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Posse do presidente Lula mobiliza apoio do mundo em defesa da democracia

A posse do presidente Lula neste próximo domingo, 1º de janeiro, contará com a presença de delegações de um grande número de países,  afirmando a reinserção do Brasil no cenário mundial, após Bolsonaro transformar o país em pária no mundo.

Ao menos 53 delegações estrangeiras compostas por chefes de Estado, chefes de governo e ministros já confirmaram presença.  Considerando as confirmações de todos os níveis, de embaixadores a presidentes, cerca de 120 países estarão representados na posse do Lula.

 

Até o momento, 17 chefes de Estado confirmaram sua presença: os presidentes da Alemanha, Angola, Argentina, Bolívia, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, o rei da Espanha, presidente da Guiana, Guiné-Bissau, Paraguai, Portugal, Suriname, Timor Leste, Uruguai e Zimbábue.

“Vemos a reinserção do Brasil, a partir de uma nova política externa num novo governo Lula, no cenário global”, afirmou em entrevista coletiva no início do mês o embaixador Fernando Igreja, que chefia o cerimonial na solenidade de posse.

Além do cerimonial da posse oficial, a Esplanada dos Ministérios receberá os dois palcos do Festival do Futuro, grande festa popular que reunirá artistas de diversos gêneros.

 

LEIA MAIS: Confira a lista de artistas e shows no Festival do Futuro

Mobilização nacional para a posse

Em apoio a Lula, ao novo governo e à democracia, militantes e apoiadores do novo governo intensificam a mobilização para a posse no dia 1º, domingo, em Brasília.

Oriundos de várias regiões do país, milhares de brasileiros se deslocam em caravanas por ônibus, carros e avião. Até a semana passada, foram contabilizadas 750 caravanas para a posse.

Para facilitar a organização, informem sobre o local de origem da caravana, quantas pessoas, quando é a partida e o que mais achar necessário.

Veja aqui como proceder para enviar informações sobre suas caravanas.

Fonte: PT

Papa compartilha a alegria de reencontrar jovens na JMJ de Lisboa em 2023

Por Andresa Collet

O desejo veio durante a Audiência Geral e justamente na saudação aos peregrinos de língua portuguesa: “a alegria de nos encontrarmos e a vontade de estar juntos são sinais fundamentais para o mundo de hoje, dilacerado por confrontos e guerras. Que Nossa Senhora guarde o nosso desejo de comunhão e de paz”. O Papa também recordou do Dia Mundial da Juventude em nível diocesano celebrado no último domingo (20).

A exatamente 250 dias da Jornada Mundial da Juventude que acontece no início de agosto de 2023, o Papa Francisco compartilhou a alegria do reencontro no evento mundial em Lisboa, em Portugual. Ao saudar os peregrinos de língua portuguesa na Audiência Geral desta quarta-feira (23), especialmente os provenientes de Chapecó, do Estado de Santa Catarina, e também de Portugal, o Pontífice afirmou:

“No domingo passado foi celebrado nas dioceses o Dia Mundial da Juventude, com o pensamento dirigido para o encontro de jovens que se realizará no próximo ano em Lisboa. A alegria de nos encontrarmos e a vontade de estar juntos são sinais fundamentais para o mundo de hoje, dilacerado por confrontos e guerras. Que Nossa Senhora guarde o nosso desejo de comunhão e de paz. Deus vos abençoe.”

No último final de semana, o Papa esteve na região italiana do Piemonte, de onde presidiu à missa no domingo, 20 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, data em que também se celebra a Jornada Mundial da Juventude em nível diocesano. A partir da Catedral de Asti, o Pontífice deixou uma palavra especial aos jovens presentes na celebração e aos jovens de todo o mundo:

“Desde o ano passado, a Jornada Mundial da Juventude é celebrada nas Igrejas particulares precisamente na Solenidade de Cristo Rei. O tema, o mesmo da próxima JMJ, em Lisboa, para a qual renovo o convite para participarem, é ‘Maria levantou-se e partiu apressadamente’ (Lc 1,39).”

Francisco reforçou que “o segredo para permanecer jovem” está precisamente nestes dois verbos – levantar e partir. Dirigindo-se aos jovens, pediu para que “não fiquem parados pensando em si mesmos, desperdiçando a sua vida em busca de conforto ou da última moda”, mas que “se façam à estrada, saiam dos seus medos para estender a mão a quem precisa.”

“Hoje precisamos de jovens que sejam verdadeiramente transgressores. Não conformistas. Que não sejam escravos dos celulares, mas mudem o mundo como Maria, levando Jesus aos outros, tratando dos outros, construindo comunidades fraternas com os outros, realizando sonhos de paz”, afirmou o Papa.

