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A Igreja Universal estende seus tentáculos para o esporte. Vamos permitir?

Seus padrões éticos não estavam à altura…  do PFL! Mas, ele serve para o Ministério de Dilma.

Como considero um desperdício de tempo acompanhar o noticiário policial, não conhecia os antecedentes do pastor George Hilton, o novo ministro dos Esportes. Então, o relato do jornalista Bernardo Mello Franco, na edição dominical da Folha de S. Paulo (vide íntegra aqui), veio bem a calhar:

No primeiro mandato de Dilma, o ministério se notabilizou por repassar dinheiro público a ONGs ligadas ao PC do B. No segundo, pertencerá ao PRB, sigla controlada pela Igreja Universal. Antes de nomear sua nova equipe, a presidente disse que consultaria o Ministério Público para prevenir escândalos. Bastaria ter usado o Google para evitar a instalação de uma bomba-relógio no governo às vésperas da Rio-2016.

A Polícia Federal já flagrou Hilton em um aeroporto com 11 caixas de dinheiro vivo, somando R$ 600 mil. O episódio provocou sua expulsão do antigo PFL, que não se notabilizava pelo rigor ético com os filiados.

Como estas pessoas avaliariam o novo ministro?

Ao transmitir o cargo, o comunista Aldo Rebelo recebeu o pastor com uma citação bíblica. Entre todos os textos sagrados, escolheu uma parábola sobre a multiplicação das moedas. ‘Creio que Vossa Excelência entregará 10 moedas a partir das 5 que está recebendo’, disse.

…Para quem já conseguiu ser expulso do PFL e vaiado na posse da nova chefe, o céu é o limite.

O veterano Jânio de Freitas (vide íntegra aqui) completou o quadro, acrescentando um detalhe importantíssimo, o de que não se trata de uma iniciativa isolada, mas sim de uma escalada da Igreja Universal para fazer do esporte brasileiro seu novo feudo:

Se o pastor George Hilton não foi parar no Ministério dos Esportes por habilitação para o cargo, muito menos o foi por acaso ou descuido. Em Minas, o governador Fernando Pimentel entregou a Secretaria de Esportes a um pastor. Geraldo Alckmin nomeou um pastor para sua Secretaria de Esportes.

Os três são pastores da igreja Universal. São partes de uma nova extensão do plano político-religioso comandado pelo bispo Macedo, que reformula e amplia os seus objetivos no Brasil.

Só na aparência o Estado do Rio ficou fora dos domínios da Universal. A Secretaria de Esportes do governo Pezão foi dada a um jovem filho de Sérgio Cabral, o que significa entendimento com a igreja de Macedo.

O novo homem forte do esporte brasileiro. Cruz, credo!

MAIORES CULPADOS PELO MINEIRAZO: O GOVERNO E A REDE GLOBO!

É repulsiva a atitude dos governos que compram o apoio de bancadas fisiológicas distribuindo cargos e/ou propinas. E aberrante a incidência na mesma prática por parte do PT, partido que passou a vida inteira prometendo moralizar a política brasileira.

Então, não me omitirei quando o esporte brasileiro corre o risco de passar por outros vexames terríveis, em função de estar agora sendo entregue à sanha predatória dos mercadores da fé.

Afirmo que os principais culpados pela pior catástrofe do futebol brasileiro em todos os tempos foram o governo federal e a Rede Globo. Com forte possibilidade de repetirmos o papelão nas Olimpíadas de 2016 e nas eliminatórias do Mundial de 2018.

Por que? Simplesmente porque era só o que se poderia esperar de um José Maria Marin à frente da CBF. E, como os clubes brasileiros só não vão à falência graças à magnanimidade da viúva e à grana da TV, muitas maneiras havia para enxotá-lo antes que causasse tantos danos ou, pelo menos, impor-lhe a convocação dos melhores profissionais para a comissão técnica da Seleção Brasileira, ao invés das mais reluzentes relíquias do passado. O que não houve foi vontade política, ou interesse.

