A democracia racial se manifesta mais uma vez

Depois de seis meses da decisão histórica do STF sobre a constitucionalidade das cotas raciais em universidades, os filhos da democracia racial parecem não ter aprendido o significado das palavras igualdade e diversidade. Persistem em dizer que qualquer tentativa de ações afirmativas poderá rachar a nação. Pura mentira.
A nova polêmica vem do Ministério da Cultura, por meio do qual será lançado um edital para criações voltadas a produtores e outras manifestações culturais do âmbito negro. Pronto, imediatamente a patrulha da democracia racial gritou lá de cima que o projeto é racista e todos atenderam ao chamado e se juntaram ao coro.
O Brasil é um país complicado de entender. O último censo confirmou o que todos tinham certeza: um país de maioria negra. Há anos era visível essa maioria, contudo com os projetos de embranquecimento no fim do século XIX o negro não era visto como tal. Com o passar dos anos, vozes distantes do século XX, como a do Abdias do Nascimento e demais, começaram a questionar o que era essa democracia racial. Onde uma maioria negra vivia e vive até hoje em um jogo desigual, e os defensores argumentam o lado social da pobreza do negro e não a perversidade do Estado Nacional durante todo esse tempo.
Relatarmos a nossa história com nossas palavras e sermos atores sociais deixa muitos dos ditos formadores de opinião incomodados. Não há em seus relatos as conquistas do povo, e sim o olhar eurocentrista ou a visão do europeu como civilizado portador da paz que sempre prevaleceu. Diga-se de passagem que essa lei está em conformidade com a lei 10.639/03, que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “história e cultura afro-brasileira”.
Há quem ache normal viver num país monocromático, ou seja, é normal ver a maioria dos negros numa situação de subalternidade. Seria muito difícil viver em convivência, pois a quebra desse círculo perderia forças após mais de cinco séculos. É comum não aceitar o novo, o diferente, o não igual e todas as formas culturais não seguem o tradicional. Realmente assusta para quem gostar de dominar.
O incentivo veio em boa hora, e as reações nos mostram como não estamos preparados para o debate de igual para igual. Sempre foi e será assim, os covardes utilizam o medo e a desinformação para espalhar o discurso do medo. Método tão infantil e mesquinho vindo de intelectuais e artistas. Ambos vivem do fruto da cultura negra e se prestam a esses papeis ridículos.
Você leitor, em sua infinita sabedoria e senso de justiça, acha esse incentivo racista?
Joãozinho Trinta, carnavalesco da Beija-Flor, disse uma frase marcante em sua carreira: “__ Pobre gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual”.
Humildemente acrescento: “para viver dela e encher suas barrigas e bocas de miséria”
(*) Fabio Nogueira é militante da Educafro e estudante de história da Universidade Castelo Branco. E-mail: fabionogueira95@yahoo.com.br

7 comentários sobre “A democracia racial se manifesta mais uma vez”

  1. Quem fala em âmb ito negro é um afrobestalhão.Está vendo o país “rachado”, por etnia…Que leitor tem “infinita sabedoria, na c oncepção da besta?Apresenta-se como um militante africano… Que estória é essa de país monocromático? Stanislaw Ponte preta diria que está saindo um “samba do crioulo doido pós-moderno…”Embranquecimento(?)Que cavernas esta besta habita?Apesar desses esquisitos “zombies” afrofascistas,espantosamente aboletados em espaços de discussão política à esquerda, que vociferam besteirosas palavras de ordem, ridículas,divversionistas,apesar da atmosfera obscurantista, propícia ao desenvolvimento de larvas cultivadas pela direita, apesar do supremostribunal, que além de operar com respaldo numa doutrina juridica de classe, agora reforçada por ministro delirante que vê brancos demais em seu entorno(monocromatismo?)…todo esse caldal retrógrado não ´deterá o avanço da sociedade brasileira para a conquista de um estado de ddemocracia que oferecerá a todos condições de melhor desenvolvimento humano.Xô parolagem diversionista.Xô, oportunistas e diversionistas burgueses recalcados.Xô, afrocoitadismo!

  2. Bom dia,Mário.
    Obrigado pela sua participação. Um bom debate é valioso quando conduzido de forma respeitosa E SEM OFENSAS.
    Respeito seu ponto de vista sobre o assunto mais seja mais adulto quando for fazer comentários. Não precisa ser agressivo com palavras de baixo nível. Se o seu convivio for assim,escolheu o lugar errado. No Fazendo Média é um espaço para o debate,discordando ou não.

  3. Não perco mais tempo:o desrespeito advém de movimentos que me incluem como pertencente a uma “sociedade branca e es cravagista”. Vivo numa sociedade de classes injusta, composta por indivíduos humanos de div ersas etnias.A luta é de classes. Não há caminho satisfatório para se alcançar uma nação mais justa.E avançamos por aí. Se vamos por um caminho obscuro que, prega o ódio racial,embaralham-se as tarefas. Diversifique ,estudante, os seus estudos da disciplina de história, suas narrativas.Amplie o seu campo de visão.No caminho em que estás, no balançar, quem sabe, de estórias de sambas de enredo , nós, a classe oprimida de etnia diferente da tua, que anda nas ruas,viaja em coletivos,que não vive em mansardas bem protegidas nem conta com serv iços públicos decentes,estaremos sempre correndo o risco da aplicação por via de “zombies” oprimidos da lei do talião. Prepare-se melhor e faça a HISTÓRIA.

  4. Ultrapassado és tu que ainda habitas a senzala.”Ódio no coração”…”esquerdas antigas…”É Stanislaw, foi em Diamantina, onde nasceu jk, que a pricesa leopoldina arresolveu se casá…Xô!

  5. Observação do remetente Almir da Silva Lima – logo abaixo, texto redigido por um estudante de História em uma universidade privada.
    Este estudante é militante da empresa capitalista maldisfarçada de Organização Não Governamental (ONG), que é racialista e subvencionada dentre outras por multinacionais como a estadunidense Fundação Ford, intitulada EDUCAFRO.
    O texto conforme em geral são os redigidos por racialistas, não tem fundamentação de qualidade. O mesmo ocorre com os comentários ao final. Por isso os textos que redijo propositivamente para o Movimento Negro Socialista (MNS), conforme o copiado e colado mais abaixo passam por revisão e melhora na qualidade da fundamentação.

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