Fonte: Vatican News

Centrais sindicais e movimentos populares agendam atos pela democracia e por eleições livres

As centrais sindicais e os movimentos populares agendaram uma nova rodada de mobilizações de rua. Desta vez, a pauta é a defesa da democracia e a realização de eleições livres. A iniciativa é uma reação às declarações do presidente Jair Bolsonaro(PL) contra as urnas eletrônicas, ao Supremo Tribunal Federal e ao sistema eleitoral brasileiro. Entram na pauta também as denúncias contra a inflação e a insegurança alimentar. 

O calendário de mobilizações começa nesta terça-feira(02), em Brasília, com a reunião da Coalizão em Defesa do Sistema Eleitoral. A reunião, que contará com a presença de diversas entidades, será com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco(PSD-MG), para demonstrar a importância de defender o sistema eleitoral brasileiro

Na sequência, no dia 11 de Agosto, haverá a retomada das ações da Campanha Fora Bolsonaro, com o lema “em defesa da democracia e por eleições livres”. O movimento ganhou força em 2021, ao pedir o impeachment do presidente e denunciar a negligência do governo durante a pandemia.

No mesmo dia, também há um chamado para outro ato, em que será realizada a leitura da “Carta aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”. O documento foi redigido por ex-alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo(FADUSP), divulgado na semana passada e já conta com mais de 600 mil assinaturas.

Para falar destas mobilizações, o programa Central do Brasil recebe, nesta segunda-feira(01), na Entrevista Central, Milton Rezende. Ele é Secretário de Relações com os Movimentos Sociais da Central Única dos Trabalhadores(CUT) e fala sobre os preparativos desta agenda de manifestações.

Sobre o ato desta terça-feira(02), em Brasília, ele destaca que diversos movimentos estão envolvidos nesta agenda. “Foi uma articulação feita com o presidente do Senado sobre a necessidade de reforçar a democracia e o sistema eleitoral brasileiro”, explicou.

“Esses atos são abertos para quem tiver na linha da democracia, contra a violência, contra a miséria e em defesa do processo eleitoral nesse país”, pontuou Milton, convocando a população.

Trilhos do Brasil

Na reportagem, o programa destaca  que trabalhadores negros e pardos são as maiores vítimas de acidente de trabalho, de acordo com estudo produzido pela Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia.

No Embarque Imediato, Alessandra Mello, presidenta do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, denuncia a precarização e o atraso de salário para os trabalhadores de veículos tradicionais no estado.

Parada Cultural indica o trabalho da Companhia de Teatro de bonecas “As caixeiras”, fundada em 2007, em Brasília.

Central do Brasil é exibido de segunda a sexta-feira, sempre às 19h45, pela Rede TVT, pelos canais do Brasil de Fato nas redes sociais e pelas rádios comunitárias ou educativas espalhadas pelo país.

Sintonize

Para acompanhar o Central do Brasil, basta sintonizar a TVT em uma antena digital, interna ou externa. Na grande São Paulo, o canal é o 44.1 (sinal digital HD aberto); na NET o canal é o 512 (NET HD-ABC); no UHF, a sintonia é 46; 13 na NET-Mogi; e Canal 12 na Vivo São Caetano do Sul.
A sintonia da Rádio Brasil Atual é 98,9 FM na Grande São Paulo. Também é possível acompanhar a programação radiofônica pelo site do Brasil de Fato.
Quem está fora de São Paulo, pode sintonizar a TVT com a parabólica, via satélite. É necessário direcionar a antena para StarOne C3 Freq: 3973 Mhz Pol: Vertical, DVB-s2; SR: 5000 FEC ¾. Confira mais informações neste link.

Dados da menor estação receptora
Antena: Embrasat modelo RTM 2200Std
Focal-Point
Diâmetro 2,2m
Ganho de recepção no centro do Feixe (Dbi) 37,5
G/T da estação (dB/K) 18,4

Edição: Afonso Bezerra

Fonte: Brasil de Fato

Comitê Popular de Luta: povo mobilizado por democracia e mudanças

“É preciso criar um forte e organizado movimento capaz de sustentar, nas ruas, um Programa Popular de Reconstrução e Transformação do Brasil”, defende o partido

Na festa de seus 42 anos, o Partido dos Trabalhadores anunciou uma nova experiência partidária para contribuir com a defesa e o aprofundamento da democracia no país. Os “comitês populares de luta”, criados para organizar a mobilização de todas as pessoas dispostas a contribuir para transformar a vida do povo brasileiro.

“É preciso criar um forte e organizado movimento capaz de sustentar, nas ruas, um Programa Popular de Reconstrução e Transformação do Brasil”, defende o partido. O projeto inicial prevê a criação de 5 mil comitês de luta até maio em locais de moradia, de trabalho e também por meio das redes sociais.

