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por.Gustav.o
Bar.reto..ver.são.20.04Estamos
todos cegos.
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Um
pássaro na mão
Dezembro.] É como aquele português que foi para a Inglaterra aprender inglês. Tentou, tentou e não conseguiu. Ficou tanto tempo tentando que esqueceu sua língua-mãe. Resultado: ficou mudo. Modernidade A minha impressora acaba de imprimir um papel com a seguinte mensagem: "Não há papel". Modernização empresarial Na firma. 3 amigos. Cara 1: A gordinha da contabilidade. Cara 2: Balela. "Sô" mais a gostosa da informática. Cara 3: E o Pedro do Jurídico? Um pedaço. [Risos nervosos seguidos de silêncio. Os outros dois se olham] Cara 3: Que foi? Vocês não sabiam? Cara 2: Não, cara. É que eu tô saindo com o Pedro. Desde sexta. [Mais silêncio. O primeiro hesita] Cara 1: Quer dizer que a gostosa da informática é minha? Cara 2:
Esquece. A Janaína, da Comunicação, tá pegando.
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Pergunte
ao casaco
Novembro.] Oito e quarenta e cinco. Doze graus. — Desculpe, senhor. Eu tenho ordens para não te deixar entrar. — Como? Ordens para não me deixar entrar?! De onde vêm essas ordens?! O homem pensa um pouco. Depois de consultar o casaco, diz: — Eu não tenho ordens para falar de onde vêm as ordens, senhor. — Ah... sei. E de quem são as ordens para que você não diga de onde vêm as ordens para não me deixar entrar? Ele consulta novamente o casaco. Ouve-se uma voz baixa dizendo “imbecil”. Ele responde: — Desculpe, senhor. Essas ordens para que eu não diga de onde vêm as ordens para não deixar o senhor entrar também não estão disponíveis. — Ah... entendo. Quer dizer que não estão disponíveis. — Correto, senhor. — Quer dizer, portanto, que estão indisponíveis? Ele pensa. Dez segundos. Conclui: — Correto, senhor. Indisponíveis. Quando quiser confundir alguém, use palavras grandes. E dê alternativas: — E quem as indisponibilizou? O seu casaco ou o dono da casa? O homem fica impaciente: — Óbvio que não foi o meu casaco, senhor! Ouve-se um novo “imbecil”, só que desta vez mais alto. — Ah... entendo, entendo. E o senhor Bragança, dono da casa, está de casaco? Bloqueio mental. Suando, consulta novamente seu casaco. Depois diz: — O senhor Bragança não está em casa, senhor. — Mas não foi isso o que eu perguntei. Eu perguntei se ele está de casaco. Está? Pela primeira vez, o homem abandona a técnica do casaco e usa a cabeça. Se a resposta for “sim”, ele poderia pensar que eu estou me comunicando por meio de casacos comunicantes. Melhor não: — Não, senhor. O senhor Bragança está sem casaco. — Ah... Doze graus, e o Bragança sem casaco? Era demais. O homem decidiu usar a cabeça. Literalmente. (5.11.2004)
prá
cego ver
Episódio de Os Simpsons. Bart faz uma magia e transforma todos os defuntos em mortos-vivos. Bart consegue, no final, desfazer a magia com outra magia. Sentada no sofá com a família em frente à tevê, problema resolvido, Margie diz: — Estou contente que não viramos zumbis. Bart: — Dá para calar a boca? Homer, olhando para a tevê com olhar fixo: — O
homem caiu engraçado. De joelhos. (fim do episódio)
momento
literato, cobra e morcego
(...) — Oh, beibe! Este local não é nada romântico! Logo num lixão! Oh! — Oh, Josephine! (...) — Josephine, mai darlingui. Você é como uma prostituta, vendendo seu belo rosto para arrancar milhões das massas. Você! A massa! — Oh, beibe! Pode amassar! Vem! Oh, Dion! Os objetos e suas ideologias A cama, por exemplo. É de direita. É por isso que eu prefiro o chão. O chão é de centro-esquerda. Mesmo assim eu gosto dele. Alguns chãos que se vê por aí até são militantes da esquerda. Ela sorri. E diz: “A parede é da anarquia”. Anarquista? Por que? Logo a parede? Justifique-se. E o sofá? “É neutro, a favor da situação”, argumenta. Depende. Já vi muito sofá que se diz de esquerda, mas é um tremendo direitista. Acontece muito. Já a geladeira é da extrema-esquerda. Ou da extrema-direita, logo ali. Gastronômica Depois do almoço, o bife é passado. Alguém responda! (I) Afinal, a Lua está cheia de quê?! Alguém responda! (II) Millôr pergunta: Se uma lei de controle de natalidade for aprovada, terá efeito retroativo? Cotidiano No que grita o motorista, na parada em Araruama: — Tem alguém faltando? Cotidiantes Bach, meu sacro predileto,
adorava uma festa. Seria uma sacranagem?
