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Rumbo

¡Qué maldición el parasitismo! La delincuencia política instititucionalizada. La maldad entronizada

La perversión hecha política de estado

El terrorismo de estado

La impunidad a los crímenes de lesa humanidad

La injusticia hecha cosa común y corriente

Qué maldición un mundo sin reglas, sin normas, sin valores, sin justicia

Sí, mi Dios, sin justicia somos menos que bestias

Ser humano da trabajo. Mucho trabajo

Por poco hay quien se venda

Pero resistir en el buen camino, en el amor que orienta y guía

Y sobre todo insistir en la solidaridad, la claridad

La acción honesta y correcta

Creo que no puede haber una distinción mayor

A la vuelta de este mi ya largo camino

Hay veces que miro para atrás

Y me admira haber llegado hasta aquí

Y seguir viendo lo mismo que ayer

La maldad banalizada

La vida desfigurada por la mediocridad oportunista

De Argentina a Brasil un vai ven

Yendo y viniendo hasta ver de nuevo mi patria levantarse de sus ruinas

Brasil salir también de las sombras de lo siniestro

Y otra vez lo mismo

¡Dame perseverancia, Dios!

Para que siga creyendo y construyendo un mundo bello

En que la vida y el amor sean lo supremo

El trabajo de aprender cada día a sobrevivir en condiciones adversas

Sin perdernos

Sin perder el rumbo

A tu casa, Señor

¡A  la tierra prometida donde siempre brilla el sol!

É tempo de união!

Os tempos mudam

Todo tempo é tempo

Se estivermos atentos e atentas

Cada instante é uma estreia

Ou uma re-estreia

Podemos nos eternizar

Se vivermos desde a nossa realidade

Nenhuma pessoa é um ser genérico

Somos seres singulares e únicos

Temos nos acostumado

Ou não

A agirmos como se fossemos uma massa indiferenciada

Nenhum de nós pode viver uma vida que não seja a própria

A viver então

O medo foi afastado

O amor veio para o meio

A esperança voltou para cá

A força da vida

A libertação

A felicidade

São coisas concretas

A vida é uma coisa concreta

Eu não vivi até aqui

Para agora jogar tudo fora

Floresço e cresço com um povo

Feito de pessoas que querem também florescer e crescer

Como quando cheguei ao Brasil

Esse mesmo espírito é o que me guia agora

Não há tempo a perder

A hora é agora

“Quem corre cansa, quem anda alcança” diz o dito popular

Arco-íris nos ensina

Cada cor é uma emoção e uma sensação

Uma compreensão e uma ação

Vamos com este guia que nos guia

A cada momento podemos e devemos

Agir ordenadamente, integradamente

Tijolo por tijolo

Como ensinava Paulo Freire

Assim se faz uma casa

Uma igreja

Um hospital, um posto de saúde

Um cinema

A calçada por onde vamos

(Colho neste momento da minha vida

A soma dos tempos

A experiência reunida)

É tempo de união

Reunião

Celebração

Ação

Comunidade

Humanidade.

Consciência a gente vê por aqui

No meio a um mundo em que prevalece frequentemente a aceitação acrítica de visões disseminadas pelos setores de poder

Prosseguimos numa tarefa miúda de voltar o olhar, a atenção, a ação e o sentimento, para a responsabilidade pessoal pela vida e pelas consequências dos nossos atos

A compreensão é libertadora, e esse é o nosso foco

“Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho ou sozinha. As pessoas se libertam umas às outras em comunidade, mediadas pelo mundo” (Paulo Freire)

Poucas palavras. Atenção ao sentimento. Foco nas emoções, naquilo que nos une como humanidade.

Discursos frequentemente escondem o afã de dominação. A visão se restabelece na brevidade de uma palavra, uma imagem, um som, uma canção, um abraço, um aperto de mão, um olhar.

Poesia é a preferência, por ir direto ao ponto

Criar mais do que consumir

Estes são alguns dos nossos valores norteadores

Aqui é um lugar para respirar.

Somos criaturas efêmeras. Que valha cada instante, cada segundo, todos os momentos!

Encadernemos a nossa vida no dia a dia, ano após ano, até nos apossarmos da totalidade da nossa experiência!