“O Brasil precisa do PT e nós precisamos mostrar que estamos à altura do desafio. Eles não vão entregar facilmente o que tomaram por meio do golpe, da perseguição judicial a Lula em cumplicidade com a mídia, da indústria das fakenews”, afirmou Gleisi em seu pronunciamento durante o evento. “Precisamos, principalmente, organizar e mobilizar as forças populares a partir da base”, disse.

Esta é a grande novidade que estamos anunciando neste aniversário; o lançamento dos Comitês Populares de Luta. Este projeto foi organizado pelos companheiros e companheiras das Secretarias de Organização, de Movimentos Populares, Comunicação, Formação Política e pela nossa Escola Nacional de Formação, que recebem meu profundo agradecimento”, anunciou a presidenta nacional do PT.

De acordo com Gleisi, os Comitês Populares de Luta remetem às origens do PT, aos núcleos de base construídos no chão das fábricas, nas escolas, nas comunidades de base, que foram a energia vital da formação e crescimento do partido. “Agora estamos propondo que os comitês sejam formados em conjunto com os movimentos sociais que já trabalham conosco nesta inciativa”, reafirmou.

FAÇA DOWNLOAD DA CARTILHA 

A partir de hoje, uma cartilha está disponível no site do partido com todas as orientações necessárias à formação e ao funcionamento dos comitês (veja acima). A cartilha orienta como construir um Comitê Popular, onde pedir orientação sobre sua organização e, ainda, como ter acesso à informações.

O documento também sugere um conjunto de atividades que podem ser desenvolvidas pelos comitês para promover a interação com as comunidades. No dia 13 de março, começam as inscrições para a Jornada de Formação Nova Primavera 2022, com o objetivo de qualificar e ajudar as pessoas na organização dos Comitês Populares de Lutas.

Além das informações próprias, os comitês serão abastecidos semanalmente com conteúdos, orientações e campanhas. Na página da Escola Nacional de Formação Política do PT, estarão disponíveis as atividades de formação previstas.

Os comitês terão acesso à informações, como conteúdos jornalísticos, artigos, materiais didáticos e vídeos no site do PT, na Casa 13, na Fundação Perseu Abramo e no Instituto Lula. Ainda, os comitês terão acesso a textos para desmentir as fake news bolsonaristas.

Fonte: PT
(11/02/2022)

CEBs realizam assembléia em Pesqueira, PE

Relatório da Assembleia Diocesana das CEBs – Pesqueira, 14/09/2019. Por Beth – Brejo da Madre de Deus.

Presentes cerca de 100 pessoas das comunidades de Pesqueira (10), Belo Jardim (15), Venturosa (1); Sertânia (20); Jataúba (40), Sanharó (3); Brejo da Madre de Deus (2). Dom Gabriel – Bispo de Floresta – responsável pelas CEBs. Alder Júlio – João Pessoa PB.

Mística e Acolhida com procissão da Bíblia para dentro do Auditório por Nadja.

Chamada das pessoas que participaram na última intereclesial das CEBs realizada entre 23 a 27 de Janeiro de 2018 em Londrina PR para fazer as preces da Assembleia.

Preces: ao Espírito Santo. Com símbolos – imagens (fotos), encerrando com a oração do Pai Nosso.

– Em defesa da natureza sendo que fazemos parte do meio ambiente, referente a conjuntura dos incêndios na Amazônia e no Pantanal além de outras partes do mundo – o aquecimento global;

– A resistência para preservar os direitos sociais – contra a exploração dos povos negras; pela união dos povos indígenas; – Pelas famílias para educação dos filhos;

Palestras / Reflexão

1º – Diácono Alder Júlio Calado.

As preces levam a gente a refletir sobre a realidade. A mãe terra está em dores, não dores do parto, mas das queimadas e sofrimento das plantas, os animais. A natureza achará solução, talvez com o fim dos seres humanos. A vida da gente está em risco. Estamos chamadas para o que o Espírito nos diz, as palavras e escritos do Papa Francisco, como a encíclica Louvada Seja (Laudato Si). Há uma crise sócio ambiental, não apenas ambiental ou social. Estão ligados. Estamos chamados a ser luz, neste tempo de desafio, que é pior do que na Ditadura Militar. Houve mais resistência durante a Ditadura, do que agora. Tem resistência agora no Brasil e no mundo, mas menor do que durante a Ditadura Militar. Qual é a causa desta crise? Em nossa missão como cristões do Reino de Deus, precisamos desenvolver a nossa missão nos movimentos sociais / populares, que eram mais fortes nos anos 60 até 90. Precisamos retomar as lutas contra o desmonte, o retrocesso das reformas trabalhistas e previdenciárias.  Não precisamos reinventar a roda, mas lembrar as metodologias / ações que já deram certo. Como reagir?