O sargentão que nos levou à derrota anunciada de 2014…

Além de medíocre até a medula e flagrantemente anacrônico, Marin tinha contra si um currículo horroroso, de lambe-coturnos dos ditadores: como deputado federal, discursou elogiando o tocaieiro de Marighella, o monstruoso delegado Sérgio Paranhos Fleury, além de haver pedido providências contra a infiltração comunista na TV Cultura (tais providências, como se sabe, redundariam no assassinato de Vladimir Herzog).

O omisso Aldo Rebelo, o estranho no ninho anterior, nem sequer preservou a presidenta Dilma Rousseff da saia justa de aparecer em solenidades e fotos ao lado de tão desmoralizada figura, o notório Zé da Medalha.

O que se poderia esperar de Marin, se não a entrega da Seleção a um técnico que, por não ter acompanhado a evolução tática do futebol mundial, vinha de uma década de retumbantes fracassos? A era dos sargentões ficara para trás, o novo perfil dos treinadores os aproximava mais dos enxadristas, conforme alertei já em dezembro de 2012 (vide aqui):

Luiz Felipe Scolari, o mais conspícuo representante da velha e rústica escola cujo prazo de validade expirou com a revolução catalã, é unanimidade negativa entre os boleiros dos grandes clubes…

E, em julho de 2013, quando a conquista da irrelevante Copa das Confederações iludia os torcedores brasileiros e intimidava comentaristas esportivos sem brios para marcharem contra a corrente –preferiram amenizar suas críticas e fazerem média com a galera, confortavelmente instalados em cima do muro–, eu cantei a bola (vide íntegra aqui):

…e o que nos conduzirá à próxima derrota anunciada.

…Felipão, no Palmeiras, passava vexame após vexame quando enfrentava times treinados por técnicos mais atualizados… Na Copa do Mundo, a falta de um estrategista no banco tende a ser fatal.

Depois, em outubro de 2013, cometi o erro de, mesmo prevendo a derrota anunciada, acreditar que nosso pobre escrete chegasse pelo menos à final (vide aqui):

…o futebol atual depende –e muito!– da inteligência com que o treinador dispõe as suas peças em campo, visando maximizar o aproveitamento da contribuição que os valores individuais tenham a oferecer para o desempenho coletivo. A estratégia hoje ganha jogos e ganha copas. Então, ficarmos entregues a quem é nulo como estrategista (Felipão) e a quem apenas sabe copiar as estratégias alheias (Carlos Alberto Parreira) nos encaminha diretamente para um novo maracanazo.

mineirazo da semifinal de 2014 acabaria sendo infinitamente pior que o maracanazo da final de 1950. E agora, com vendilhões comandando o templo e outro técnico jurássico no banco, o Brasil poderá inclusive deixar de ser o único país participante de todos os Mundiais da Fifa.

Há tempo de sobra para evitar-se o pior, desde que Dilma Rousseff passe a respeitar a paixão dos brasileiros pelo esporte, ao invés de encarar o Ministério respectivo como moeda de troca de segunda categoria no balcão de negócios da Praça dos Três Poderes.

Delenda est George Hilton!!! (*)


*  Utilizo a exortação célebre de Catão, o Antigo no sentido figurado, claro. Não pretendo que George Hilton seja destruído mas, tão somente, destituído. Ele, Kátia Abreu, Gilberto Kassab e Joaquim Levy acrescentariam muito ao ministério com suas ausências…

Pego na mentira, Dunga tem de ser afastado pela CBF. Já!!!

Até onde ia esta viagem com Mohamadou Fofana?
No exato instante em que a CBF dava o pontapé inicial de mais uma Era Dunga, eu alertei que sua convocação para depor como testemunha no inquérito da máfia dos ingressos levava jeito de ser a ponta de um iceberg (veja texto integral aqui):

…a aterrorizante perspectiva de Dunga voltar a ser o técnico da nossa seleção (…) poderá ainda ser afastada caso se constate a prática de algum delito nos encontros que ele manteve recentemente com o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, acusado pela Polícia Civil do RJ de chefiar a quadrilha internacional de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo.

