Nota para a imprensa de “We Are Church-Irlanda” sobre a Exortação Apostólica ‘Amoris Laetitia,’ do Papa Francisco

We are Church – Irlanda felicita a publicação da “Amoris Laetitia” – as reflexões do Papa Francisco acerca das recomendações feitas pelos Sínodos de 2014 e 2015 sobre a família. No entanto, as recomendações sinodais não tiveram as vozes das famílias católicas, que não tinham direito a uma voz deliberativa, no transcorrer dos dois Sínodos.

Enquanto são muito bem-vindas a perspectiva pastoral e a ênfase do Documento na “lógica da misericórdia”, ficamos desapontados por não haver mudanças positivas para muitos Católicos divorciados e civilmente re-casados em segunda união.

Os nove capítulos da Exortação Apostólica abordam muitas questões enfrentadas pelos Católicos por conta da “idealização do casamento” quanto à posição dos Católicos acerca das “uniões irregulares”.

Ao longo de sua Exortação, ele enfatiza a primazia da misericórdia sobre a justiça e a verdade, numa frase significativa: “A Misericórdia é a plenitude da Justiça e a manifestação mais radiante da Verdade de Deus.”

A Exortação apela aos Estados no sentido de promoverem o emprego, moradia decente, os serviços de saúde, também para os migrantes e para as pessoas com necessidades especiais.

De modo significativo, o Papa Francisco denuncia os excessos da cultura patriarcalista, do chauvinismo machista, enquanto em sequência positiva afirma que “precisamos ver no movimento das mulheres o trabalho do Espírito em prol de um reconhecimento mais claro da dignidade da mulher.”

O capítulo 8 constitui a parte mais significativa do document. Nele o Papa afirma muito claramente que “Não se pode mais dizer que todos os que se acham em qualquer união irregular, estejam vivendo em estado de pecado mortal e estejam privados da graça santificante”.

A implicação desta afirmação significa que as pessoas que se acham em uniões irregulares agora podem receber a Comunhão, não se encontrando em estado de pecado mortal, que na teologia tradicional era a única barreira para receber a Eucaristia. Enquanto o Papa Francisco parece dizer isto na nota de pé de página número 351 do Documento, ainda há muita ambiguidade a este respeito.

O Papa Francisco justifica sua decisão de não fazer nenhuma mudança definitiva, afirmando que “Não há receitas fáceis resultantes nem do Sínodo nem desta Exortação, que devessem ser esperadas, de modo a prover um novo conjunto de regras gerais, de natureza canônica, a serem aplicadas a todos os casos.”

Ele pede que os Católicos divorciados e os civilmente re-casados sejam mais plenamente integrados à Comunidade Cristã.

Enquanto o Papa Francisco reitera a orientação quanto à contracepção artificial, ele afirma que “a paternidade responsável não significa procriação ilimitada, mas o empoderamento dos casais, de usarem sabiamente sua liberdade inviolável, e, de modo responsável tomando em consideração as realidades sociais, pessoais e demográficas.

Ao longo do document, o Papa Francisco sublinha a importância e o papel da consciência individual.

A única área que o Papa Francisco faltou reconhecer é o talento e a graça das pessoas Gay e Lésbicas, tanto em cada pessoa singular, quanto em suas relações.

Trata-se, em geral, de um positivo passo à frente dado pelo Papa Francisco, especialmente graças à sua ênfase na primazia da Misericórdia e da compaixão na Igreja, e pelo seu reconhecimento de que na Igreja, “Achamos difícil abrir espaço para o amor incondicional de Deus.”

Mais informações: Brendan Butler, porta-voz de We are Church Ireland
Celular: 086 4054984
Trad.: Alder Júlio F. Calado

http://wearechurchireland.ie/about-us/

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We are Church Ireland welcomes the publication of ‘Amoris Laetitia‘ – the reflections of Pope Francis on the recommendations of the 2014 and 2015 Synod of the family. However the Synod recommendations did not reflect the voices of Catholic families who had no deliberative voice throughout the course of both Synods.

While its pastoral outlook and its emphasis on the’ logic of mercy’ are very welcome we are disappointed that there are no positive changes for the many divorced and civilly remarried Catholics who are in second relationships.

Its nine chapters cover the many issues facing Catholics from ‘the excessive idealisation of marriage’ to the position of Catholics in ‘irregular unions’. Throughout his Exhortation he emphasises the superiority of mercy over justice and truth in an significant sentence,

‘Mercy is the fullness of Justice and the most radiant manifestation of God’s truth’

The Exhortation calls on States to promote employment, decent housing and adequate health care as well as for migrants and people with special needs.
Significantly Pope Francis denounces the excesses of’ patriarchal culture and male chauvinism and in a positive development says that ‘we must see in the women’s movement the working of the Spirit for a clearer recognition of the dignity and rights of women ‘.

Chapter 8 is the most significant section of the document.

In it he states very clearly that ‘It can no longer be said that all those in any irregular union are living in a state of mortal sin and are deprived of sanctifying grace.‘

The implication of this statement means that people in irregular unions can now receive Communion as they are not in a state of mortal sin which in traditional theology was the only barrier to receiving the Eucharist . While Pope Francis in footnote 351 seems to assert this change there is still too much ambiguity in this regard.

Pope Francis justifies his decision for no definite change by asserting that ‘No easy recipes exist and as a result neither the Synod nor this exhortation could be expected to provide a new set of general rules , canonical in nature and to be applicable in all cases’.

He calls for divorced and civilly remarried Catholics to be more fully integrated into the Christian Community.

While Pope Francis reiterates the ban on artificial contraception he states that ‘responsible parenthood doesn’t mean unlimited procreation but the empowerment of couples to use their inviolable liberty wisely and responsibly taking into account social personal and demographic realities.’

Throughout the document Pope Francis emphasises the importance and the role of individual conscience.

The one area where Pope Francis has failed to recognise is the giftedness and grace of Gay and Lesbian people both as single people and in their relationships.
Overall this is a positive step forward by Pope Francis especially on his emphasis on the overarching importance of Mercy and compassion in the Church and recognises that in the Church ‘We find it hard to make room for God’s unconditional love’.

More Information: Brendan Butler Spokesperson We are Church Ireland Mob. 086 4054984

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