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Numa hora dessas
Outubro.]
Ganhou um novo parágrafo. Era o que eles mais temiam. Mais um parágrafo. Seria o sinal de que alguma coisa diferente aconteceria, para além das faixas amarelas. Restavam quilos de metros para terminar a rua. Quatro quilos de metros. E o mesmo destino: para lá. Seria inevitável uma aproximação – ainda mais no terceiro parágrafo. Eles começaram a andar mais devagar, quem sabe o outro não sai correndo. Seria uma atitude de bom senso, mas numa hora dessas é mais fácil não fazer nada do que simplesmente fazer o óbvio. Ninguém conhece o óbvio quando o medo – popular como só ele sabe ser – está por perto. E de tão perto se abraçaram e começaram a chorar. Numa hora dessas, bem no meio da rua, era o que restava fazer. * * *
Ontem era só um doente
A galinha esquizofrênica Meu travesseiro é de
algodão
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Atenção!
Setembro.] A tensão Ah, tem. São dois reais . ______________________________
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Agosto.] O público achou que aquela tragédia era parte da apresentação e demorou a reagir. ..................................................
O ano é 1934. Ernesto é um detetive particular — ou seja, só tem um cliente — que possui escritório-barra-casa em um prédio prestes a desabar na Lapa, no centro do Rio. Ernesto lê três jornais todos os dias: O Globo de 3 de março, a Tribuna da Imprensa de 7 de abril e o Jornal do Brasil de 8 de agosto. Todos do ano anterior. Na madrugada de um sábado chuvoso, Ernesto está sentado à mesa escrevendo uma carta para sua amada, uma diarista que mora na rua do Acre, 53, e que passa todos os dias pela rua onde ele reside.
Quando ele ouve o grito assustado de Madame Au Revoir, corre e começa uma perseguição pelo prédio, vazio. O prédio, não ele — que apesar de tudo tinha comida uma costela de porco na janta. Ernesto escorrega em um piso molhado, o chão desaba e ele cai em uma sala na qual nunca havia estado antes. Está tudo muito escuro, pouco visível, meio calabresa meio portuguesa. Dois tiros são ouvidos
e, repentinamente, o orçamento do filme acaba.
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Cena I
Cena II
![]() CeJá na praia, a mais próxima de onde eles caíram, Neide olha para o Pereira e para o infinito como se fossem um só. Ele não perde a piada: Ce— Viu, Neide. Unidos para sempre, até que a morte nos separe. CeDesse dia em diante, Neide não olha mais para Pereira, mas ajuda diariamente com os afazeres da casa que eles construíram, no sentido literal da palavra. E a cada dia que passa pensa em fazer as pazes com Pereira. Depois de semanas, Neide rompe o silêncio: Ce— Com tanta água de coco, Pereira, até que você não está fora de forma. CeE o Pereira não perde a mania de estragar os melhores momentos do casal: Ce— Pena que não dá para dizer o mesmo dos outros habitantes da ilha, não é verdade? CeMais dois meses de silêncio, mas ela não resiste. ..................................................
Opinião, vai senhora?, está à venda. E tem quem compre. E para quem não vende, não há mercado mesmo. A venda Cada um com mais razão que o outro. Olho por olho, quer comprar? Na venda Eu errei, mas vou acertar as
contas.
