A sociedade dominante e os anjinhos loiros desse país

Trecho em 3’10”:

“(…) A sociedade dominante e os anjinhos loiros desse país costumam dizer que aqui no Brasil não há racismo. Dizem que aqui o negro não é caçado a pauladas no meio da rua. Dizem que aqui não tem racismo porque aqui não se toca fogo e gasolina nos negros ou não se pendura os negros pela garganta nas árvores dos passeios públicos. É esta a noção de racismo que essa classe dominante quer nos impingir.

Mas o racismo não é só isso. Essa é uma face até secundária do racismo. O racismo que realmente destroi a vitalidade de um povo, o racismo que realmente usurpa os direitos de um povo é esse que atua no Brasil. É esse racismo mascarado, é esse racismo sutil, esse racismo que não dá direito à vítima a sua própria autodefesa. Mas nós não estamos para ser enganados por falsas esmolas de democracia racial. E é por isso que aqui em praça pública, enfatizando a nossa visibilidade nesta praça que é nossa como o céu é do condor.

Nós queremos afirmar que repudiamos esse racismo sutil e mascarado, que é até mesmo pior do que o outro, porque quer nos manter até mesmo agradecidos ao racismo que usurpa os nossos direitos. Num país de maioria de negra como o nosso, é escandaloso, é intolerável que o negro só seja participante nas mais humildes e mal pagas situações de trabalho.”

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Enquanto isso, em uma sala de aula pelo Brasil, um professor torna vivo o pensamento de Abdias:

Da descrição no YouTube: “Uma aula diferente e musical para debater e superar o racismo!! Em tempos de Bolsonaro, um pouco de esperança…”

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