O Brasil está vivendo um momento gravíssimo da sua existência como nação livre e democrática.
Diversos segmentos da cidadania, movimentos sociais e sindicais, tem manifestado a sua preocupação no sentido da defesa da ordem institucional, ameaçada por um golpe que pretende destituir a presidenta da república, Dilma Rousseff, sob o pretexto de que teria cometido pedaladas fiscais.
Isto, com tudo, não é razão suficiente para destituir a presidenta, que foi eleita pelo voto popular. A pesar disto, um legislativo fisiológico e amoral, acobertado por um judiciário omisso e cúmplice, deu início a um processo de impeachment que significa, na prática, a ruptura da ordem constitucional.
O mundo inteiro assistiu ao espetáculo aviltante, vergonhoso, de deputados indiciados, na sua maioria, em processos judicias, conduzidos por um criminoso, apoiarem o início de um processo de impeachment ilegal, diante da omissão cúmplice do judiciário.
A imprensa mundial tem denunciado este golpe antidemocrático, e organizações como a Unasul, OEA, e CEPAL-ONU, tem manifestado a sua preocupação com esta ilegalidade gritante, que põe em risco a segurança jurídica da região. A imprensa brasileira tem- se mostrado, com poucas exceções, alinhada com a manobra golpista.
Neste contexto, como Terapeuta Comunitário, me sinto na obrigação de expressar a minha posição de maneira clara, em defesa da ordem constitucional. Em apoio à continuidade do governo de Dilma Rousseff, que, no entanto, deverá se aproximar mais, e de maneira orgânica, dos movimentos sociais, da cidadania democrática e dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.
Faço parte de um movimento social que trabalha no sentido da inclusão social, da promoção dos direitos da pessoa humana, no empoderamento de pessoas e comunidades, no resgate da identidade e a autonomia das pessoas e comunidades.
Desejo manifestar a minha intenção de somar com toda esta população em movimento, no sentido de garantir a ordem democrática e constitucional, os direitos sociais e trabalhistas, o respeito às minorias, às mulheres, negros, pobres, diversidade sexual, indígenas, e demais componentes desta identidade nacional plural e diversa.
A Terapia Comunitária Integrativa é uma ação cidadã. Como tal, comprometida com a preservação e o fortalecimento das redes solidárias. Temos uma contribuição específica a dar, neste grande mutirão de preservação da democracia e a cidadania. Acredito que fazemos a nossa parte, fortalecendo um tecido social gravemente danificado pelos discursos do ódio e a intolerância. Estamos reforçando uma esperança que necessita ser fortalecida mediante ações concretas.

Sociólogo, Terapeuta Comunitário, escritor. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/
