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Um lado

De que lado você está? Para mim sempre houve e há um único lado. Estou do lado daquelas e daqueles que constroem cada dia um mundo melhor.

Do lado de quem age por uma humanidade que seja respeitada e respeitadora da dignidade da vida.

Do outro lado, escondidas e escondidos sob máscaras ora “liberais” ora qualquer outro rótulo indefinível, estão as que odeiam a humanidade e trabalham pela destruição.

A vida é muito curta. Não tenho tempo de combater quem está do lado da morte. Polícia e justiça. Educação. Isto deve ser suficiente para encurralar e conter essa manada.

Depois de seis anos de fascismo no Brasil, o que restou é um suspiro. Uma esperança que renasce do que restou de um projeto assassino e canalha, covarde e vil.

Devem ser julgados e punidos os crimes do fascismo.

Hora da justiça

Os setores golpistas do exército devem ser punidos exemplarmente.

A República não pode tolerar que quem é mantido com dinheiro público aja contra o interesse público.

A população financia com seus impostos esta instituição que repetidamente –desde pelo menos 1964– se envolveu em ações atentatórias da ordem pública e da legalidade constitucional.

Investigar e punir os crimes do golpismo fardado nesta hora em que a cidadania decidiu pela via democrática do voto, retomar a normalidade institucional, é imperioso.

Justiça é isso.

Cada coisa no lugar.

Descabeçar o setor antidemocrático das forças armadas e de segurança se impõe como uma tarefa urgentíssima.

Cabe à justiça cumprir com seu papel.

Democracia enfraquecida: é preciso superar as lógicas parciais, afirma o Papa

Por Bianca Fraccalvieri

Em audiência ao Corpo Diplomático, Francisco citou o Brasil ao manifestar sua preocupação com o enfraquecimento da democracia. “Sempre é preciso superar as lógicas parciais e trabalhar pela construção do bem comum.”

Guerra, vida, liberdade e democracia: estes foram os temas tratados pelo Papa Francisco ao receber em audiência os embaixadores acreditados juntos à Santa Sé, para o tradicional encontro de felicitação de Ano Novo.

Nesta ocasião, o Pontífice faz um articulado discurso analisando os temas mais candentes para a comunidade global. Antes de iniciar, Francisco agradeceu pelas mensagens de condolências que recebeu por ocasião da morte de Bento XVI e pela solidariedade manifestada durante as exéquias.

Como fato eclesial marcante, Francisco citou a decisão da Santa Sé e da República Popular Chinesa de prorrogar por mais dois anos o Acordo Provisório sobre a nomeação dos bispos. “Espero que esta relação de colaboração se possa desenvolver em prol da vida da Igreja Católica e do bem do povo chinês.”

A imoralidade das armas atômicas

Mas o fio condutor do pronunciamento do Papa foi a Encíclica Pacem in terris de São João XXIII, que está completando em 2023 sessenta anos de sua publicação. Neste texto, consta a preocupação com a ameaça nuclear durante a crise dos mísseis de Cuba – ameaça que se repete ainda hoje. “Não posso deixar de reiterar, aqui, que a posse de armas atômicas é imoral.” “Sob a ameaça de armas nucleares, todos somos sempre perdedores!”, completou.

Aprofundando a III guerra mundial em andamento, Francisco citou primeiramente a Ucrânia, reiterando seu apelo “para que se faça cessar imediatamente este conflito insensato”. Mas nomeou ainda a Síria, Israel e Palestina, Líbano, o Cáucaso, o Iêmen, Mianmar e a península coreana. Falando da África, mencionou as nações da costa ocidental, e recordou a República Democrática do Congo e o Sudão do Sul, dois países que visitará daqui poucos dias.

As viagens de 2022 também foram recordadas. No Bahrein e no Cazaquistão, o tema foi o diálogo inter-religoso. No Canadá, a colonização ideológica. Em Malta, o naufrágio da civilização ao lidar com o tema da migração.

Mulheres não são cidadãos de segunda classe

Fica então a pergunta: num tempo assim conflituoso, como reatar os fios de paz? Para São João XXIII, a paz é possível à luz de quatro bens fundamentais: a verdade, a justiça, a solidariedade e a liberdade.

