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Lula participa de conferência de saúde e ato em defesa do SUS nesta sexta

Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde, ocorrerá na próxima sexta-feira (5), em São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à presidência pelo Movimento Vamos Juntos Pelo Brasil (PT, PCdoB, PV, PSB, Psol, Rede e Solidariedade), participa nesta sexta-feira, 5, Dia Nacional da Saúde, de um ato em defesa do SUS, em São Paulo. O evento faz parte da Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde, organizada pela Frente Pela Vida.

O ato acontece na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, em São Paulo, e irá tratar da importância do Sistema Único de Saúde para a vida do povo brasileiro, destacando as principais propostas para o setor. A mesa com a presença do ex-presidente tem previsão para começar às 11h.

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credenciamento para a imprensa pode ser feito até quinta-feira, dia 4, às 18h. As credenciais poderão ser retiradas no local a partir das 8h de sexta e o evento será transmitido por meio das redes sociais do ex-presidente.

Em defesa do SUS

O ato em defesa do SUS foi sugerido pelo próprio Lula em 18 de janeiro, durante uma reunião na Fundação Perseu Abramo com os ex-ministros da Saúde Humberto Costa, Saraiva Felipe, Agenor Alvarez, José Gomes Temporão, Alexandre Padilha e Arthur Chioro. Desde então, a Frente Pela Vida iniciou a organização do evento, com uma campanha a partir de 7 de abril, Dia Internacional da Saúde.

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Legado dos governos do PT inclui o Bolsa Família no nome da mulher, a Lei das Domésticas, a Lei Maria da Penha e a construção de mais de 8 mil creches, entre várias outras ações

Entre abril e agosto, foram realizadas 120 conferências livres nos âmbitos municipais, regionais e estaduais de todo o país, reunindo usuários e usuárias do SUS, parlamentares, gestoras(es), comunidade acadêmica, além do Encontro de Trabalhadoras e Trabalhadores de Saúde e do Fórum Nacional das Centrais Sindicais em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.

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Em entrevista ao ‘UOL’, nesta quarta (27), ex-presidente afirmou que o povo não cai mais na demagogia eleitoreira de Bolsonaro. “O pobre quer ser doutor, e é isso que vou garantir”, assegurou o petista

A Frente pela Vida foi criada em 29 de maio de 2020, reunindo inicialmente o Conselho Nacional de Saúde (CNS), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (Cebes), a Sociedade Brasileira de Bioética (SBB) e a Rede Unida, para representar a sociedade civil durante a pandemia de Covid 19.

Serviço:
Lula na Conferência Livre, Democrática e Popular de Saúde

Data: 05/08
Local: Casa de Portugal – Av. da Liberdade, 602 – Liberdade
Credenciamento: por meio deste link.

Fonte: PT

(03/08/2022)

A Terapia Comunitária Integrativa no contexto das PICS

A TCI no contexto das PICS
É com muita alegria que convido a todose todas a participar de forma online, juntamente com a Dra Christiane Matos, Coordenadora Nacional do CNPICS e comigo Prof. Dr. Adalberto Barreto, Criador da TCI, do aniversário da nossa Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS que estará comemorando 16 anos de sua implementação, que acontecerá na sede da Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde, em Brasília/DF, estaremos juntos e juntas celebrando este dia tão significativo e, ao mesmo tempo, realizando o Seminário final do Projeto Laboratório de Inovação em Saúde.
O Evento acontecerá no próximo dia 3 de maio de 2022, às 8h
Neste primeiro ciclo do projeto foram mapeadas 6 experiências na temática das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) consideradas exitosas sobre o ponto de vista da implementação na Atenção Primária em Saúde no SUS:
1. Projeto 4 Varas – Terapia Comunitária Integrativa (Dr. Adalberto Barreto);
2. Farmácia da Natureza (Dra. Ana Pereira);
3. Programa de Práticas Integrativas e Complementares no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo (Dra. Joseli Suzin)
4. Implementação da Política Distrital de Práticas Integrativas em Saúde (Sr. Cristian Cruz);
5. Implementação da Terapia Floral nos municípios de Corguinho e Angélica, Mato Grosso do Sul (Sra. Joseanne Roque);
6. Programa de Práticas Integrativas e Complementares no Instituto de Psiquiatria/USP (MSc. Osvaldo Takeda).

