A noite grita pela madrugada,
Os corpos já dormentes…
buscam o desafio da entrega
nos braços do desconhecido Morfeu..
Podem vir sonhos
ou pesadelos…
mas a noite te convida… quase que obrigatória,
e derradeira, pelo descanso
Ou ao sono reparador.
Crianças lutam, brigam, choram
com a chegada deste,
pois sabem,
na sua infinita pureza…
que dormir é algo muito estranho…
Dizem que nosso espirito
sai do corpo a procura
De outras paragens…
Deixo-me então flutuar
Nesse transe, quase que
me desligando da matéria
para fecundar na magia
Do dormitar e alcançar
sonhos inebriantes…
Até o novo despertar!!!
*E-mail: cacocarvalhaes1@gmail.com
Ilustração: ‘A cama do artista’, 1985, acrílica sobre tela, de Raul Cruz.

Caco, seu poema tem uma beleza suave e introspectiva ele traduz com sensibilidade o momento em que nos rendemos ao sono, quase como se fosse um ritual de passagem entre mundos. Parabéns pelo talento