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Soldados sentem prazer espancando crianças iraquianas

Do portal ‘Pragmatismo Político’

As imagens fortes revelam o espancamento covarde de crianças iraquianas pelas forças ocidentais que se propuseram a instaurar a “democracia” naquele país. São violações e arbitrariedades conhecidas por todo o mundo, mas que transitam incólumes já que praticadas pela nação mais poderosa do planeta e os seus aliados.

No vídeo, as crianças imploram para não serem torturadas pelos soldados euro-americanos, embora quanto mais peçam, mais apanhem. O sujeito com a câmera registrando as imagens parece sentir prazer ao assistir àquela brutalidade. É, provavelmente, mais um dos soldados que ali estão para “impor democracia”.

É com essa política de ódio que devemos esperar dias melhores para o planeta e para as nações vítimas da ganância norte americana? Atos como este tão somente alimentam a raiva dessas crianças que crescerão sonhando com a hora do revide; com a hora de assassinar os americanos que, para boa parte do mundo são expoentes da democracia, mas que para aquelas crianças são expoentes do que há de pior no ser humano.

Não se sabe a data exata da gravação do vídeo, mas vale lembrar que o Nobel da Paz – Barack Obama – prometeu tirar as tropas do Iraque e até agora tudo não passou de promessa de campanha.

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NOTA DOS EDITORES: A Revista ConsciênciaNet tem registrado diversos casos parecidos, entre os quais o episódio de 2006. O vídeo acima não está datado e pode ser da mesma época.

Documentos revelam “tratado de Tordesilhas” entre EUA e Reino Unido para repartir petróleo do Iraque, meses antes da invasão

Tony Blair exigiu parte das reservas para as multinacionais British Petroleum, Shell e British Gas. Do La Jornada de 19/4/2011 (p.18), com The Independent, Reuters e AFP, via Antonio Luiz Costa (@AluizCosta).

O governo do ex-primeiro-ministro Tony Blair determinou seis meses antes de invadir o Iraque, ao lado dos Estados Unidos em março de 2003, que as empresas British Petroleum, Shell e British Gas deveriam receber parte das reservas de petróleo e gás naquele país asiático, uma “recompensa para o forte empenho do governante trabalhista nas operações militares contra o presidente Saddam Hussein”, segundo documentos oficiais divulgados nesta segunda (18) em Londres.

Um arquivo contendo notas dos ministérios do Comércio e de Assuntos Exteriores de outubro e novembro de 2002 revela que as ambições do Governo Blair e das empresas da área de energia sobre as reservas de petróleo do Iraque foram a principal causa dos planos de ofensiva a Bagdá.

Os documentos contradizem a posição oficial naqueles dias, em que Blair disse que a teoria da conspiração do petróleo era a “acusação mais absurda” contra a sua proposta de acompanhar Washington na invasão militar do Iraque.

Outras informações, clique aqui.

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MILÍCIAS NO RIO DE JANEIRO. Um documento sigiloso foi encontrado dentro do carro do supervisor de carnaval da Portela e sargento PM Marcos Vieira de Souza, o Falcon. O PM havia sido preso na quinta passada.

“Na papelada apreendida, a testemunha revelou que Janderson Martins dos Santos foi assassinado, dia 24 de abril, em Madureira. Ele teria sido vítima de uma milícia que atua no bairro. O autor do crime, de acordo com o depoimento, foi PM Jussieu Marinho Castelo Branco Junior, o Castelo, preso preventivamente no dia 23 de março.”

Detalhes no Jornal Extra aqui.

Enquanto isso, 40 acusados da Operação Guilhotina, da Polícia Federal, foram soltos nesta terça (19) à tarde em decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Segundo Antonio Werneck, desembargadores foram unânimes…

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JÁ NO MÉXICO, foram presos 16 policiais suspeitos de envolvimento em 145 assassinatos na fronteira com os EUA. Os corpos foram encontrados no começo deste mês em fossas em San Fernando, na região de Tamaulipas, na fronteira com os Estados Unidos. Detalhes no UOL.