Reunir e alimentar a fé das pequenas comunidades, os conselhos populares, os círculos culturais, bíblicos; tecido social – reforçar a sociedade civil, criar laços contra violência contra as mulheres, quilombolas, povos indígenas. Tem uma força das minorias abrahámicas.

Modo de se organizar os movimentos sociais da cidade e do campo – eram fortes. Houve Avanços no campo da Reforma Agrária, antes dos governos petistas, do que – acreditou apenas nas vitórias politica partidárias. Engano grave: não era suficiente. Os sucessos não vêm de cima para baixo mas de baixo para cima. Houve 13.000 militantes que se recuaram quando houve vitórias política partidárias.   Pecado grave é acreditar que os sucessos viriam de cima para baixo. Conferência Puebla 1979 N. 31 a 39 – identificou os rostos dos povos – indígenas, negra, quilombolas, camponesas, etc.

Hoje existem novas lutas como o Grito da Terra (ambiental) – precisamos mudanças no comportamento cotidiano – no dia a dia. Da comunidade LGBT.

2º – Diácono Geovane (Sertânia) – 30 % p/ paróquia; 70 % caixa comum (dízimo), registrada em Livro Caixa para pagamento de despesas comunitárias, como deslocamento (R$ 600). 26 comunidades ou R$ 24 / comunidade. Convidou outras comunidades fazer isso também.

3º Diácono Moura (Pesqueira). Realidade do êxodo rural (migração para as cidades) devido a falta de renda gerada no meio rural. A necessidade de cuidar do meio ambiente, antes praticavam as coivaras (não degradavam tanto como as queimadas de agora. Era de Jataúba. Notou que não tem mais minhocas (gogó) que dá vida ao solo.

4º Dom Gabriel (Bispo de Floresta). Momento de Reflexão. Clima de medo, de incapacidade, que não tem nada a fazer, de enfrentar os desafios. Parece que estamos sem esperança. Devemos retomar a esperança, a força que Deus colocou em cada um de nós. Deus é um Deus da Vida, tenta salvar as vidas. Como Deus age no mundo? Ele age por meio de nós, cumprir a nossa missão de cuidar da Criação, que fomos criadas como imagem de Deus. Estamos livres para escolher como vamos agir, na história da humanidade, de criar um mundo de fraternidade, de justiça, de amor, ou seja, a salvação de Deus. Lema da Intereclesial das CEBs em Porto Velho – Rondônia 2010. Certeza: gente pequena, fazenda coisas pequenas, conseguem coisas extraordinárias. Devemos ser protagonistas no mundo, a favor da vida, em todas as suas formas; instrumento de paz, de recriar a vida de hoje. Não devemos ter medo das dificuldades – ter coragem. Deus está com a gente todos os dias até o fim do mundo. Vocação e Responsabilidade.

O Documento do Puebla. Os Bispos da América Latina realizaram cinco Conferências: 1ª Rio de Janeiro – Brasil; 2ª Medellín – Colômbia 1968; 3ª Puebla – México 1979; 4ª Santo Domingos – República Dominicana; 5ª Aparecida SP – Brasil; a Igreja produziu Documentos com as resoluções de cada Conferência. Evangelização no presente e no futuro; evangelizar a América Latina – naquela época havia ditadura na América Latina, sem respeito aos direitos humanos. A Igreja foi calado pelo governo, igual como o governo atual está com medo do Sínodo que será realizada na Amazônia.  A solução foi criar as comunidades eclesiais de base, a palavra de Deus seria a luz do nosso caminho, em busca do Reino do Deus (viver no amor), agora, pelos discípulos de Jesus, que somos nós.  O mundo prega o contrário, o consumismo – comprar coisas novas, para ter maior PIB e lucro que fica com os capitalistas.

Metodologia: Ver – Julgar – Agir.

Ver a realidade (pobreza, injustiça, etc.)  Julgar a realidade a luz do Evangelho. O Filho Pródigo. O pai devolve a dignidade do filho pródigo. Promoção humana; libertação do pecado e de tudo que fere a dignidade da pessoa humana, pessoal e social. Fez uma opção preferência pelos pobres, sendo que Jesus viveu como pobre. Evangelizar para criar o Povo de Deus (Igreja).  Agir para que todos tenham Vida Digna.

 Trabalho em Grupos: Dividir em 6 grupos para estudar partes do Documento de Puebla, organizado por Frei Betto para ler os textos, responder às perguntas e apresentar na parte da Tarde em plenária.

