Arquivo da tag: superação

Fim de ano

O ano vai terminando

Reuniões familiares

Amizades reencontradas

Esperança despontando

Um tempo de recolhimento e partilha

Alegrias e dificuldades na balança

Desde estas páginas desejamos a quem nos lê

Muita vontade de viver

Muito desejo de superação

Aprendizado contínuo

Solidariedade

Serenidade

Segurança

Confiança

Amor.

¡Buen día, Brasil! ¡Buen día, democracia! ¡Buen día, humanidad!

¡Buen día, Brasil!

¡Buen día, democracia!

¡Buen día, humanidad!

Vamos a sumar con la Reconstrucción Social y Nacional de Brasil!

Cada persona es importante.

El valor de cada persona es relevante. La diferencia nos potencia a lo superior.

Mi naturaleza es mi fortaleza.

¿Cómo no sería feliz si soy, si siento?

Si estoy aquí, no puedo tener miedo

Si estoy conmigo, no puedo tener miedo.

Estoy conmigo

Estoy aquí.

Yo me siento, me da placer

Me da placer caminar, sentir mis ropas sobre el cuerpo

¿Cómo no sería feliz si me siento?

No hay nada de malo en mi manera de ser

Al contrario, esa es mi fortaleza

No podría ser de otra manera ni yo querría que fuera diferente

Siendo así, me siento bien, soy feliz.

Mis sueños, mis deseos, mis reacciones, mis pensamientos, mi manera de caminar, mi voz, todo es perfecto

Mis sensaciones, mi manera de mirar, la manera como me relaciono o dejo de hacerlo, todo es exactamente como debería ser.

Todas estas cosas son observaciones sobre la práctica. Aprendizajes que voy haciendo y comprobando.

Yo no puedo (ni quiero, ¡Dios me libre!) ser no yo. Sólo puedo ser yo. Y ser yo me gusta, me hace sentir bien.

Poetar, hacer lo que se me de la gana, todo está bien. Yo soy dueño de mi tiempo. Todos los instantes son míos.

Estar presente significa no tener rencores, odios, rabias, broncas, frustraciones, ni estar tampoco pendiente de lo que pueda llegar a suceder.

La palabra suceder es bien clara. Es lo que viene. Lo que viene no está ahora. Está por venir.

Por supuesto que hago mis planes. Tengo mis proyectos. No son muchos, pero son suficientes. Son la direción de mi vivir. Es adónde voy. Es lo que soy. No tengo proyectos disociados de mi ser. Soy mis proyectos, mi dirección, mi rumbo.

Son lo que hago. Son lo que soy. Son los sueños que tuve y tengo. No soy algo diferente de lo que fui ni soy.

Ilustración: “Flores después de la lluvia”

Aprendendo

Ter este espaço para vir a tona nestes tempos (e em qualquer tempo) é um recurso em saúde de extremo valor. Poder partilhar os sentimentos, o que vamos experimentando, coisas que nos alegram ou nos preocupam, é uma necessidade básica e elementar.

Tenho experimentado ao longo do tempo, que escrever é uma ação de efeitos benéficos sempre renovados. Fica mais claro o que estamos pensando e sentindo, como vemos o mundo, o que queremos e o que não queremos. A nossa história de vida, o nosso estar aqui e agora, vão ganhando contornos precisos.

O fato de encontrarmos um tempo para falar de nós mesmos, nós mesmas, é de per si um ato de amor. Um acolhimento. O mesmo acontece quanto ao ato de ler. É necessário que tenhamos momentos para fazer o que gostamos, o que nos faz bem. Uma cultura centrada no desempenho e nos resultados, tende a depreciar o tempo livre.

A pessoa aposentada parece que já não serve para mais nada. Apenas dá trabalho. Esta é uma maneira aberrante e absurda de encarar a vida. Quem trabalhou a vida inteira merece viver até o último suspiro com dignidade, rodeada de afeto e cuidados. O encontro com a página é uma oportunidade para tomarmos mais consciência de nós mesmos, nós mesmas.

Lembro de quando eu dava aulas na Escola de Sociologia e Politica de São Paulo. Exortava aos meus alunos e alunas a que escrevessem sobre si mesmxs. Eu mesmo comecei a levar um diário naquela época. Nunca mais parei. Tornou-se uma experiência libertadora de primeira ordem.

Descobri que tinha todo um mundo para mim. Percebi que precisava e continuo a precisar, como algo de muito precioso, desses momentos de pôr alguma coisa no papel. Neste tempo de confinamento obrigatório, como muitas outras pessoas, tive e continuo a ter um tempo maior para prestar atenção a mim mesmo.

A minha trajetória de vida. Medos e sentimentos de abandono e exclusão. Muitas pessoas experimentam sentimentos parecidos. Migrantes, pessoas sozinhas, gente que sofreu abusos na infância ou depois. Descobri o quanto o sentimento nos aproxima, cria uma liga, nos une mesmo. Penso que provavelmente algumas das marcas que ficaram em mim continuarão a doer.

Já tive a expectativa de vir a não ter marcas dessa natureza. Não consegui. Provavelmente o que ocorra é o que está acontecendo. Vejo o que ganhei com aquelas dores. O que é que aprendi com as situações que me forçaram a me ausentar de mim mesmo, a sair de mim. Voltei-me decididamente para o acolhimento de pessoas excluídas.

