A política de dor e sofrimento do governador Geraldo Alckmin

Garota de 17 anos, usuária de crack, foi atingida por tiro de borracha no centro de São Paulo. Foto: Nilton Fukuda/AE.

“A falta da droga e a dificuldade de fixação vão fazer com que as pessoas busquem o tratamento. Como é que você consegue levar o usuário a se tratar? Não é pela razão, é pelo sofrimento. Quem busca ajuda não suporta mais aquela situação. Dor e o sofrimento fazem a pessoa pedir ajuda”, diz o coordenador de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Alberto Chaves de Oliveira.
Especialistas, porém, veem a estratégia com ressalvas. Para eles, forçar crises de abstinência pode provocar outras reações nos usuários, inclusive violentas. E estudos mostram que a falta da droga não causa busca por tratamento, pelo contrário. Na fissura, dizem alguns médicos, o usuário não tem discernimento para decidir o que é melhor ou não para ele.
(Trecho do artigo em http://www.observadorpolitico.org.br/2012/01/governo-quer-acabar-com-cracolandia-pela-estrategia-de-dor-e-sofrimento/)

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