Mas posso pagar. ..................................................
Chegando ao céu, surpresa. O Todo-Poderoso, justo ele, foi logo perguntando: — E
aí, quer jogar de novo?
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Junho.] .................................................. O Jornalista de Marte Roteiro para cinema O personagem Kairos tem 1,63m, cabeça raspada e só usa roupaz cinzas ("para combinar"). Jornalista recém-chegado de Marte e formado pela Universidade Federal de Marte Oriental (UFMO), Kairos foi enganado com uma falsa oferta, em seu planeta, de intercâmbio no planeta Terra. Com 23 anos e muitos planos, está exercitando o jornalismo no carioca Jornal do Brasil, apesar de não receber quase nada e, às vezes, nada mesmo. Seu objetivo é entender a vida dos seres humanos, tarefa que não tem sido nada fácil. Sua maior dificuldade é saber porque uma senhora lhe dizia todos os dias, a caminho do trabalho, que eram 12h47. Em Marte, diz, o tempo é contado pelo número de experiências pessoais. Trecho de “O jornalista de Marte” I Os dois estão no bar. Kairos (à esquerda) está em pé, lendo um livro sobre seu planeta e rindo horrores. Felipe está bebendo a quinta cerveja, olha fixamente para o monitor, que passa Videoshow. Come sementes de girassol, mas manuseia com cuidado a comida de forma que nada o atrapalhe em sua observação. De repente pergunta: — Vem cá, você não fica doente não? — Até chegar aqui, nem fiquei sabendo disso. — Mas como isso funciona? — Nunca precisou funcionar. É a nossa condição normal. A minha, a sua. A de todo mundo. Quando estava na Federal de Marte Oriental, li sobre o lobby que os médicos, inclusive aquele tal de Da Vinci, fizeram. É pura geração de renda. — Isso é uma acusação muito séria! — Não é acusação não. As pessoas precisam sobreviver. Ora bolas. Kairos ri novamente do livro. Depois completa: — No Canadá e Estados Unidos, há cidades inteiras que vivem da renda da indústria bélica. O que você acha que as pessoas vão achar disso? Felipe fica pensando, olhando para o monitor e franzindo a testa. Depois pergunta: — Tem
mais algum lobby que você tenha ouvido falar?
(...)
Trecho de “O jornalista de Marte” II — O melhor dos homens em uma sociedade cristã, Jesus, é como as plantas: todos falam com ele, mas nunca obtêm resposta. — Ha. Imagina ele falando: "Ei, sua bíblia está manchada de quétichupi". A freira, coitada, cairia durinha. Mas isto nunca aconteceu, Kairos. — A única diferença, talvez, é o fato de Jesus não ser verde. Ou pelo menos dizem que não. — E por lá, tem gente verde? É como dizem? — Tem. Que nem aquele cara ali. [Rogério, cara de curioso] — Pera
lá. É a camisa do cara que é verde.
(...) Trecho de “O jornalista de Marte” III — Felipe.
(...) ..................................................