…Falta ouvir parte do material de escuta telefônica e há a possibilidade de Fofana vir a colaborar com a Polícia em troca da delação premiada. Sabe-se lá o que ainda virá à tona.

Para Fofana, o fim da linha foi este.
Como cheguei a tal conclusão? Simples: se era só como testemunha que o delegado responsável pelo inquérito (Fábio Barucke) encarava Dunga, não fazia sentido ele acrescentar que o treinador estivera também em contato com outro investigado, o empresário de jogadores Luiz Vianna, por ele qualificado de “suspeito”.
Um recado estava sendo passado nas entrelinhas e a mim, jornalista veterano, não passou despercebido. Ou seja, mesmo não ousando acusar frontalmente Dunga neste estágio das investigações, Barucke insinuou que ele incorrera em ilegalidades.
Até então, tínhamos:
  • Gilmar Rinaldi, agente de jogadores, assume a coordenação-geral da CBF;
  • ele é o principal responsável pela exumação do técnico fracassado no selecionado brasileiro e fracassado no Internacional;
  • Dunga manteve contatos com o chefão da quadrilha de cambistas;
  • Dunga manteve contatos com um agente de jogadores suspeito de participação na mesma quadrilha e é amigo do também agente de jogadores, Gilmar Rinaldi.
ESPN comprova sua denúncia com farta documentação
O círculo se fecha agora com uma brilhante peça de jornalismo investigativo da ESPN: Documentos provam ação como agente que Dunga nega (acesse a íntegra aqui).
O historiador e jornalista Lúcio de Castro, comentarista do Bate-Bola – 1ª edição, foi fundo na apuração de uma atividade que o técnico desenvolvia na surdina, tudo fazendo para a ocultar do distinto público:

Dunga manteve por muitos anos um segredo bem guardado: a intermediação de transações em direitos econômicos de jogador de futebol. Quando foi questionado por esta reportagem sobre sua participação na venda do meia Ederson, em 2004, do RS Futebol Clube para o grupo Image Promotion Company (IPC), foi incisivo na negativa. Através da assessoria de imprensa da CBF, afirmou ‘não ter participação alguma na venda dos direitos sobre o vínculo do referido jogador’.

Três documentos públicos, porém, mostram o contrário: uma nota fiscal da ‘Dunga Empreendimentos, Promoções e Marketing ltda’, com a comissão no valor de R$ 407.384,08; o recibo assinado pelo próprio Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga; e o comprovante bancário de transferência do clube para a empresa do treinador, no valor discriminado na nota. Não é o único conflito de interesse com o cargo de comandante da seleção brasileira nessa história: as ligações com os agentes do IPC vão muito além do que um único negócio.

Máfia dos ingressos: ‘negócio’ lucrativo, mas desastroso.
Está tudo na reportagem, preto no branco, inclusive as evidências de que Dunga mentiu à justiça gaúcha, ao negar que estivesse associado ao grupo IPC.
Nestes parágrafos da citada reportagem se percebe o quanto ele se envolveu com essa gente:

Por trás do endereço do IPC, em Mônaco, estão mais revelações sobre as teias de relacionamento de Dunga. O investidor, para quem o treinador da seleção intermediou o atleta do RS Futebol Clube, encontra-se no mesmo endereço da World Champions Club (WCC), na Avenue Princesse Alice. A WCC é uma conhecida empresa de agenciamento no futebol. E entre os gestores está Antônio Caliendo, que representou o IPC na compra dos 75% de Ederson, onde Dunga ganhou comissão por intermediação…

…[No] site da WCC, [Dunga] é uma das estrelas e identificado como ‘um dos nossos últimos clientes’, ao lado de Ederson e Maicon, convocado por Dunga para a Copa do Mundo de 2010. Não apenas isso: onde consta a relação e fotos dos futebolistas pelos quais respondem pela gestão, Dunga aparece em foto recente e não de quando era jogador.

O inglês Queens Park Rangers também estrela o site. A WCC assumiu a gestão do QPR em 2004. Mesmo sem [alegadamente] ‘ter vínculo com a empresa em questão’, Dunga assumiu cargo no conselho de gestão do clube, formado por cinco membros. Por ser agente Fifa, Antonio Caliendo não podia figurar oficialmente entre tais conselheiros, e o técnico da seleção era seu rosto.