¿Hasta cuándo?

Por más que lo intente, no puedo. No puedo quedarme indiferente frente a lo que veo. No hay modo de que me quede callado, cuando veo el furor desenfrenado y destructivo. La propia bestialidad, la deshumanidad imperando.

No me refiero solamente a la esfera pública. El poder político institucionalizado bajo el régimen de excepción. El blindaje de la delincuencia que viene destuyendo al país y a la sociedad.

Lo que más me llama la atención, lo que me hace gritar con fuerza, es hasta cuándo. ¿Por qué tanta pasividad, tanta tolerancia frente a lo inaceptable? ¿Cuáles son los límites de la decencia, cuáles los de la corrección?

¿Han sido abolidos los contornos de la humanidad? Les dejo la pregunta. Por mi parte, tengo las cosas bien claras. Sé lo que quiero y lo que no quiero de ninguna manera. Hagan sus elecciones. Yo ya hice las mías.

Aprendí desde temprano a hacer las cosas de un cierto modo, a tener ciertos valores. Hay cosas que están bien, cosas que nos humanizan, y otras que están mal, no se hacen, nos degradan.

Hoy tenemos al Brasil, uno de los países más ricos del mundo, y no me refiero únicamente a riqueza material sino cultural, naufragando bajo un régimen totalmente parasitario y brutalmente retrógrado.

¿Hasta cuándo? Es la pregunta que me hago y les hago. ¿Adónde quedaron los sentimientos? ¿Dónde el amor? Preguntas y preguntas. Aprendí a pensar preguntando, y sigo preguntando.

La imbecilidad al poder. Inimaginable. ¿No se dan cuenta que están destruyendo lo mismo que les sustenta? Están matando a la clase trabajadora, destruyendo la estructura productiva, la educación, la ciencia, la salud, la cultura.

Es tiempo de abrir los ojos. Mirar y ver. Y decidir si es esto lo que queremos. Por mi parte, les puedo asegurar que quiero algo bien diferente. Pero quien decide es la mayoría, y no se sabe bien si esta mayoría está conciente o embrutecida.

Veremos en octubre. Es un tiempo largo para esperar. No esperen sentados, sentadas. Hay que ponerse a trabajar y atender a las exigencias del momento. Cuidar y cultivar los valores superiores, que le dan sentido a la vida.

Só o amor vence o ódio anti-vida do bolsonarismo

Foi eleito presidente do Brasil um figura sinistra, claramente possuída pela pulsão de morte e de ódio. Parece ter sofrido uma lobotomia pois estão estranhamente ausentes nele quaisquer sentimentos de empatia face às milhões de famílias enlutadas pela ação mortal do Covid-19 de quem se fez aliado, pois o minimizou, ridicularizou e combateu, sendo responsável por grande parte dos mais de 600 mil de vítimas. Fez da distorção da realidade, da fake news e da mentira método de governo. Semeou ódio e espírito de vingança entre seus seguidores e apoiou práticas criminosas com referência à Amazônia e discriminatórias à população indígena, negra, quilombola, de outra condição sexual e, em geral, aos pobres e marginalizados.

Esta triste figura que não possui um centro, conseguiu trazer à toma as várias sombras que acompanham a nossa sociedade, desde o genocídio indígena, da colonização, do escravismo e da dominação das  elites opulentas que sempre ocuparam o estado e seus aparelhos em benefício próprio e à custa do bem estar das  grandes maiorias. Liberou a dimensão dia-bólica (que divide) que habita nos porões escuros da psiqué pessoal e coletiva, a ponto de escantear a dimensão sim-bòlica (a que une), aquela que nos faz verdadeiramente humanos e sociáveis. O assassinato por razões políticas em  Foz do Iguaçu por um bolsonarista, não exime de responsabilidade moral o presidente, pois ele deu  a senha para o uso da violência.

A essa onda de ódio que está tomando várias nações no mundo mas de forma exponencial entre nós fez com que o eminente intelectual norte-americano Noam Chomsky, casado com uma brasileira, dissesse recentemente: ”O Brasil é uma espécie de caso especial; raramente vi um país onde elementos da elite têm tanto desprezo e ódio pelos pobres e pelo povo trabalhador”.

