O dia que já se fez
mais límpido
Já se faz derradeiro.
Lá e aqui.
Sova o metal o ferreiro
moldando o sonho que não ruiu…
Papagaios no céu
Mergulham no ar
pra farra da molecada
de olhar feliz e brejeiro.
E a costureira enfadada
de pensamento ao léu,
borda nos tecidos da memória
Uma xícara de café,
Um raminho de sapé…
E como o dia já se faz
à meia-luz do ocaso,
com um risinho matreiro
Prega o desejo em forma
De renda e, rende-se
à fenda que nunca se fecha.
A tarde cai…
As luzes, já brilham
O olhar se perde
no horizonte alaranjado.
À espera de um novo amanhecer!
*cacocarvalhaes1@gmail.com
(Imagem obtida na Internet)