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AÇÃO NA ROCINHA. Do jornalista Jorge Antonio Barros: “Não foi o secretário de segurança que disse que sabe muito bem onde o Nem da Rocinha se esconde? Pois o traficante conseguiu escapar de novo. A polícia pode ter dado um golpe nas finanças do tráfico na Rocinha, mas só cumpriu dois dos 30 mandados de prisão. Há rumores de vazamento.”

E há empresas no esquema (leia aqui).

Do próprio Jorge: “No Brasil só os animais permanecem atrás das grades. Os ‘humanos têm bons advogados.”

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VILA RECREIO II. Segundo o jornal ‘O Dia’, o juiz Ricardo Coimbra da Silva Starling Barcellos, da 13ª Vara de Fazenda Pública do Rio, só admite a demolição das casas da comunidade Vila Recreio II, na Zona Oeste do Rio, se houver o pagamento prévio da indenização prevista no laudo pericial, que foi elaborado, a pedido, em cinco dias.

Diz a matéria: “Em média, cada uma das cerca de 20 casas está avaliada em R$ 16 mil. Na decisão anterior, o magistrado havia determinado a paralisação da derrubada dos imóveis, promovida pelo Município do Rio. Na área em questão será construída a TransOeste.”

Diz o juiz: “Se para quem possui condições de se mudar para um hotel já é difícil sair de casa e ter que levar suas coisas imediatamente, imagine para quem não tem recursos e vê seus bens retirados em um caminhão de lixo. (….) A população não agüenta mais ver todos os anos desastres como os deslizamentos provocados por construções irregulares em área de risco por omissão do Poder Público Municipal”. Mais na matéria aqui.

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TRAGÉDIA NA REGIÃO SERRANA DO RIO. O Ministério Público estadual propôs à Justiça 384 ações civis públicas, com pedido de liminar, relativas a áreas de risco em Petrópolis. O jornalista Antonio Werneck informou pelo twitter que cada ação corresponde a uma localidade de risco no município. São réus: o Governo do Estado do Rio, a prefeitura de Petrópolis e o Instituto Estadual de Ambiente (INEA).

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BOMBEIROS NO RIO. Os guarda-vidas do Corpo de Bombeiros fizeram um protesto em Copacabana no domingo. O deputado Paulo Ramos lembrou que, além dos baixos salários, eles não recebem equipamentos para o salvamento de afogados e ficam oito horas seguidas no sol sem protetor solar.

Depois da manifestação, 36 deles foram transferidos para longe de suas residências, uma ação do poder público conhecida como “punição geográfica”. Lamentável.

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‘PERNAMBUCANAS’ E O TRABALHO ESCRAVO. Matéria de Bianca Pyl na Agência Repórter Brasil informa que fiscalização realizada em complexo de oficinas na capital paulista encontrou imigrantes escravizados confeccionando vestidos da Vanguard, marca adulta feminina exclusiva da Pernambucanas, em agosto de 2010.

Isso faz da rede varejista reincidente, portanto. Há duas semanas um grupo de imigrantes sul-americanos submetidos a condições análogas à escravidão foi flagrado costurando blusas da coleção Outono-Inverno da Argonaut, marca jovem da mesma rede. O novo flagrante foi realizado por auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP). Leia aqui.

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DIREITOS HUMANOS EM ALTAMIRA, PARÁ. Pequenos produtores rurais e ribeirinhos da região de Altamira, no Pará, denunciaram que funcionários contratados pela Norte Energia, consórcio responsável pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, estariam coagindo as famílias a autorizar a entrada de técnicos em suas propriedades. Segundo as denúncias, feitas no último sábado (16) à Comissão de Direitos Humanos do Senado, técnicos da empresa E-labore e da própria Norte Energia incumbidos do levantamento topográfico e de benfeitorias das áreas sob risco de alagamento estariam pressionando as famílias para conseguir que as autorizações para entrada nos imóveis sejam assinadas.