Enfim, foi como mais um feliz beneficiário das milionárias e frequentemente escusas transações de jogadores que Dunga estreitou os laços com Gilmar Rinaldi e Luiz Vianna. E se o último, como o delegado Barucke suspeita, fazia parte da máfia dos ingressos, não há como descartarmos a hipótese de que Dunga esteja também encalacrado.

Desde já, a CBF está obrigada a remover ele e Gilmar Rinaldi dos cargos que levianamente lhes ofereceu, por total falta de isenção para o desempenho das novas funções -no caso de Dunga, com o agravante de estar mentindo sobre sua real condição há pelo menos uma década, e de ter sido como mentiroso que comandou a seleção brasileira no Mundial de 2010.

#DiaSemGlobo Participe:

Por Carlos Tiburski no { Luzes do Arrabalde }

O técnico da seleção brasileira abriu fogo contra a Rede Globo. Dunga deu na canela do comentarista Alex Escobar, da Globo. Poucas horas depois, um dos apresentadores do programa Fantástico, Tadeu Schmidt, da África leu um editorial da emissora detonando Dunga.

Tudo tem um porque, antes do ataque ao Dunga no Fantástico, o Jornal O Globo já havia descido  a lenha na seleção e principalmente no seu treinador.

Qual a razão dessa súbita mudança de comportamento?

Vamos aos fatos:

Segunda feira, véspera do jogo de estreia da seleção brasileira contra a Coréia do Norte, por volta de 11 horas da manhã, hora local na África do Sul.

Eis que de repente, aportam na entrada da concentração do Brasil, dona Fátima Bernardes, toda-poderosa Primeira Dama do jornalismo televisivo, acompanhada do repórter Tino Marcos e mais uma equipe completa de filmagem, iluminação etc.

Indagada pelo chefe de segurança do que se tratava, a esposa do poderoso William Bonner sentenciou: “Estamos aqui para fazer uma REPORTAGEM EXCLUSIVA para a TV Globo, com o treinador e alguns jogadores…”.

Comunicado do fato, o técnico Dunga, PESSOALMENTE dirigiu-se ao portão e após ouvir da Sra. Fátima o mesmo blá-blá-blá, foi incisivo, curto e grosso, como convém a uma pessoa da sua formação: “Me desculpe, minha senhora, mas aqui não tem essa de “REPORTAGEM EXCLUSIVA” para a rede Globo. Ou a gente fala pra todas as emissoras de TV ou não fala pra nenhuma…”.
Brilhante!!!

Pela vez primeira em mais de 40 anos, um brasileiro peitava publicamente a Vênus Platinada!!!

“Mas… – prosseguiu dona Fátima – esse acordo foi feito ontem entre o Renato (Maurício Prado, chefe de redação de esportes de O Globo) e o Presidente Ricardo Teixeira. Tenho autorização para realizar a matéria”.

Dunga: – “Não tem autorização nem meia autorização, aqui nesse espaço eu é que resolvo o que é melhor para a minha equipe. E com licença que eu tenho mais o que fazer. E pode mandar dizer pro Ricardo (Teixeira) que se ele quer insistir com isso, eu entrego o cargo agora mesmo!”.

O treinador então virou as costas para a supra sumo do pedantismo e saiu sem ao menos se despedir.

Dunga pode até perder a classificação, a Copa, seu time pode até tomar uma goleada, qualquer fiasqueira na África, mas sua atitude passa à história como um exemplo de coragem e independência frente a uma das instituições privadas mais poderosas no País e que tem por hábito impor suas vontades, eis que é líder de audiência e por isso se acha acima do bem e do mal.

Em linguagem popular, o Dunga simplesmente mijou na Vênus Platinada! Sugiro uma estátua para ele!!!

Após, a poderosa Globo, a mesma que levou o Collorido ao poder e depois o detonou por seus interesses, agora difama o Dunga, tá certo que o cara é meio Ogro, mas não teve o direito de se defender dos ataques em momento algum.

