| Insônia lasciva
Andrajos humanos sedentos
por sexo caminham por um umbral imaginário e me espreitam em meus
marasmos literários. Seus olhos férteis protestam em meus
pesadelos por linhas lascivas e me perco em gemidos uníssonos.
Dormir torna-se um
tormento: toques sutis flamejam minha sonolência e mantenho uma vigília
carnal com espectros cegos de si mesmos; olhos abertos apenas para o meu
sexo.
Orgasmos vagos tomam
minhas noites. Estremeço a cada ocaso e me perco em um labirinto
de reticências concupiscentes. Agora, adormeço sob hipérboles
de prazer incessantes, rodeada por braços e pernas que instigam
meus versos ofegantes.
Ana Rachel | 11.9.02
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