Segundo matéria do jornal Brasil de Fato, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou ao Senado cópia das declarações feitas em reunião realizada na Casa da Cultura de Altamira à Comissão de Direitos Humanos, representada pela senadora Marinor Brito. Participaram da reunião cerca de 200 representantes das famílias atingidas, pesquisadores e integrantes de movimentos sociais, além do MPF e do Ministério Público do Estado. A matéria na íntegra aqui.

Documentos revelam “tratado de Tordesilhas” entre EUA e Reino Unido para repartir petróleo do Iraque, meses antes da invasão

Tony Blair exigiu parte das reservas para as multinacionais British Petroleum, Shell e British Gas. Do La Jornada de 19/4/2011 (p.18), com The Independent, Reuters e AFP, via Antonio Luiz Costa (@AluizCosta).

O governo do ex-primeiro-ministro Tony Blair determinou seis meses antes de invadir o Iraque, ao lado dos Estados Unidos em março de 2003, que as empresas British Petroleum, Shell e British Gas deveriam receber parte das reservas de petróleo e gás naquele país asiático, uma “recompensa para o forte empenho do governante trabalhista nas operações militares contra o presidente Saddam Hussein”, segundo documentos oficiais divulgados nesta segunda (18) em Londres.

Um arquivo contendo notas dos ministérios do Comércio e de Assuntos Exteriores de outubro e novembro de 2002 revela que as ambições do Governo Blair e das empresas da área de energia sobre as reservas de petróleo do Iraque foram a principal causa dos planos de ofensiva a Bagdá.

Os documentos contradizem a posição oficial naqueles dias, em que Blair disse que a teoria da conspiração do petróleo era a “acusação mais absurda” contra a sua proposta de acompanhar Washington na invasão militar do Iraque.

Outras informações, clique aqui.

O Iraque agora é moderno

Na economia do petróleo, os EUA adotaram no Iraque a seguinte fórmula: desapropriar contratos antigos, indenizando as empresas. Imagine o ilustre leitor esta solução aplicada na América Latina. Naturalmente seria considerada obra de um ditador louco.

O governo iraquiano comemorou a produção de 2,6 milhões de barris de petróleo ao dia superando vinte anos de diminuição nos volumes extraídos em função do embargo comercial e diferentes conflitos armados. A causa deste aumento foi imediatamente atribuída à liberalização do mercado petrolífero iraquiano, fato verificado a partir da invasão liderada pelo exército dos Estados Unidos cuja missão seria salvar do mundo das armas de destruição em massa controladas por Saddam Hussein.

Curiosamente o ditador com super poderes foi condenado à forca após ser encontrado abandonado, sujo e faminto, escondido no interior do país dentro de um buraco. Nenhum sinal das terríveis armas apareceu até hoje.

Liquidado o “demônio” Saddam Hussein, não seria o momento de voltar para a casa? De modo algum. Os invasores precisavam garantir a ampliação da “livre concorrência” no mercado petrolífero e trataram de extinguir o monopólio da empresa estatal iraquiana criada em 1972, apresentando elevada competência, chegando a extrair 3 milhões de barris de petróleo ao dia nos anos 80. Tudo isso transformou-se em passado, necessitando de adaptação aos tempos neoliberais. Era preciso modernizar.

A fórmula aplicada para “modernizar” o setor petrolífero do Iraque seguiu o princípio verificado em muitos países no qual fica reconhecida a propriedade estatal do bem natural, entregando à iniciativa privada a propriedade do bem econômico, cabendo ao Estado ora os recursos provenientes dos impostos – semelhante ao modelo brasileiro instituído no governo FHC – ora determinada quantidade de óleo extraído considerando-se o valor do momento da assinatura do contrato a partir de leilão entre os oligopólios – situação semelhante ao modelo “estatizante e nacionalista” do governo Lula.

