Caetano, participante da lista de TVs Públicas, comenta:
“Vejam como é intressante a notícia abaixo de que os atos secretos do Senado começaram em 1995, ou seja em governos do DEM e do PSDB, e nas gestoões desses partidos à frente da Casa.
Por que isso só está sendo divulgado agora? E por que essa notícia tão importante é dada pelo Estadão de forma tão lacônica?
Simples: armaram tudo para derrudar Sarney; a maioria dos críticos de Sarney nunca tiveram compromisso com a ética, pois em seus discursos sempre desprezaram as demais sujeiras do Senado, sempre pouparam ACM, e agora protegem os senadores Artur Virgílio e Sergio Guerra que são, respectivamente, lider e presidente nacional do PSDB, ambos atolados até o pescoço em casos de corrupção até piores que os de Sarney.
Não sinto vergonha do Senado. Tenho vergonha da imprensa brasileira e da elite econômica que temos!!!”
A matéria abaixo:
Investigação no Senado revela mais 468 atos secretos
Editados entre 1995 e 2000, também serviram para nomeações de parentes de políticos e criação de cargos
Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA – Investigação feita por técnicos do Senado descobriu mais 468 atos secretos, além dos cerca de 500 já identificados. Esse novo grupo, editado entre 1995 e 2000, segue o mesmo padrão do anterior, ou seja, contém nomeações de aparentados de políticos, concessões de benefícios salariais e criação de cargos. O primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI), determinou nesta quarta-feira, 12, a abertura de inquérito administrativo para apurar esses novos atos secretos.
A divulgação da primeira safra dos atos secretos, com a revelação de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), obteve a nomeação de parentes por meio desses documentos sigilosos, foi o estopim da crise. [original, leia a matéria completa]
Jornalista, 44, com mestrado (2011) e doutorado (2015) em Comunicação e Cultura pela UFRJ. É autor de três livros: o primeiro sobre cidadania, direitos humanos e internet, e os dois demais sobre a história da imigração na imprensa brasileira (todos disponíveis em https://amzn.to/3ce8Y6h). Saiba mais: https://gustavobarreto.me/
