Arquivo da tag: Prefeitura do Rio de Janeiro

Prefeitura do Rio inicia demolições na Vila Autódromo sem informar moradores sobre projeto

Prefeitura descumpriu acordo com a comunidade. Defensoria pediu, mas também não teve acesso a projeto. Documento será entregue pelos moradores nesta quarta-feira (19) ao Prefeito.

Foto: global.org.br

Nesta quarta feira (19), às 14h, uma comissão de moradores da Vila Autódromo vai entregar um documento ao prefeito Eduardo Paes que cobra informações sobre as intervenções previstas pela prefeitura no local em função da instalação do Parque Olímpico. Os moradores estão revoltados com o início da demolição de algumas casas e querem explicações.

As demolições são um atropelo na negociação. Em reunião no RioCentro em outubro de 2013, o próprio prefeito Eduardo Paes afirmou para os moradores que a área sofreria com obras que acarretaria em despejos, mas que, para aqueles que não quisessem ir para o Parque Carioca – empreendimento do Minha Casa, Minha Vida –, os reassentamentos seriam na própria comunidade. Paes afirmou ainda que a área não atingida pelas obras seria urbanizada, outra vitória da luta da comunidade.

Ao contrário do prometido, no entanto, os moradores até hoje não foram apresentados ao projeto. Não se sabe quais as casas que estão no trajeto das obras, nem as soluções para os que vão permanecer. A Defensoria Pública entrou na jogada e solicitou formalmente o projeto, mas em resposta recebeu um desenho esquemático, que não permite identificar as casas atingidas, não contém os acessos à comunidade (que serão interrompidos com o novo sistema viário proposto para o Parque Olímpico), não mostra as áreas de reassentamento dentro da comunidade, nem o projeto de urbanização.

A despeito do atropelo e de todo o imbróglio, o prefeito anunciou na imprensa que o Parque Carioca – para onde vão os moradores que aceitarem a saída da comunidade – será inaugurado em março. O Parque Olímpico, por sua vez, segue sendo construído sem que os devidos estudos de impacto ambiental previstos em lei tenham sido apresentados.

Para mais informações

Associação de Moradores da Vila Autódromo:
Altair Guimarães – 21 97592-5365
Inalva Mendes Brito – 21 99445-3341

Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas:
Giselle Tanaka – 21 96922-4849

No Rio, moradores da Vila Autódromo fazem ato contra a remoção em frente à Prefeitura

Do Comitê Popular do Rio

Interesses privados estão por trás da remoção (Crédito: Courtney Crumpler)

Apesar da forte chuva, cerca de 100 moradores e apoiadores da Vila Autódromo se reuniram na tarde desta quinta, em frente à Prefeitura, para defender a permanência da comunidade, localizada na Barra da Tijuca. Eles representavam 256 famílias que não aceitam sair de suas casas e que se reúnem semanalmente em assembleias no local.

A manifestação foi uma resposta a ida de um pequeno grupo de moradores à Prefeitura na semana passada, em “manifestação” amplamente divulgada pela imprensa. Eles teriam solicitado a remoção ao prefeito Eduardo Paes. Há indícios de que a prefeitura tenha forjado esse ato, já que quem quer sair está sendo atendido na própria comunidade.

Os moradores que resistem levaram um abaixo assinado com nomes de 256 famílias que não aceitam ser removidas. Não houve recepção pelo prefeito. Ao contrário da última semana, quando os moradores se aproximaram do prédio da prefeitura, os portões foram trancados.

“Na semana passada, o prefeito até mandou chamar uma comitiva de moradores pra serem ouvidos. Hoje eles trancaram os portões e chamaram a polícia”, disse Jane Nascimento, uma das lideranças da Vila Autódromo.

A polícia agiu com truculência quando os manifestantes fecharam uma pista da avenida Presidente Vargas. Os policiais chegaram a tomar a faixa de um morador e prenderam um manifestante por desobediência e resistência. Ele foi levado para a 6ª DP mas já foi liberado, já que imagens gravadas em vídeo provam sua inocência.

Veja mais fotos do ato clicando aqui.

Leia também: Prefeitura do Rio força manifestação de moradores para remover Vila Autódromo

Jovem esperança olímpica do vôlei de praia teve casa da família demolida pela Prefeitura do Rio

Um paradoxo olímpico.

Assim pode se definir o atual momento de Ravel Mendonça, 17 anos, atleta da seleção brasileira sub-19 de vôlei de praia.