Convite: o escritor Frei Betto fará uma palestra no dia 06/12 no Santuário das Comunidades, uma 6ª feira entre 9,30 horas até 16,30 horas, falando de um livro escrito por ele há dois anos “Um Deus muito humano.”

Apresentação de um coral de crianças da comunidade de Serra dos Ventos – Belo Jardim, organizado pelos Professores Raimundo e Margarida.

Resposta das perguntas dos grupos

Grupo 1 – Mensagem aos Povos da América Latina

Pergunta 1 – Cada um diga qual a parte de que mais gostou.

Resposta 1 – Respeito a diversidade de cultura. Recursos naturais; assim, fica claro que a causa dos oprimidos é a causa de Jesus.

Pergunta 2 – Conhecemos alguém que não tem fé cristã? O que diz esta pessoa de nossa vida cristã? Em que pontos ela tem razão?

Resposta 2 – Sim, conhecemos. Na maioria das vezes cobram de nós, mas ação e tendo em visita que falamos do evangelho, mas fazemos pouco. Demos razão quando nos cobram a vivência.

Pergunta 3 – Por que “aumenta sempre mais a distância entre os muitos que tem pouco e os poucos que tem muito? Resposta 3 – Faltam união entre os povos, confiança entre as pessoas e há uma construção de barreiras que separa os que ditem as riquezas, da classe minoritária.

Pergunta 4 – Qual é o sentido de Deus em nossa cabeça?

Resposta 4 – Deus é amor, atitude, caridade.

Pergunta 5 – Por que a nossa causa é a mesma causa de Jesus?

Resposta 5 – A luta pela vida em todas as formas.

Pergunta 6 – Há lugar para os ricos na Igreja? Em que condições?

Resposta 6 – Sim, em condições de igualdade.

Pergunta 7 – Achamos que o Brasil é um país submisso, dependente e satélite de outros? Por que?

Resposta 7 – Não, porque lutamos.

 Grupo 2 – O Povo de Deus – Fé e Política

Pergunta 1 – Como estamos ensaiando o Reino de Deus?

Resposta 1 – A comunidade de Nossa Senhora da Saúde – Belo Jardim, retomando a luta através dos círculos bíblicos; participando de associações; sendo cristãos ausentes das lutas sociais.

Pergunta 2 – Nossa comunidade é: uma parte da Igreja? Uma Igreja de 2ª categoria?

Resposta 2 – A Igreja como outras comunidades; falta de apoio de alguns padres / ausência das lutas sociais.

Pergunta 3 – Qual é o verdadeiro templo de Deus?

Resposta 3 – Somo a Igreja Povo.

Pergunta 4 – O risco é parte da missão da Igreja? O medo é um dom do Espírito Santo?

Resposta 4 – Sim, o Espírito Santo encoraja a gente para lutar.

Pergunta 5 – Temos nos esforçados para ser exemplo de que?

Resposta 5 – Ser cristão é ser bom cidadão, missionário, evangelizador, participar das lutas sociais (associações, sindicatos e outros grupos).

 Grupo 3 – O que é evangelizar?

Pergunta 1 – quem deve evangelizar?

Resposta 1 – somos todos nós que somos batizados

Pergunta 2 – O que significa salvação?

Resposta 2 – libertação dos nossos pecados; ajudar o próximo e seguir os mandamentos de Deus

Pergunta 3 – Como estamos evangelizando aqui?

Resposta 3 – Sendo testemunhar dando a palavra de Deus aos irmãos.

Pergunta 4 – Quais os mais necessitados de evangelização?

Resposta 4 – As pessoas excluídas, marginalizadas, enfermos e dependentes químicos.

Pergunta 5 – Sendo Puebla, quais os traços do retrato do verdadeiro evangelizador?

Resposta 5 – a presença ativa de todos na vida da comunidade, levando a palavra de Deus a todos.

 Grupo 4 – Igreja Missionária a Serviço da Evangelização na América Latina – Opção preferencial pelos pobres.

Deus não quer a pobreza; ela é a fruta da ganância humana.  É preciso destruir os instrumentos que geram desigualdades e pobreza. Não devemos ser hipócritas, mas assumir definitivamente a construção do Reino de Deus.  Precisamos ajudar o Povo de Deus a tomar conhecimento dos males que lhes afetam. A Igreja como mãe, convoca a todos para juntos e na ação, assumir a defesa dos preteridos de Deus.

 Grupo 5 – As Comunidades Eclesiais de Base CEBs

Pergunta 1 – Nossas comunidades de base estão ajudando a renovar a nossa Igreja? Em que sentido?

Resposta 1 – Sim, se unindo no mesmo objetivo comum que é cumprir a missão a nós confiada unindo as forças e nos concordar o serviço onde o próprio Cristo nos enviar.

