1964 na Final da Copa do Mundo 2014

ditadura

Ciquenta anos depois do golpe Empresarial-Militar continuamos talvez agora de uma maneira pior máscarado de democracia todos os vícios de uma ditadura.
No protesto de hoje na praça Saens Peña, Tijuca – Rio de Janeiro, cerca de 1000 pessoas se reuniram para exercer seus direitos de livre manifestação, entretanto o aparato militar repressor pode-se dizer que era dez vezes maior com certeza até mais.

Para garantir os interesses da organização criminosa FIFA e seus patrocinadores toda esfera de instituíções militares se encontravam nos arredores, nas entradas das favelas do complexo da Maré via-se exibido milicos postados em tanques de guerra, voltando ao local do protesto estávamos cercados e sem o direito de locomoção para passeata. Começaram a repressão assim que nos posicionamos para caminhar, muitas bombas lacrimogênea, de efeito moral e gás de pimenta.

Conseguido o objetivo do aparato repressor de acabar com ato-manifesto, nos cercearam o direito de voltar as nossas casas, deixando em cárcere sitiado os cerca de mil manifestantes. Um completo comportamento infantil, abobalhado de retardados que só queriam arranjar brigas para por qualquer futilidade fazerem detenções.

Polícia política com todas as características das polícias fascistas do século XX perpetuam-se até hoje em nosso país, até porque, a ferida dos vinte e um anos de ditadura expurgam seu pus e infecções até os dias de hoje já que nunca punimos e condenamos nenhum dos criminosos que cometeram os assassinatos daqueles que lutaram por um Brasil, mais justo, igualitário e democrático, utilizam-se do “perfume da carniça” da impunidade para cometerem os mesmos crimes de ontem.

1964 nunca acabou.

Celso Jr

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