Ao mesmo tempo em que é esperança e sonha com uma vaga olímpica em 2016, vê desesperança e pesadelo com as obras que viabilizarão a realização dos Jogos na cidade onde mora, no Rio de Janeiro.

A casa onde morava foi desapropriada e demolida no último sábado para construção da Transcarioca. Moravam o pai, a mãe e dois irmãos — um deles com necessidades especiais. Entenda na reportagem de Thales Machado para a ESPN. Acesse o vídeo clicando na imagem ou aqui.

Jovem esperança olímpica do vôlei de praia teve casa da família demolida pela Prefeitura do Rio

Um paradoxo olímpico.

Assim pode se definir o atual momento de Ravel Mendonça, 17 anos, atleta da seleção brasileira sub-19 de vôlei de praia.

Ao mesmo tempo em que é esperança e sonha com uma vaga olímpica em 2016, vê desesperança e pesadelo com as obras que viabilizarão a realização dos Jogos na cidade onde mora, no Rio de Janeiro.

A casa onde morava foi desapropriada e demolida no último sábado para construção da Transcarioca. Moravam o pai, a mãe e dois irmãos — um deles com necessidades especiais. Entenda na reportagem de Thales Machado para a ESPN. Acesse o vídeo clicando na imagem ou aqui.

Ambulante é enforcado por Guarda Municipal do Rio de Janeiro

O ambulante, mais conhecido como “Garçom do Sinal”, que há 21 anos vende água e refrigerantes na esquina da Rua do Russel com Av. Beira Mar, na Glória, foi violentamente abordado por guardas municipais do Rio de Janeiro.

A agressão ocorreu no final da manhã desta sexta-feira (18/05) e as pessoas que passavam pelo local ficaram revoltadas com a forma de abordagem e conduta dos guardas, que somente após perceberem a ocorrência da filmagem, pararam de agredir o ambulante.

As imagens foram captadas e editadas pelo radialista e jornalista Marcio Motta, que as disponibilizou na internet, com o objetivo de que a pressão popular possa incentivar a Prefeitura a tomar medidas para melhor preparar a Guarda Municipal.

Eu já vi esse senhor duas ou três vezes. Ele é um trabalhador.

Em alguns lugares do mundo, a Guarda Municipal serve para servir a população. No Rio de Janeiro, serve para humilhar os trabalhadores porque são “ilegais”.

Trabalhador nenhum é ilegal, a Prefeitura deveria saber. Está no máximo numa situação de ilegalidade e não pode ocorrer o que ocorreu neste vídeo.

Numa cidade séria, os três guardas já estariam com graves medidas administrativas nas costas – um por lesão corporal e abuso de autoridade, os outros dois por cumplicidade.

Mas não estamos numa cidade séria. Estamos numa cidade empresa. Dizer que tratou-se de uma limpeza social pode até deixar os sociólogos mais tranquilos, mas não tira a humilhação deste homem. E nem acaba com o problema.

É preciso pensar em uma mudança imediata, é preciso obrigar a Prefeitura a ser mais humana. Por lei ou pela vontade popular.

RJ: Doadora da campanha de Eduardo Paes ganha contrato de R$ 16 milhões sem licitação

Jorge Lourenço, do Jornal do Brasil

A empresa Nielsen Engenharia, uma das principais doadoras da campanha eleitoral do prefeito Eduardo Paes (PMDB) em 2008, foi contratada pela Secretaria Municipal de Saúde para construção de um hospital na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro. No total, o contrato tem o valor de R$ 16,797 milhões. Fundamentada no artigo 4º da Lei das Licitações, a Prefeitura dispensou a licitação do contrato alegando que a obra é emergencial.

Ligações perigosas

Em 2008, a Nielsen Engenharia doou R$ 300 mil para a campanha de Eduardo Paes. A doação da empresa corresponde a 12,5% do total de 2,4 milhões que o prefeito recebeu de empresas. Além da Nielsen, também contribuíram a Construtora OAS (R$ 350 mil) e a Multiplan Empreendimentos Imobiliários (R$ 300 mil).

Passado polêmico

No mês passado, a prefeitura pagou R$ 20 milhões por um terreno da empresa Tibouchina Empreendimentos, cujos donos contribuíram com R$ 245 mil para a campanha eleitoral de Eduardo Paes. A compra foi cancelada após a divulgação da negociação na imprensa.