Um bloco monolítico de amor perdido na distância

Ainda assim, nós nos amamos. Entre Eros e Thanatos; entre epístolas e bilhetes; entre risadas e sussurros; entre Drummond e Cecília; entre ausências e saudades; entre versos simbolistas e frases byronianas; entre Marte e Vênus; entre desejos etéreos e gemidos vazios; entre lágrimas e sorrisos em eclipses; entre personificação de lâminas e cicatrizes na alma; entre promessas vãs e decepções; entre dores transvividas e toques não sentidos; entre línguas e línguas; entre neologismos e metáforas; entre sonhos e ilusões; entre a tecnologia e démodé; entre arrependimentos e curiosidades; entre mágoas e paixão; entre madrugadas invernais e tardes de verão; entre acusações e suspiros; entre idiomas e regionalismos; entre Sísifo e Prometeu; entre você e ela; entre eu e ele, entre eu e você. Ainda assim, nós nos amamos.

Ana Rachel F. C. Dantas | 21.11.02


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