Pergunta 2 – Nosso clero é fechado aos leigos? Por que?

Resposta 2 – Depende de cada clero, porque depende de formação de cada um.

Pergunta 3 – Temos procurado formar outras comunidades de base? Como?

Resposta 3 – Sim, levando conhecimento a novas localidades.

Pergunta 4 – Como era a sua vida antes de pertencer à comunidade?

Resposta 4 – Uma vida fechada, isolada, sem conhecimento.

Pergunta 5 – Como é a sua vida depois que passou a pertencer à comunidade?

Resposta 5 – Uma vida de discernimento e sabedoria, coisas do alto, vivendo nossa realidade a partir do próximo.

Pergunta 6 – A gente também foi curado da cegueira? Explique.

Resposta 6 – Estamos em processo contínua de cura e de conviver, e de nossa caminhada de conversão com os irmãos menos favorecidos.

Grupo 6 – Evangelização e religiosidade popular

Pergunta 1 – Quais são as estruturas de pecado aqui na região em que moramos? Como modificar essas estruturas?

Resposta 1 – omissão, pregar a justiça e fazer o contrário, dar mais importância ou valor a imagens (santos e santas) e símbolos do que mesmo aos direitos das pessoas.

Pergunta 2 – Quais os espaços de fraternidade que estamos criando?

Resposta 2 – participação nas associações, nas cooperativas, conselhos, movimentos populares, visando fortalecer a sociedade civil.

Pergunta 3 – Da nossa prática religiosa aqui, quais são os aspectos mais positivos?

Resposta 3 – Pontos positivos da religiosidade popular: a união em busca de um bem comum, o amor ao próximo, a vivência pacífica da fé, a união das famílias na vivência comunitária, através da partilha solidária de conhecimentos e alimentos e trabalhos.

Pergunta 4 – Faça uma descrição de como você vê a fé de nossa comunidade. Qual é o retrato dessa fé?

Pergunta 5 – Aqui entre nós, existem superstição, magia, fatalismo, idolatria do poder, fetichismo ou ritualismo? Como? Por que? Pergunta 6 – Quem de nós já mudou da zona rural para a cidade? Que mudanças sentiu na sua fé e na sua visão das coisas? Pergunta 7 – Como estamos regando a planta de nossa fé?

Pergunta 8 – Quais os sinais de liberação contidos na nossa prática religiosa?

Conclusão: Alimentar a nossa fé no cultivo diário da sagrada escritura especialmente através da leitura orante.

Ser vigilante e orante em relação a ação que praticamos sendo coerente com o evangelho.

Intervalo do Almoço

Reflexão por Dom Gabriel para complementar os grupos de trabalho. Comparação entre os tempos de Puebla dos anos 70 e agora. Os bispos da América Latina tiveram a coragem de refletir / avaliar o papel da Igreja no mundo da América Latina: fazer uma Evangelização Libertadora = conversão pessoal e social = transformação da social, contra as estruturas injustas – não são vontades de Deus. Nos últimos anos parece que a Igreja (nós) perdeu a coragem de fazer uma avaliação / revisão de vida, do seu papel no mundo. Acrescentar a conversão ambiental.

 Grupo 1 – Duas pistas / ações de Evangelização são necessárias: Comunhão e Participação.

Comunhão dentro da Igreja / partilha – unido na mesma caminhada, solidariedade com o outro; estrutura não hierárquica; co- responsabilidade do clero e dos leigos;

Participação na Igreja e na sociedade (democracia) – redistribuição das responsabilidades com os pobres e jovens.

Complementação dos Grupos:

 Grupo 2 – A Igreja (Povo de Deus) é uma semente (ou instrumento) do Reino de Deus (justiça e amor). O Reino de Deus é maior do que a Igreja. A Igreja deveria anunciar e ajudar fazer florir o Reino de Deus. A Igreja deveria estar no mundo, não fugir do mundo, como Jesus estava no mundo.  Parábola: fermento no pão não fora do pão como a Igreja no mundo, não fora do mundo. Ressurreição de Jesus: devemos dar perdão dos pecados para todos. Antes do Concílio Vaticano II, dizia que a Igreja era dividida entre clero e leigos. Pós Vaticano: a Igreja é composta por batizados, ordenados e não ordenados, para servir. Carta de São Paulo aos Efésios, os serviços diferentes; comunhão de corresponsabilidade. Os serviços diferentes se complementam. O padre não precisa fazer tudo, priorizar o trabalho pastoral, não administrativo que é papel dos leigos.

 Grupo 3 – O que é evangelização libertadora? Não é apenas dizer palavras, ler trechos da Bíblia; é testemunhar pela nossa vida – pelas ações das pessoas. Exemplo de São Francisco de Assis que falou: ide evangelizar (através de ações libertadora / testemunhar); se precisar, usar também palavras.