Ganhei uma dedicação ainda mais intensa e eficiente para o fenômeno da criação artística. A minha fé e os meus afetos, a minha família e a minha comunidade se tornaram esferas ainda mais reais e concretas. Penso que no balanço de perdas e ganhos, mais foi o que ganhei em termos de competência sanadora e ativa, do que possa ter perdido.

O tempo vêm se compactando cada vez mais. O meu dia a dia reúne cada vez mais a totalidade do meu aprendizado de vida. Os papéis que exercitei e continuo a exercitar, continuam a ser cada vez mais uma única confluência caleidoscópica. O meu afazer literário é o que mais me restitui na escrita da vida.

Semana da Unidade em tempos de isolamento

Semana da Unidade em tempos de isolamento

Neste período em que o mundo inteiro parou em quarentena obrigatória para evitar a contaminação do coronavírus, as Igrejas cristãs têm sido chamadas a se unirem na solidariedade a grupos mais vulneráveis. Além disso, o papa Francisco, o patriarca Bartolomeu I, primaz das Igrejas Ortodoxas e pastores evangélicos do Conselho Mundial de Igrejas buscam ajudar à humanidade a sair desta tragédia para novas formas de convivência social. É preciso organizar a sociedade, a partir do cuidado com a mãe Terra e toda a natureza.

Para este trabalho, é indispensável que as Igrejas que se olhavam de longe e cada uma se pensava como autossuficiente se conscientizem que precisam umas das outras. A cada ano, desde os últimos anos do século XIX, algumas Igrejas cristãs consagram os dias anteriores à festa de Pentecostes, portanto esta semana em que agora estamos, à oração e a gestos proféticos pela unidade cristã. No Brasil, a Semana de oração pela unidade é coordenada pelo Conselho de Igrejas Cristãs (CONIC). Cada ano, é proposto um tema ligado à missão comum das Igrejas no mundo. Neste 2020, o tema escolhido e com subsídios preparados por cristãos da ilha de Malta é Gentileza gera Gentileza. Este tema se baseia em um texto do livro dos Atos dos Apóstolos. Ali é narrado que, quando Paulo foi levado como prisioneiro para Roma, afim de ser julgado, o navio no qual ele viajava naufragou. Paulo e um grupo de prisioneiros conseguiu escapar desembarcando em uma ilha desconhecida que encontraram no caminho. Os habitantes da ilha os acolheram com toda hospitalidade e gentileza (At 28, 2). A partir desta história que está na mesma Bíblia, lida pelas mais diferentes Igrejas, esta atual Semana da Unidade propõe exercitarmos em nossas vidas essa atenção aos irmãos e irmãs que precisam da nossa hospitalidade e gentileza.

Atualmente, existe o isolamento provocado pela pandemia do Coronavírus e existem isolamentos forçados pelo modo como o mundo se organiza. A ONU acaba de reconhecer que 1% da humanidade se acha com o direito de se apropriar e usufruir de 90% de todas as riquezas do planeta, enquanto deixam os outros 10% para a multidão dos 99% dos habitantes da terra. Para isso ser possível, os países globalizam o comércio. Assim os ricos ganham mais. No entanto, criam barreiras para conter a horda de pobres e famintos que tentam sobreviver no mundo dos ricos. Em todos os continentes, se erguem muros que separam povos. Atualmente, na América do Norte, um muro imenso separa os Estados Unidos do México. Na Europa, uma muralha foi construída para isolar a Espanha do Marrocos e outro muro separa a Grécia da Turquia. No Oriente Médio, a Cisjordânia ainda palestina é separada por muro de Israel. Na Ásia, um muro eletrificado divide em dois o mesmo país e separa a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. Assim, se contam pelo mundo 18 muros que não reconhecem o outro ser humano como irmão. De acordo com a Declaração dos Direitos Humanos, assinada pela ONU em 1948, todo ser humano teria direito de migrar de um país a outro. Hoje a solidariedade aos migrantes, em países como a Itália, pode ser crime passível de prisão. Por isso, o tema desta Campanha da Fraternidade sobre gentileza como proposta cristã se torna um grito profético: Gentileza gera gentileza.

No Brasil,  nestes dias, alguns governantes e empresários preferem salvar o lucro do comércio, mesmo à custa de milhares de vidas humanas. O presidente e os cristãos que o cercam condenam milhares de brasileiros, principalmente os mais pobres e vulneráveis à morte, enquanto gritam: Deus acima de todos!  Esta Semana da Unidade vem nos recordar uma palavra de Simone Weil, intelectual francesa da primeira metade do século XX. Ela afirmava: “Eu reconheço quando alguém é de Deus não por me falar de Deus e sim pelo modo como trata as outras pessoas”.

Esta Semana de oração pela Unidade dos Cristãos nos interpela a sairmos de nosso fechamento eclesiástico. Pede de nós reconhecer os cristãos e cristãs de outras tradições como irmãos e irmãs. Recomenda termos a gentileza como estilo de vida. E nos chama à unidade, mesmo em meio a todas as diferenças. O projeto é que obedeçamos ao mandamento de Jesus de sermos unidos. Que as Igrejas respeitem a autonomia de cada uma, mas construam juntas uma comunhão. Assim, poderão testemunhar ao mundo a gentileza de Deus conosco e trabalharmos pela justiça, paz e defesa da Terra e da natureza criada e habitada pelo Amor Divino.