1. Tema. Três bolivianos camponeses traçam diferentes caminhos pela América Latina dos anos 70 em busca de melhores condições de vida para suas famílias. 2. Premissa. O homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos. 3. Personagem. Juan, o mais velho dos três homens, é a figura central do filme. É um homem magro e de cabelos curtos e escuros. Possui uma face compenetrada e é muito atento. Sua única escola foi a vida, onde repetiu por diversas vezes. Hoje, mais preparado, possui muitas habilidades relacionadas à sobrevivência humana. Deixou mulher e três filhos em Cochabamba, sua cidade-natal. 4. Conflito: Cansados por conta da longa viagem em busca de novas terras, Ivo, Juan e Juarez começam a enfrentar pequenos dilemas éticos, que aumentam à medida em que a fome vai aumentando. Nem a perspectiva destacadamente socialista deles consegue esconder falhas humanas que não páram de se acentuar. Desta vez, os homens precisam escolher entre prosseguir caminho à noite, tentando passar por uma ribanceira visivelmente perigosa; ou ficar mais uma noite em um lugar afastado da civilização, próximo a Cuzco (sul do Peru), onde certamente passarão fome e frio. Juan decide prosseguir, contra a vontade de Juarez. Ivo apenas observa. 5. Crise: O rumo da jornada aparentemente vitoriosa até então torna-se um desastre quando Ivo acaba por cair da ribanceira. 6. Clímax: Juan e Juarez começam uma caçada que beira a loucura, um se virando contra o outro. O palco é um pântano a 130 km de Cuzco, onde Ivo morreu. 7. Resolução. Juan e Juarez se vêem cercados por uma tribo, que pensa serem eles agentes da CIA a perseguir os camponeses locais. A luta se torna desgastante e dificelmente eles sobreviverão. Agora unidos, começam a armar planos para sair daquele local. Ao avistarem um trem passando a poucos metros, decidem correr até o comboio e usá-lo para fugir. Antes de partir, no entanto, Juarez defende Juan dos camponeses é morto com um tiro no peito, caindo de trem. Juan segue viagem. ..................................................
Resumo O sofrimento dos povos "latinos", principalmente mexicanos, que tentam entrar nos Estados Unidos de forma ilegal é relatado, sempre sob o ponto de vista do imigrante, tentando enxergar seu passado e o que vislumbra para o futuro. Justificativa Segundo um artigo recente de Michael Moore, há cinco formas engenhosas de entrar nos Estados Unidos sem maiores perturbações. Já que muitas pessoas tentam chegar "do outro lado" e não consegue, vamos explorar ponto a ponto. São eles: (I) Aeroportos internacionais pouco ou nada conhecidos, como Chatanooga, Reno ou Flint, ''cujos agentes não foram necessariamente selecionados entre os indivíduos mais perspicazes da população local''. (II) Atravessando o Rio Grande pelo lado de Brownsville, onde é fácil de ser cruzado a pé, ou em Los Ébanos, no Texas, onde basta um bote puxado por cordas. (III) Canadá, principalmente entre Vermont e Quebec. (IV) Ilha de Bimini, em Bahamas, o fronteira Sul mais próxima desde o México (80 quilômetros da costa da Flórida). (V) Ilhas Diomede, no Estreito de Behring, onde não há um único agente sequer. No inverno, quando o mar está gelado, pode-se tranqüilamente cruzar a pé da Rússia aos EUA. Pesquisa e forma Visitar pelo menos 20 famílias que já tentaram ou que conseguiram passar pela imigração, de forma clandestina ou não. Tentar todas as possibilidades (já que Moore dá coordenadas bem concretas). A pesquisa seria feito em forma de "documentário-verdade", usando a edição para realçar o êxito dos imigrantes, assim como seu sofrimento. Personagem e eixo A maior parte da história se passará no México, onde acompanharemos pelo menos três moradores que já passaram por tal situação e o que fazem no dia-a-dia. Como foram criados, que são suas famílias, o que pensam do seu presidente, como enxergam a política e qual a idéia que possuem sobre a vida "do outro lado" da fronteira. Tentaremos confirmar a tese do escritor xenófobo Samuel Huntington de que "os mexicanos são menos inclinados a aceitar a democracia, têm menos iniciativa, são mais fatalistas e consideram a pobreza uma virtude, em função de seu catolicismo". Huntington sustenta isso em seu novo livro, "Who We Are". Estas perguntas serão feitas e observadas nas pessoas que estaremos acompanhando. A partir disso os depoimentos serão recolhidos, sempre rumo à terra prometida. No final, quando finalmente chegarmos aos EUA, marcaremos uma entrevista com o professor Huntington e levaremos o nosso personagem principal, que por sua vez fará as mesmas perguntas feitas durante o filme ao próprio escritor. ..................................................
Rock é uma onda em movimento, propagando-se em meio fantástico, nos planos sentimental e experimental, produzindo uma sensação auditiva e alterando a pressão da galera na grade de contenção. Inexplicável. ..................................................
