Bandeira oficial da cidade de Cusco, onde todos apoiam involuntariamente o casamento civil igualitário 🙂

Mentira — na verdade, muitos peruanos são religiosos de carteirinha e, entre os mais fervorosos, a “brincadeira” dos turistas pega muito mal.
Isso porque Cusco era o mais importante centro administrativo e cultural dos Tahuantinsuyu — o Império Inca — e paira uma polêmica sobre se existia uma representação à época que se traduziu nestas cores. Muitos historiadores reclamam que a bandeira não tem qualquer valor histórico, por ter sido criada por um dono de uma rádio local.
Ambas as bandeiras — a de Cusco e a de São Francisco, a gay — datam de 1978 e não possuem nenhuma similaridade cultural.
Como a bandeira é confundida tanto com a bandeira gay quanto com bandeiras de outros povos andinos na Bolívia e Equador, em 2007 a cidade estabeleceu um fórum e a proposta de uma consulta popular para discutir a mudança.
Quando estive no país, em 2011, o tema ainda estava sendo debatido e, ao que tudo indica, a mudança seria aprovada para, depois, se decidir sobre qual seria a melhor representação para esta bela cidade.
[a polêmica peruana em http://bit.ly/14qHnaW e http://bit.ly/14MZcOa]
Jornalista, 44, com mestrado (2011) e doutorado (2015) em Comunicação e Cultura pela UFRJ. É autor de três livros: o primeiro sobre cidadania, direitos humanos e internet, e os dois demais sobre a história da imigração na imprensa brasileira (todos disponíveis em https://amzn.to/3ce8Y6h). Saiba mais: https://gustavobarreto.me/