 Grupo 4 – Opção preferencial pelos pobres, não apenas pelas CEBs mas pela Igreja inteira. Encíclica do Papa João Paulo II.  Como Jesus agiu naquela época? É descrito nos Evangelhos, como ele foi ao encontro dos pobres. Como Jesus agiria agora? Filipenses 2 – a humildade de Jesus, se identificou como os mais pobres, ficou em último lugar.

O povo diz: Quem pode entrar na igreja: um bêbado? Não; um rico? Sim; acumular riqueza é ok, acumular álcool não é! Contradição. Exemplo de Jesus – não podemos desprezar os pobres.

No ano de 2003 Dom Gabriel serviu no interior de Maranhão, a proporção da população vivendo em situação pobreza absoluta era 83 % da população; 2013 – a situação mudou, melhorando muito. Em 2019: o Brasil está voltando para o Mapa da Fome.

 Grupo 5 – As CEBs. As CEBs estão mudando o jeito de ser Igreja? Fé e Vida devem estar ligadas.

 Comunidades: A prioridade hoje parece o individualismo está por cima da vida em comunidade. Pai Nosso, não meu Pai. Na parábola do Filho Pródigo, faltou o arrependimento do filho mais velho. A importância do encontro dos irmãos (vida em comunidade) em vez da celebração religioso na televisão.

Eclesiais: o centro é Jesus Cristo, a leitura da palavra de Deus, a prática dos círculos bíblicos.

Base: temos que voltar para as bases, os pobres, excluídos marginalizados – jovens, dependentes químicos, idosos; em função do / em serviço do Reino de Deus. Cântico: Eu Acredito que o mundo será melhor, quando o menor que padece acreditar no menor.            

Grupo 6 – Evangelização e religiosidade popular. Falta a evangelização – o povo prioriza apenas o batismo e as festas – novenas, procissões, etc., não a catequese / educação / formação religiosa, a partir do Evangelho.

O Documento de Pueblo inicia com um pedido de perdão – pela falta da dignidade humana; a contradição entre o que pregamos e as ações: a falta de amadurecimento da fé, respeito à dignidade humana.

Deus amou tanto o mundo que enviou o seu filho Jesus – João 3:16;

Devemos amar as pessoas e usar as coisas; em vez disso: Usamos as pessoas e amamos as coisas.

Leitura do evangelho do domingo, dia 15/09: O Filho Pródigo. Que Igreja queremos ser? Fechada / Julgadora ou acolhedora? Fé de amor de Deus, não uma fé de medo (de ser enviado p/ inferno).

Oração do Pai Nosso. Encerramento:

 

O Brasil se moveu

Por Gustavo Conde

A máxima da tese darwinista na capacidade de adaptação das espécies se aplica às leis do discurso (e da semântica). Sujeitos da história, não importa se de carne e osso, papel ou ‘confrarias’, mudam suas posições ideológicas ao sabor do vento.

Estamos diante de um espetáculo de readaptações neste preciso momento e neste preciso país.

Com o aniquilamento de Moro e Dallagnol, articulistas, formadores de opinião (sic), veículos de comunicação e congêneres dão início a processos de realinhamento.

O alerta aqui proposto é trivial: eles se realinham não para se redimirem, mas para sobreviverem.

É o darwinismo ideológico.

Neste habitat semântico há, no entanto, nuances que o próprio darwinismo talvez não tenha tido tempo de enunciar.

E neste ponto epistemológico, o marxismo ajuda.

Para Marx e na sutileza da paráfrase, os sujeitos são empurrados pela história, que definiria através de ‘ondas’ massivas o comportamento e o posicionamento dos indivíduos diante da engrenagem do trabalho e da organização social.

O que costuma-se apagar em Marx, no entanto, é a sequência deste argumento: a que postula um sujeito capaz de modificar as ondas da história.

Produto da própria história, o sujeito poderia ‘desgarrar-se’ de sua lógica fatalista e ‘empurrar’ essa mesma história para outro ‘lugar’, afinal, ele é uma ramificação dessa história – e, portanto, um depositário deste poder massivo de mudar a si mesmo (Lula é um desses raros sujeitos).

O darwinismo, que quando ‘transplantado’ para o universo simbólico redunda sempre em percepções autofágicas e suicidas (o darwinismo social), em seu próprio compêndio epistemológico abarcou as espécies mais ‘fortes’ que ‘impuseram’ suas características físicas para se perpetuarem na fauna social da experiência biológica.