Humanização no atendimento do SUS em pauta na Ágora Abrasco

Por  Letícia Maçulo

O debate sobre a Política Nacional de Humanização (PNH) é pauta de mais um encontro da Ágora Abrasco, na quinta-feira (28), a partir das 16h.  Desde 2003, a PNH busca efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários. O evento será transmitido ao vivo pela TV Abrasco.

O evento conta com a participação de Dário Frederico Pasche (UFRGS), Regina Benevides (UFF), Gustavo Tenório (FCM/UNICAMP) e coordenação de Rosana Onocko, presidente da Abrasco.

As políticas de humanização propõem a valorização dos usuários, trabalhadores e gestores no processo de produção de saúde e orientam uma série de práticas e procedimentos que visam potencializar a autonomia e a ampliação da sua capacidade de transformar a realidade onde vivem, através da responsabilidade compartilhada, da criação de vínculos solidários, da participação coletiva nos processos de gestão e de produção de saúde.

Este debate pretende entender se a humanização ainda teria um papel no processo de reconstrução do SUS como política pública. Considerando quase duas décadas da PNH, quais seriam as inflexões necessárias para radicalizar a humanização como valor do cuidado?

O lugar da humanização no fortalecimento do SUS
28/04, 16h

Convidados:
Dário Frederico Pasche – UFRGS
Regina Benevides – UFF
Gustavo Tenório – FCM/UNICAMP

Coordenação:
Rosana Onocko – Presidente da Abrasco

Fonte: Abrasco

(19/04/2022)

Especialistas defendem ampliação da Terapia Comunitária Integrativa no SUS

Por Karla Alessandra

Deputado defende que prática seja estendida a secretarias estaduais e municipais de Saúde

A Terapia Comunitária Integrativa (TCI), criada no Brasil há 36 anos e que hoje está implantada em 23 estados e conta com cerca de 7 mil terapeutas em todo o País, poderá ser muito útil para a pós-pandemia de Covid-19, quando a população vai precisar de atendimento especializado em razão dos traumas deixados pela doença.

A opinião é da representante da Associação Brasileira de Terapia Comunitária, Milene Zanoni, que participou de videoconferência promovida pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara sobre o assunto na última terça-feira (10).

Ela lembrou que a TCI é uma das 29 práticas integrativas e complementares de saúde disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Zanoni, essa tem sido a terceira das práticas em uso, principalmente depois do início da pandemia, quando o atendimento passou a ser virtual.

“Não tem como pensar neste momento pós-Covid, sem pensar em alternativas como a da terapia comunitária. Acho que a gente precisa pensar em capacitação em TCI financiada pelo setor público, em especial pelo governo federal, porque nos estados e municípios a gente encontra grandes barreiras”, disse.

Para Milene Zanoni, é preciso sensibilizar os gestores para que seja implantado efetivamente a TCI nos municípios. “E por último, e não menos importante, é o reconhecimento dos terapeutas comunitários em sua ocupação porque senão eles não vão conseguir ser contratados nem pelo setor público, nem pelo setor privado e não vão conseguir legitimar os seus direitos como pessoas que têm uma ocupação como terapeutas comunitários.”

Criador do método
A Terapia Comunitária Integrativa funciona por meio de rodas de conversas, e hoje envolve milhares de pessoas no país e no exterior. O princípio é simples, porque, segundo o criador do método, Adalberto Barreto, as pessoas, ao conversarem sobre problemas comuns, conseguem encontrar caminhos para solucionar suas dores.

De acordo com Barreto, que participou de videoconferência, o grande sucesso da TCI é ser um modelo co-participativo, no qual as pessoas fazem parte da solução e não somente o profissional de saúde.