Esta existência de dois modelos a beneficiar os grandes consórcios petrolíferos provocou uma disputa entre os governos de Bagdá e a província autônoma do Curdistão, a partir da opção deste último em exportar o petróleo de seu território – aproximadamente 13% das reservas de petróleo provadas do Iraque – aplicando o modelo FHC, assinando em 2009, contratos no valor de U$ 10 bilhões.

Os Estados Unidos consideraram conveniente fortalecer o governo de Bagdá, apoiando o modelo de abertura ao capital externo, preservando a empresa estatal – desta vez transformada em agente de comercialização do petróleo recebido em pagamento. Todavia, permanecia o problema dos U$ 10 bilhões investidos no Curdistão.

A fórmula encontrada foi desapropriar os antigos contratos, indenizando as empresas. Algo simples, fácil. Agora imagine o ilustre leitor esta solução aplicada na América Latina. Naturalmente seria considerada obra de um ditador louco, mas para agradar aos Estados Unidos pode.

Para aprovar este novo modelo, além dos problemas da autonomia curda, o governo iraquiano enfrentou a oposição dos petroleiros e parcela dos dirigentes da estatal South Oil Company, tendo o seu ex-diretor Fayad Hassav condenado – em pronunciamento no parlamento – o leilão em áreas produtoras. Apesar do apoio de parte dos parlamentares, Fayad acabou demitido do cargo.

Muito foi escrito a respeito dos verdadeiros interesses dos EUA no Iraque e curiosamente não havia empresas estadunidenses entre as vencedoras do último leilão. Este fato correu o mundo e chegou a ser utilizado para salvar a imagem do país de Obama. Entretanto, basta verificar os vencedores do primeiro leilão, representando 30 bilhões de reservas provadas, para verificar o apetite por óleo das empresas pertencentes aos nossos irmãos do Norte, isso sem contar as vantagens da Halliburton, companhia encarregada das perfurações em novos e antigos campos.

Os EUA, todavia, não atuam isoladamente no Iraque ficando os ingleses, chineses e russos com parte considerável dos recursos. Anunciam valiosa contribuição para o aumento da produção, que tende a crescer em função do bloqueio ao Irã – nova área de preservação para futuros ataques dos grandes consórcios petrolíferos.

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(*) Wladmir Coelho é Mestre em Direito, Historiador e membro do Conselho Curador da Fundação Brasileira de Direito Econômico. Outros textos em www.politicaeconomicadopetroleo.blogspot.com

Nota em resposta a Luiz Augusto Candiota

Na quinta-feira passada, dia 21, a Folha de São Paulo publicou o artigo “Agenda capitalista moderna para o Brasil”, assinado por Luiz Augusto Candiota, ex-diretor de política monetária do governo Lula. Em seu texto, curto porém direto, Candiota defende a atuação do Estado apenas na saúde, na educação e na segurança – embora afirme com rigor que caso o setor privado ofereça serviços “superiores” nessas áreas, deve substituir a infra-estrutura estatal. Segundo ele, o Brasil, hoje, precisa de “um capitalismo verdadeiramente competitivo, que estimule a abertura total de nossa economia e promova a produtividade, retirando por completo do Estado a participação em determinados setores”.

Muitos foram os trechos que chamaram minha atenção, mas me parece que um em especial deve ser esclarecido. “Não devemos temer aqueles que dizem ser o capitalismo concentrador de rendas e ampliador de desigualdades”, afirma Candiota. “Não há exemplos concretos de que isso seja verdade em regimes abertos, democráticos e de sociedades pluralistas, ou que tal regime tenha gerado frutos, em seu conjunto, mais prejudiciais do que o que praticamos por aqui”, explica.

