
Gustavo Barreto, da redação – Errol Morris é um dos maiores cineastas (na verdade, um filmmaker) americanos no gênero documentário. A edição de março/abril da Columbia Journalism Review traz matéria sobre o autor. Recentemente, Morris lançou Zoom, uma ambiciosa série de ensaios para o site do New York Times que examina a habilidade dos fotógrafos em revelar verdades sobre o mundo.
“Quando analiso biografias e a História, imagino se não poderíamos pensar o assunto de uma outra forma”. Ele argumenta na entrevista abaixo que é discutível a construção início-meio-fim. “E se pudéssemos pensar a História a partir de um ponto específico. Por meio de uma fotografia, por exemplo”. Ele completa que raramente se olha para além do que uma fotografia pode apresentar. A maioria das pessoas quer acreditar que sabe exatamente o que há numa fotografia.
Passa por outros temas, como a suposta subjetividade da verdade, a intuição humana e seu papel no mundo e o jornalismo. Sobre este: “Nós andamos pelo mundo, não é o mundo que anda dentro de nós”. Ele defende com profundidade aquilo que “realmente acontece”, que “está lá fora”, e diz ficar intrigado quando tenta imaginar “o que as pessoas estavam pensando” a partir de suas expressões na fotografia.
A matéria é de Michael Meyer aqui e o vídeo, abaixo, de Malcolm Murray.
Jornalista, 44, com mestrado (2011) e doutorado (2015) em Comunicação e Cultura pela UFRJ. É autor de três livros: o primeiro sobre cidadania, direitos humanos e internet, e os dois demais sobre a história da imigração na imprensa brasileira (todos disponíveis em https://amzn.to/3ce8Y6h). Saiba mais: https://gustavobarreto.me/
