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Rio de Janeiro: policiais praticam 25% dos homicídios

Do Portal Vermelho

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) identificou os óbitos por homicídios por local de residência e ocorrência no Rio e vai apresentar os resultados no seminário “Áreas de concentração de violência no município do Rio de Janeiro”, na próxima terça-feira (2/6), das 14h às 17h.

O trabalho, que teve apoio da Faperj, inclui ainda o videodocumentário “Território e violência”, realizado pelas pesquisadoras do Ipea Rute Imanishi Rodrigues e Patrícia Rivero, que será exibido às 14h30.

Estarão presentes ao debate os pesquisadores Luiz Antônio Machado da Silva (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro – Iuperj), Ana Paula Miranda (Universidade Federal Fluminense – UFF) e Fernando Cavallieri (Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos – IPP, vinculado à Prefeitura do Rio de Janeiro).

O estudo do Ipea aponta em que regiões da cidade é preciso atuar para resolver a questão da violência e quais seriam as políticas públicas mais adequadas.

RJ: Defensora critica política de segurança do governo

Por Heryka Cilaberry, da Agência UFRJ de Notícias

A defensora criminal Maria Ignes Kato responsabilizou na quarta (27/05) o governo do Estado e as milícias pelas mortes de moradores de comunidades. De acordo com ela, muitos crimes não chegam a julgamento porque os infratores são assassinados.

– A política pública desse governo é de extermínio, de guerra. Eles matam, depois dizem que foi “auto de resistência” (legítima defesa). Porém, sempre aparecem corpos de pessoas baleadas pelas costas – disse a defensora aos participantes do curso de extensão “Direitos Humanos em Tela”, organizado pelo Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da UFRJ (NEPP). O evento foi realizado no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), localizado no campus Praia Vermelha da UFRJ.

Kato alertou ainda para a dificuldade de lidar com o Sistema Judiciário brasileiro. Segundo ela, a estrutura do Poder Judiciário, como a da própria sociedade, baseia-se na divisão de classes, o que faz com que grande parte da população carcerária apresente o mesmo estereótipo.

– Eu desafio todos aqui presentes a visitar o complexo penitenciário de Bangu. De 100 presos, vocês não encontrarão dez que não pertençam à mesma classe social. Provavelmente, todos se vestirão da mesma maneira, falarão do mesmo jeito e muitos serão moradores do mesmo bairro – garantiu.

As declarações da defensora foram feitas logo após a exibição do filme Justiça. Ganhador de prêmios na Suíça e na França, o documentário foi produzido pela cineasta Maria Augusta e teve Ignes como uma de suas personagens. “Todas as cenas do filme são reais, o que é muito grave. Somente quando a gente assiste ao documentário, nos damos conta da esquizofrenia em que se encontra o Poder Judiciário”, criticou a defensora.

A convidada disse ainda não acreditar no argumento que explica a reclusão para a ressocialização. “Se fosse para se socializar, a pena deveria ser cumprida em contato com a sociedade”, concluiu a defensora. [Clique no original para acessar o original desta matéria]

Fechamento de rádios revolta profissionais

Por Liana Leite, Observatório das Favelas

O fechamento de cinco rádios comunitárias, dia 9 de fevereiro, na Cidade de Deus, revoltou profissionais da área. Os locais foram lacrados por fiscais da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com apoio de 50 PMs do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Mais 200 rádios ainda devem ser fechadas este ano.

A justificativa para o fechamento não convenceu o radialista Tião Santos, coordenador do Viva Rio e da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço). Para ele, a ação foi arbitrária e ilegal do ponto de vista jurídico. “A operação foi realizada sem mandado de busca e apreensão. Alegar que as rádios são um instrumento do tráfico não faz sentido, muito menos que derrubam aviões. Os veículos são da comunidade e servem a ela”, garante. Clique no título para ler a notícia na íntegra.

Entidades repudiam violência policial durante ato contra 10ª Rodada de Leilão do Petróleo

Inúmeras entidades e cidadãos já se pronunciam em apoio à moção de repúdio à ação violenta da polícia, durante manifestações contra a 10ª Rodada de Licitação do Petróleo, no Rio. No dia 18, por volta de meio-dia, a desastrosa ação da PM e da Guarda Municipal do Rio de Janeiro deixou cerca de 50 pessoas feridas. Para assinar, mande um e-mail para a Agência Petroleira de Notícias: agencia@apn.org.br

Dentre as primeiras organizações que manifestaram sua indignação com a violência policial contra os movimentos sociais estão o Diretório Central dos Estudantes da UFF, da UnB, da UFAL, o Núcleo de Educação da Ação da Cidadania, o Comitê de Luta contra o Neoliberalismo, o Partido Comunista Brasileiro (PCB), a União da Juventude Comunista (UJC), o Partido Comunista Marxista-Leninista Brasil, o Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais Juventude 5 de Julho, Continental Bolivariana-Capítulo Brasil, entre outros. Clique no título para ler mais.

Polícia prende petroleiros em manifestação no Rio

Na tarde desta quinta-feira, 18, manifestantes sofreram forte violência da Polícia Militar, durante um ato que ocorria em frente à Agência Nacional do Petróleo. Dentre os feridos, encontra-se Eduardo Henrique, do sindicato dos petroleiros, que está gravemente ferido no hospital. Ainda, quatro petroleiros foram presos e encontram-se na 5ª. DP, na Avenida Gomes Freire, no Centro do Rio.

A manifestação ocorria pacificamente quando cerca de 50 policiais militares começaram a agredir fortemente os manifestantes. O ato fazia parte da jornada Nacional de Lutas contra a 10ª. Rodada de Licitações do Petróleo e Gás. Para mais informações: Francisco Soriano (sindicato dos petroleiros) – (21) 9963.3605 / Antônio Neto (MST) – (21) 9296.8988. (Texto de Mariana Duque)

Governo Sérgio Cabral: Sem palavras, até porque seriam palavrões…

Por Marcia de Almeida, Do Em Dia Com A Cidadania


Sim, a população poder ser alvo da polícia… Carlos Latuff mandou bem, mais uma vez, nas suas charges. Embora vá ser pedida a anulação do julgamento que absolveu o PM William de Paula, que matou o menino João Roberto, de 3 anos, no começo de 2008 dentro de um carro parado.