Estes bens vêm à tona respeitando os direitos humanos e as liberdades fundamentais de cada pessoa. Mas não é o que acontece às mulheres, por exemplo, em muitos países consideradas cidadãos de segunda classe. Não é o que acontece aos nascituros, que encontram a morte no ventre materno. “Ninguém pode reivindicar direitos sobre a vida doutro ser humano, especialmente se inerme e desprovido de qualquer possibilidade de defesa”, recordou o Papa.

O direito à vida é ameaçado também onde se continua a praticar a pena de morte, como está acontecendo nestes dias no Irã, na sequência das recentes manifestações que pedem maior respeito pela dignidade das mulheres. Até o último momento, disse o Papa, a pessoa pode mudar e se converter, fazendo seu enésimo apelo para que a pena de morte seja abolida nas legislações de todos os países da terra.

Cristianismo incita à paz

A paz exige também educação, antídoto contra a ignorância e o preconceito, e liberdade religiosa. “Em cada sete cristãos, um é perseguido”, recordou Francisco. “O cristianismo incita à paz, porque estimula à conversão e ao exercício da virtude.”

Retomando o tema de sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2023, o Papa reafirmou que “juntos, pode-se fazer muito bem! Basta pensar nas louváveis iniciativas destinadas a reduzir a pobreza, ajudar os migrantes, contrastar as alterações climáticas, favorecer o desarmamento nuclear e prestar ajuda humanitária”.

A propósito do cuidado da “casa comum”, o Pontífice citou a adesão da Santa Sé à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, com a intenção de dar o seu apoio moral aos esforços de todos os Estados para cooperar numa resposta eficaz e adequada aos desafios colocados pela alteração climática.

Enfraquecimento da democracia

Antes de concluir, Francisco manifestou sua preocupação com o “enfraquecimento” da democracia, cujo sinal são crescentes polarizações políticas e sociais, que não ajudam a resolver os problemas urgentes dos cidadãos.

“Penso nas várias crises políticas em diversos países do continente americano, com a sua carga de tensões e formas de violência que exacerbam os conflitos sociais.” E o Papa citou três países: Peru, Haiti e, nas últimas horas, o Brasil. “Sempre é preciso superar as lógicas parciais e trabalhar pela construção do bem comum.”

“Senhoras e Senhores, seria maravilhoso que, ao menos uma vez, pudéssemos encontrar-nos apenas para agradecer ao Senhor Todo-Poderoso pelos benefícios que sempre nos concede, sem nos vermos constrangidos a enumerar as situações dramáticas que afligem a humanidade.”

Este é o papel da diplomacia, que deve aplanar os contrastes para favorecer um clima de mútua colaboração e confiança. Para Francisco, é ainda mais do que isso, é “um exercício de humildade, pois exige sacrificar um pouco de amor-próprio para entrar em relação com o outro a fim de compreender as suas razões e pontos de vista, contrastando assim a soberba e a arrogância humanas que são a causa de toda a vontade beligerante”.

A Santa Sé mantém relações diplomáticas com 183 países. A estes, acrescentam-se a União Europeia e a Soberana Militar Ordem de Malta.

Fonte: Vatican News

Pesquisa em redes sociais aponta que 90% reprovam atos terroristas

Levantamento realizado pelo Instituto Quaest aponta que aponta que 90% dos internautas reprovam os atos antidemocráticos e terroristas praticados por bolsonaristas no domingo (8), em Brasília, .

Para o diretor do instituto, Felipe Nunes, o ataque contra as sedes dos Três Poderes da República partiu de uma minoria e pode gerar divisão da base bolsonarista. “(Os atos) Podem isolar Bolsonaro e ampliar a capacidade do governo de conseguir dialogar com mais gente”, destacou Nunes em entrevista ao Metrópoles.

Leia também: Imprensa e líderes mundiais rechaçam tentativa de golpe bolsonarista

A pesquisa contemplou cerca de 2,2 milhões de publicações feitas nas redes sociais entre 14h e 18h de domingo.

“A maioria da população brasileira que se informa e se manifesta por rede social reprova veementemente o que aconteceu. Dos sentimentos que coletamos hoje, 46% é de tristeza, 25% de gente falando que está com medo e 18% de desgosto”, disse Nunes.

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Da Redação da página do PT, com informações do Metrópoles

Fonte: PT