julião,

João Targino e Zézé da Galiléia

 

João Pessoa 31 de Março de 2024


Imagem: Flickr/Creative Commons, 12/11/2018

Deixe uma resposta