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Maio.] .................................................. Para
os céticos como eu
Para os céticos como eu Deus possui uma forma De dar a chance para um último abraço Em um ente querido que se foi Para os céticos como
eu
Para os céticos como
eu
Para os céticos como
eu
Para os céticos como
eu
Mas Deus consegue provar
* Em apenas duas gerações, Alzira foi a dona da casa que gerou três cidadãos prontos para enfrentar as agruras da vida com muita ética e determinação. Tenho certeza que este nunca bem recebido evento nos seja um renascimento tanto pessoal quanto familiar. A mãe, Alzira, a filha, Maria, e o pai, Juarez, são e serão para sempre exemplos vivos de pessoas que sabem construir famílias, não apenas com valores materiais, mas sobretudo éticos e espirituais. Certamente um exemplo necessário para nossos dias. Gustavo Barreto, 22.05.2004 ......................................
Mas cada um escolhe seu caminho: uns preferem ser descascadores de abacaxi. Outros, chupadores de manga. ___________________________
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É ele.
[O homem chega perto e se abaixa discretamente] .—
Por favor, vocês sabem onde fica o banheiro do hotel?
[Silêncio de um minuto] .—
Não disse? Um baita d'um leninista.
Recados filosóficos
I
Recados filosóficos
II
Classificados
Amor incondicional
Haikai
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Março.] Haikai Fatalidade Morreu de tanto viver Poemeu
Coisas que gostaríamos de ouvir — Próxima estação: Carioca. Observe atentamente o espaço entre o trem e a plataforma. [silêncio, dois minutos] — Descreva duas conclusões acerca de sua observação e trace um paralelo entre este espaço e o vazio da pós-modernidade sob o aspecto do construtivismo. * * * A mesa não é nada sem o sofá . ______________________________
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Fevereiro.] Quando a lampadazinha aparece Desespero de escritor deve ser quando aparece a idéia no meio do banho. — Que isso, Luis? Toma vergonha, andando pelado pelo meio da casa? Luis, você tá todo molhado! Pelamordedeus, homem, esse computador vai dar um curto-circuito. — Agora não, Marisa. Agora não. * — Zé, suponha que você tem vinte laranjas. — Ih, seu Rogério, não vai dá não. Janeiro só entra o arroz e o feijão. E olhe lá. — Zé, é pra supor. Deixa de coisa. Bom, você tem vinte laranjas. — Supus, seu Rogério. — Bom, daí dá três para a sua mulher e cinco pra cada filha. — Supus, supus. — É nesta hora que aparece o seu irmão e diz que tá te dando dez laranjas de presente, mas que 30% é devolução para alguém na sua casa. E agora, Zé, quantas laranjas têm, na média, as suas filhas? — Pô, seu Rogério, impossível de saber, né? — É verdade, você me pegou. Como você descobriu tão rápido, Zé? — Por que você não disse pro leitor quantas filhas eu tenho. * Tenho dito. Dois real, vai querer? Matemático em crise
Religioso em crise
Jardineiro em crise
Oftalmologista em crise
Assaltante em crise
Veterinário em crise
Engenheiro em crise
* Fecha a porta do elevador. No que o empresário megaengravatado vira para o outro e diz. — Boa tarde — com formalidade inglesa. — Bichinha — responde. Espanto. Ele não sabia nem que cara fazer. Aquela empresa funciona em mais de 100 países. O código de ética é prioridade. "Bichinha". Isso era palavra? — Como? — tentando atenuar. — Desculpe, estou fazendo um teste antropológico para saber como as pessoas se portam em situações inusitadas. Pausa de dois minutos e meio. — É você. E sai do elevador correndo. * Viajar é bom, mas a dor do parto é muito grande. No que... ...o segurança da rodoviária para a atendente apressada: — Opa, quer uma segurança aí? — Vou fazer xixi. — Sei. Tô sentindo cheiro de perigo. E por fim — Por favor, gostaria de comprar uma passagem para o Rio. — Pois não. R$ 50. — Ôquei, aqui está. — Gostaria de adquirir passagem de volta? — Não, eu sou carioca. Foi quando ela gentilmente decidiu
ver se a nota era falsa. Essas coisas.
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