“O meu papel foi apenas reforçar essa dinâmica que eu presenciei no primeiro dia, que lhes permitia encontrar soluções entre si, usando seus próprios recursos para eles acreditarem em si mesmo, então o meu trabalho era no sentido de dizer: sim eu posso. ”

Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
Adalberto Barreto (no telão), criador do método hoje presente em 23 estados

TCI e o SUS
A coordenadora nacional da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde, Cristiane Matos, concordou com a importância da Terapia Comunitária Integrativa durante e após a pandemia.

“É uma prática extremamente eficaz, assertiva nos encaminhamentos, e, além de tudo, brasileira, e que nós vemos aí a grande possibilidade da TCI, nesse exato momento no qual nos encontramos, no âmbito da pandemia, como uma tecnologia no nosso SUS que pode muito ajudar no tratamento e no encaminhamento de pessoas que estão desenvolvendo problemas de ansiedade e depressão”, afirmou.

O deputado Odorico Monteiro (PSB-CE) reforçou a necessidade de a terapia comunitária integrativa ser prática cada vez mais acessível em todo o país.

“A terapia comunitária, junto das outras práticas integrativas, está construindo seu espaço no Ministério da Saúde. Precisamos agora, cada vez mais, sensibilizar as secretarias estaduais e as secretarias municipais para que essa política pública se verticalize dentro do SUS”, observou o deputado.

Edição – Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara de Notícias

(13-08-2021)

Fortalecer o SUS, em Defesa da Democracia e da Vida

Preocupada em fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, com a colaboração de vários pesquisadores da área de Políticas, Sistemas e Serviços de Saúde, elaborou o documento Fortalecer o SUS, em defesa da democracia e da vida, uma análise sobre a situação atual do SUS e buscou indicar possíveis soluções e propostas para o seu aprimoramento.

As eleições municipais que se aproximam vão ocorrer em um momento em que o país está fortemente marcado pela Pandemia da Covid-19. Em meio a toda a crise sanitária que a população está vivendo, a relevância do SUS ficou clara para todas e todos.

No documento a seguir, apresentamos à sociedade em geral, aos parlamentares e aos candidatos a prefeito e a vereadores nas mais de 5000 cidades brasileiras um conjunto de propostas concretas, objetivas e viáveis para fortalecimento e aprimoramento do SUS nos próximos anos.

As propostas aqui elencadas reúnem princípios e evidências que regem outros bons sistemas de saúde no mundo e estão respaldadas por inúmeros estudos nacionais recentes e por experiências bem-sucedidas em diversos locais do país. Colocamos, assim, o nosso conhecimento científico e a nossa vivência acumulada ao longo de anos em defesa do direito universal à saúde, da vida e da democracia.

Gulnar Azevedo e Silva
Presidente da Abrasco

Rosana Onocko Campos
Coordenadora da Comissão de Política, Planejamento e Gestão da Saúde da Abrasco

Fonte: ABRASCO (28-10-2020)

Leia o texto na íntegra:

Clique para acessar o Abrasco_Fortalecer-o-SUS.pdf

 

Boas novas para o SUS?

Eu adoraria estar otimista sobre todo esse apoio ao SUS, mas não vejo motivos.
Existe uma velha lógica, descrita minuciosamente por Noam Chosmky, acerca dos serviços públicos e privados: enquanto os lucros são privatizados, os custos são socializados.
É natural, portanto, que haja inclusive um certo apoio cínico ao SUS: é tempo de socializar custos.
Liberais igualmente cínicos estão surpresos com a cara-de-pau de muitos dos gestores dos hospitais privados, que se negaram a fazer testes e tratar dos pacientes.
O Chicago Boy, o Sr. Paulo Guedes, não perdeu tempo: liberou um pacote de bondades de até 10 bilhões de reais para a saúde privada. Nada a ver com saúde, só o bom e velho capitalismo de Estado, sempre enriquecendo o andar de cima.
Passada a crise, tudo voltará ao normal: será o tempo de privatizar novamente os lucros, assim que estes voltarem.
Não que eu queira ser pessimista. Mas não há sinais para o otimismo em relação ao SUS, infelizmente. Só a luta, e não as tragédias, podem mudar esse cenário.