A esse ódio devemos contrapor o amor, a amorosidade, na linguagem de Paulo Freire: promover aqueles valores que ele,seus filhos  e seus seguidores jamais poderão usar: como o amor, a solidariedade, a fraternidade, o cuidado de uns para com os outros e para com a natureza, o direito de cada um de possuir um pedacinho de Terra, a Casa Comum, que Deus destinou a todos, uma moradia decente, o cultivo da compaixão para com os sofredores, o respeito,  a compreensão, a renúncia a todo espírito de vingança, a transparência dos atos governamentais e o direito de ser feliz . Todos estes valores são negados teorica e praticamente pela verdadeira seita bolsonarista.

Abordarei o tema do amor não no sentido ético/moral,  filosófico e    teológico. Basear-me-ei somente em sua base biológica, tão bem formulada pelos cientistas Humberto Maturana e James D.Watson que junto com Francis Crick em 1953 descoficou o código genético.

O biólogo chileno Humberto Maturana, em seus estudos sobre a autopoiesis, vale dizer, sobre a auto-orgnização da matéria da qual resulta a vida,  mostrou como o amor irrompe de dentro do processo evolucionário. Na natureza, afirma ele, se verificam dois tipos de conexões (ele chama de acoplamentos) dos seres com o meio e entre si: um necessário, ligado à própria subsistência e outro espontâneo, vinculado a relações gratuitas, por afinidades eletivas  e por puro prazer, no fluir do próprio viver.

Quando esta última ocorre, mesmo em estágios primitivos da evolução há bilhões de anos, ai surge a primeira manifestação do amor como fenômeno cósmico e biológico. Na medida em que o universo se inflaciona e se complexifica, essa conexão espontânea e amorosa tende a incrementar-se. No nível humano, ganha força, faz-se um projeto consciente de vida  e se torna o móvel principal das ações humanas (Cf.A árvore da vida: a base biológica do entendimento humano,1955).

O amor se orienta sempre pelo outro. Significa uma aventura abraâmica, a de deixar a sua própria realidade e ir ao encontro do outro, homem ou mulher, e estabelecer uma relação de afetividade, de aliança vital e de amor.

Whatson, em seu volumoso livro DNA:o segredo da vida (2005) afirma explicitamente:

No  DNA, o manual de instruções da vida humana, o amor pertence à essência do ser humano.Embora eu não seja religioso não deixo de ver elementos profundamente verdadeiros,  escritos por São Paulo na sua primeira Carta aos Coríntio (13,1-13):’ainda que eu falasse  línguas, a dos homens e as dos anjos…ainda que tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todo os mistérios e de toda a ciência…se não tivesse o amor nada seria”. Continua Whatson: “Paulo, no meu entendimento, revelou com clareza a essência de nossa humanidade; o amor, esse impulso que nos faz ter cuidado com o outro, foi o que permitiu a nossa sobrevivência e sucesso no planeta; é esse impulso, creio, que salvaguardará nosso futuro…tão fundamental é o amor à natureza humana, estou certo de que a capacidade de amar  está inscrita em nosso DNA; um Paulo secular como eu diria que o amor é a maior dádiva de nossos genes à humanidade”(p.413-414).

Como se depreende, quem faz tais afirmações são cientistas da maior seriedade e de reconhecimento internacional. O amor pertence à nossa natureza essencial. Agindo contra ele, como o faz o presidente e o bolsonarismo, se colocam na contramão da humanidade e da lógica do universo. Daí sua maldade e perversidade.

A sociedade brasileira não pode se construir sobre esta barbárie e anti-humanismo. O  povo deverá  rejeitar sua reeleição, não só por razões ético-morais-políticas e de bom senso, mas também por razões científicas.

De sua boca ouvi e de seu exemplo aprendi o que meu pai legou a toda família: “Quem não vive para servir, não serve para viver”. O atual presidente não serve o povo brasileiro, pior,  nega aquela única energia que cresce e se renova quanto mais é vivida e doada: o amor. Amor, repito, negado ao povo brasileiro, à natureza e à Mãe Terra.

(14/07/2022)