O bico do tentilhão se adapta ao regime alimentar e ao habitat disponível e um tentilhão que ‘encurta’ o bico para comer sementes não é moralmente inferior ao tentilhão que prospecta insetos com seu bico longo nos sulcos arbóreos.

Ambos buscam sobreviver de acordo com a ‘história’ das ofertas alimentares disponíveis, regidas por mudanças climáticas e geológicas.

Com o discurso político e social na espécie humana, ocorre a mesma coisa. Não há, concretamente, possibilidade de cálculos de racionalidade clássica (lógica) com movimentos massivos de discurso (de ideologia).

Quem buscar analisar esses deslocamentos com a ferramenta do racionalismo – e todas as suas vertentes apócrifas – cai na espiral da mesma irracionalidade que rege os movimentos que busca identificar, em um processo ad hoc.

Em língua de gente: realinhamentos massivos de discurso não podem ser explicados com a lente rudimentar dos princípios lógicos, motivados pelas pressões políticas (semânticas) de turno.

Ora, cara-pálida, mas o que afinal o vosso ímpeto dominical-analítico quer dizer com tudo isso?

Que o Brasil se moveu.

Estamos em um furioso e acelerado movimento de readaptação social e ideológica.

O cataclisma Lava-Jato produziu esse cenário, com sua tentativa de burlar o sistema ‘predatório’ embutido na política brasileira pós redemocratização.

A operação-conspiração poderia ter levado a melhor, como levou por intermináveis quatro anos, parindo o estupor de bestialidade chamado Bolsonaro.

Mas os tempos ‘geológicos’ da tecnologia e do gerenciamento de sentidos são outros e uma certa verdade veio à tona antes da hora prevista pelos tradicionais deslocamentos históricos, tão desacelerados quanto irresistíveis e desinteressados.

A busca pela sobrevivência e pela perpetuação neste momento é acelerada, um verdadeiro espetáculo se se deixar de lado as paixões de turno e o sentimento de vingança, tão natural quanto libidinal.

Em outras palavras, meigos leitores, a Globo corre para não ser devorada e extinta, a Veja busca seu realinhamento desesperado, a Folha de S. Paulo soluça escondendo o choro e o Estadão se segura nas tamancas, chocado com aquela verdade que sempre soube existir: a de que Moro e Dallagnol são dois almofadinhas sem caráter que dilapidaram o futuro de uma nação inteira por inveja, ódio e preconceito de classe.

A rigor e ‘amarrando’ a pensata: os diversos espécimes políticos e empresariais se movem para garantir a sobrevivência – e continuarão se movendo, tão logo se supere o trauma lavajatista.

Houve, no Brasil, um movimento artificial de ‘retenção da história’, que não poderia perdurar por muito tempo.

Agora, temos a ‘dispersão’, termo caro a Foucault e propício ao estilhaçamento de narrativas que aponta no horizonte.

Como nos movimentos da semiótica tensiva, esse acúmulo gigantesco de energia simbólica (política) represada pode ser comparado a um arco e uma flecha: uma fibra retorcida e retesada esticada em seu máximo tensionamento, pronta para disparar a seta dos realinhamentos estratégicos somada a uma nova ‘leva’ de desafios semânticos para ser reciclada ao sabor dos protagonistas reais da história.

Traduzindo mais uma vez essa minha insensata mania de metaforizar até a mãe: o Brasil dará início a um novo ciclo social, de reconstrução e restauração.

Foram abertos espaços, caros leitores, imensos para preenchimento de novas ações políticas e novas concepções de mundo.

O Brasil está pronto para vibrar mais uma vez, para sentir o tesão que é lidar com novas possibilidades, com o sonho, com a superação.

A análise ‘desinteressada’, impregnada da técnica darwinista e marxista de observação de fenômenos, em última análise, simbólicos, dar-se-á sem que nenhum de nós possamos ‘reagir’.

Mas o potencial explosivo e político dessa leitura já ‘estala’ como energia político-subjetiva no horizonte da re-significação de país.

Depois da devastação, a efervescência.

O Brasil está prestes a ‘ferver’ culturalmente mais uma vez. A economia, espancada há 4 anos por gente notadamente incompetente e limitada, também grita por socorro – e, ao fundo desse grito, pode-se ouvir o sintagma ‘Lula Livre’, livre para, rejuvenescido, organizar o país que aprendeu a amar como a sua própria família e a sua própria autoestima, insuportável para nossa elite sem caráter.

Os tentilhões que habitam o topo da nossa pirâmide começam a debandar em revoada, buscando abrigo nas reentrâncias da cultura (o humor, a literatura, o ensaio).

Lagartos e jararacas começam mais uma vez a subir impávidos e sedentos essa mesma pirâmide.

Se tiver tentilhão que desaprendeu a voar, nós agradecemos.

Bom apetite.