Lendo o trecho acima, me pergunto, sinceramente, se a afirmação de Candiota provém de uma ignorância sobre a história mundial e brasileira ou, então, se é fruto do desejo de apoiar uma política econômica que certamente o favorece espetacularmente – ainda que, para isso arrase com a vida de milhões (sim, milhões) de pessoas. Afinal, o resultado de um Estado completamente ausente aliado à desregulamentação do mercado não só não é uma opção democrática, como traz inúmeros revezes às sociedades.

Exemplos claros disso são o Chile de Pinochet, a África do Sul de Mandela e Thabo Mbeki, a Rússia de Yeltsin e Putin, a Polônia do Solidariedade, o Iraque pós-ocupação estadounidense, a China de Deng Xiaoping e a Bolívia das décadas de 80 e 90. Em todos esses países, só para citar alguns, foram implantados conjuntos de políticas econômicas que tinham, em seu cerne, três pontos principais: privatizações em massa (com ampla liberdade às corporações e às remessas de lucros), desregulamentação governamental (fim de subsídios e do controle de preços, enfraquecimento da esfera pública etc.) e cortes profundos nos gastos sociais.

Em todos os casos, no entanto, a adoção dessas políticas não trouxe melhoria na qualidade de vida da população mas, pelo contrário, alianças promíscuas entre grandes conglomerados de corporações e políticos e empresários locais influentes. No fim, o que se observou, de forma geral, foi um aumento da desigualdade social. No Chile, o desemprego alcançou 30% (em comparação com a taxa de 3% no governo Allende) e as crianças não tinham mais leite para tomar nas escolas públicas, já que uma das primeiras medidas da desregulamentação estatal foi cortar o programa do leite. Na Bolívia de Víctor Paz, 28 mil trabalhadores foram demitidos, os salários perderam 70% do seu valor real e o número de bolivianos que usufruíam de seguridade social caiu 61%. Na África do Sul, desde 1994, quando Mandela chegou ao poder, o número de pessoas que vivem com um dólar por dia dobrou, chegando a 4 milhões, enquanto a população que vive em barracos aumentou 50%.

Apesar disso, na maioria dos casos não só a inflação cedeu, como o PIB aumentou e houve crescimento econômico. Não houve, porém, nenhuma distribuição da riqueza. As estatísticas médias da renda per capita escondem, invariavelmente, grupos de milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza e da miséria. E por que? Simplesmente porque quando impera o livre comércio ortodoxo da Escola de Chicago de Milton Friedman (que Deus não o tenha, por sinal), a lógica da maximização dos lucros impede qualquer tipo de avanço social significativo.

E por isso mesmo, aliás, não é democrático. Se existe uma camada ampla e majoritária da população que é empobrecida, logicamente espera-se que essas pessoas votem por políticos que tenham como plataforma a real distribuição da riqueza (o que não tem nada a ver com a cooptação petista dos movimentos sociais). No entanto, em todos esses casos citados, das três uma: ou as demandas populares foram suprimidas por violências cruéis que acabaram com as liberdades civis (Chile, Iraque e China), ou a ajuda financeira internacional engessou os governos eleitos a partir de cartilhas econômicas do FMI, do BID etc. (África do Sul e Polônia) ou políticos populares eleitos, uma vez no poder, cederam a essa promiscuidade corporatista (Bolívia e Rússia). E, quando digo “corporatista”, falo de um Estado policial e corrupto que, aliado às grandes corporações, combate e oprime os trabalhadores, a classe que, afinal, sustenta a economia do mundo inteiro.

Os dados estão todos aí, e vêm de estatísticas de organismos internacionais e de documentos que foram tornados públicos por comitês de investigação. Não, não se trata de teoria da conspiração. Para a jornalista Naomi Klein, trata-se da ascensão do “capitalismo de desastre”.

(*) Ricardo Cabral é jornalista. Entre em contato com o autor pelo @_ricardocabral