Pausa

Diário do dia

Pausa

Pernas. Segurança

Peito. Confiança

Meu melhor desempenho

Está sendo aqui, nesta casa.

Pausa é mais do que meramente parar ou esperar

É parar e esperar, sim, mas é mais

E o que é?

É dar lugar. Abrir espaço.

Deixar que aconteça o inesperado, o não programado.

Estar como que mais desarmado, compreende?

Estou me reconciliando com meu lado maior

Meu lado de dentro

A minha silenciosidade

A minha risada

Quando deixo lugar para o que está aqui

Me surpreendo

Rio

Respiro

Me divirto

Interajo sem medo

Sem julgar, ou quase sem julgar

Então a vida fica mais bonita, vês?

Não preciso justificar nem explicar por que leio

Embora tenha alguns motivos ou razões

Leio porque gosto, me faz bem

Desfruto da arte literária.

Não me sinto mais do que quem não lê

Apenas não vou deixar de ler o que gosto

Para ler o que não me gosta.

(Faço apontamento das conquistas diárias

Assim me alegro, ganho força, ânimo.)

5 comentários sobre “Pausa”

  1. Seu poema é um sopro de delicadeza e presença. Ele revela, com ternura e profundidade, a beleza de desacelerar, de acolher o silêncio e de reencontrar-se consigo mesmo. Um convite sutil para viver com mais consciência, sem medo de ser inteiro.

    Belíssimo!

    1. Novamente agradeço este seu gesto de valorizar estas tentativas. São tentativas. O fato de encontrar um eco, como o é o você escrever e dizer o que sente e pensa, me devolve um pouco da confiança que preciso para prosseguir.

  2. Hermoso, hermoso hacer una pausa, Rolando. Tanto pausas grandes como pequeñas. Para mí, la más pequeña de todas es la que más amo. La pausa, el silencio que queda al terminar una exhalación. Quedarme ahí, fundido en esa calma, dejando que la próxima inhalación venga cuando quiera, como quiera. Sentir que cada aliento es un regalo. El más maravilloso de los regalos. Muy inspirador tu texto. Te mando un abrazo desde esa pausa infinita.

Deixe uma resposta