A Europa quer mudanças

Em abril último, saiu o PIB (Produto Interno Bruto) dos países da zona do euro. Não houve nenhuma surpresa. Espanha, Portugal, França e Itália declinaram com suas economias, porém o centro das atenções é a Grécia. O medo está concentrado nesse país, pois caso ocorra um calote conforme todos esperam será um verdadeiro efeito dominó colocando em risco o nome da organização e a própria moeda. Até então, a Alemanha tem segurado firme a situação.
As recentes eleições na França, Grécia e até na própria Alemanha, provaram que todos os eleitores da zona do euro não querem pagar uma dívida não criada por eles. Todos estão insatisfeitos com o rumo econômico e social. Afinal de conta, o povo tem sentido no próprio bolso os efeitos.
O ex-presidente francês Nicolas Sakozy entrou no cenário político francês prometendo enxugar a máquina do Estado. Imaturo, escolheu o alvo errado: tocar nos benefícios sociais dos trabalhadores, com cortes na saúde, previdência social, transportes e direitos trabalhistas. Não cometeu a mesma loucura do governo grego, que para receber ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) adotou um regime de austeridade onde entregou estatais e demitiu funcionários públicos. Tudo sob o risco de um calote e a saída da Zona do Euro. Tudo está dando errado para Europa. Aquele sonho de um continente unido está minguando.
Não pense o leitor que o novo presidente da França, François Hollande, pelo fato de ser do partido socialista terá a solução para a crise. O próprio, quando era deputado, votou contra as medidas de austeridade contra os trabalhadores franceses. Não esperem milagres.
O modelo capitalista-neoliberal é isso tudo: mazelas, desigualdades, segregação e arrojo. Como sempre, existe um bode expiatório quando existe uma crise e atualmente são os imigrantes estão carregando uma parcela pela crise no lado social. Muito parecido com os discursos que Hitler fazia quando culpava os judeus e outras minorias pela miséria alemã. A extrema-direita repete o lema. Jean-Marie Le Pen pregava e prega o ódio aos imigrantes na Europa, e atualmente seus tentáculos se estendem para fora dos países da União Europeia. Logo a França e a Alemanha, que por falta de mão-de-obra abriram suas portas para os estrangeiros após a segunda mundial e hoje os tratma como doenças contagiosas ou algo parecido.
Não sabemos até onde vai essa crise, há muitas incertezas. Os especialistas dizem que o pior está por vim, e sendo assim chegará um momento em que modelo capitalista-neoliberal vai cometer os mesmos erros do velho e antigo socialismo. Sim, aquele modelo de não participação popular que achava ser o pai, a mãe e o irmão mais velho, e então perdeu o controle da situação. Há cada ano que passa a extrema-direita cresce e ganha novos adeptos,vem ocupando aos poucos os parlamentos da Europa e trazendo consigo um filme que todo o mundo não quer ver.
É bom lembrarmos que foi no ínicio da década de trinta, durante a grande depressão, que um homem apareceu prometendo tirar seu país do caos. Um jeito carismático e cheio de grandes ideias. Com o tempo mergulhou o país e todo o mundo na maior carnificina da história da humanidade. Os tempos são outros, os loucos e fanáticos continuam os mesmos.
(*) Fabio Nogueira é militante da Educafro. E- mail: fabionogueira95@yahoo.com.br

Um comentário sobre “A Europa quer mudanças”

  1. Caso a Grecia saía da zona do euro,poderá arrastar outros países. Analistas defedem a saída do país da oragnização.
    A população está descrente de tudo. O partido politico Aurora Dourada,já está mostrando suas garras pedindo a retirada dos estrangeiros eo calote da divida.
    Europa,ABRE OS OLHOS!!

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