Retalhos de um dia,
emendados de suor.
Ponto com nó,
vivia um homem em casa mocó.
Costura o dente, amarra o gogó.
Gritos já iam, mudos seguiam
a gravata e o nó.
Lábios colados,
costurados com fio trorion
capitais pediam dedal,
para empurrar a agulha
na espinha dorsal
do trabalho assalariado.
*andreschlederschleder@gmail.com
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