Falar mal do cara é liberdade de imprensa. Ouvir o cara não pode?

A reação do povo foi imediata. O editorial lido no programa “Fantástico”, da Rede Globo, deu repercussão no mundo virtual. E pela primeira vez na história o Brasil inteiro apóia o técnico da Seleção. Só a Globo para conseguir isso…

Dentre os assuntos mais comentados no Twitter nesta segunda-feira (21), a frase “Cala boca, Tadeu Schmidt” era líder absoluta, superou até a antecessora “Cala Boca, Galvão”, que liderou por dias seguidos os Trending Topics.

E não parou por ai. Em apoio ao técnico da seleção brasileira, os twiteiros lançaram o “DiaSemGlobo”, que será nessa sexta-feira, quando o Brasil vai jogar  com a seleção de Portugal, no encerramento da primeira fase da copa.

Todo mundo na Band, ou em outra emissora, não vamos sintonizar a Globo na sexta-feira, temos que começar a deixar de ser gado manso, mostrar que não somos trouxas manipuláveis.

VAMOS FAZER O BRASIL INTEIRO PENSAR!!!!

Globo confirma que Dunga vetou entrevistas

Em nota enviada na noite de terça-feira (madrugada na África do Sul), a Rede Globo confirmou o teor de reportagem publicada pela manhã, na qual o UOL Esporte mostrou que o motivo da discussão de Dunga com o jornalista Alex Escobar, no domingo, foi o veto do técnico a entrevistas com jogadores da seleção, combinadas previamente.

A nota reconhece que as entrevistas foram vetadas, mas evita dizer o que todos sabem, que o autor do veto foi Dunga. “Os jogadores não foram liberados para dar as entrevistas. Alex Escobar faria as entrevistas e a ausência dos jogadores era o que ele estava comunicando ao telefone, quando chegava à coletiva de Dunga”, diz o texto assinado pela Central Globo de Comunicação.

Leia matéria do UOL clicando aqui.

Kaká revela outra face de Dunga

Kaká, craque da seleção brasileira de futebol. Foto: FIFA
Camisa 10 da Seleção diz que o técnico tem os seus motivos para ser mal-educado, garante que o comandante é outro na concentração, mas avisa: “Ninguém tem sangue de barata”. Por Marcos Paulo Lima, enviado especial, para o Correio Braziliense.

Johanesburgo — Do lado de fora, um monstro. No interior da concentração, um anjinho. Essas são as duas faces de Dunga reveladas ontem pelo meia Kaká, durante a entrevista de 33 minutos no hotel The Fairway, base da Seleção Brasileira na África do Sul durante a Copa do Mundo. “O Dunga é um cara que brinca, é muito tranquilo em relação ao grupo. Com a gente, as motivações dele são outras”, afirmou.

No início da conversa, Kaká tentou evitar comentários sobre os destemperos de Dunga após a vitória sobre a Costa do Marfim, domingo, no Estádio Soccer City. Depois, não resistiu e ponderou: “Não vi a entrevista, estava com vocês na zona mista e prefiro não comentar”. Em seguida, saiu em defesa do comandante e fez questão de revelar um outro lado de Dunga. “Cada um tem seus motivos para dar certas respostas, aquilo que acha que é melhor falar. O Dunga sofreu muito com as críticas, ele pode ter seus motivos para tomar essa atitude.”

Questionado sobre quem é o jogador mais “palhaço” da Seleção, Kaká foi direto: “Robinho”. Indagado se não há uma forma de deixar o Rei das Pedaladas no mesmo quarto de Dunga para injetar uma dose de humor no técnico, o craque deu um sorriso amarelo.

Modelo de comportamento da Seleção Brasileira na nova era do técnico Dunga, Kaká mostrou um outro lado não só da personalidade do técnico, mas também do elenco. Ao comentar a sua expulsão na partida de domingo, quando deu uma leve cotovelada no meia Keita, da Costa do Marfim, o camisa 10 disparou: “Apesar de esse grupo ser tranquilo, ninguém tem sangue de barata. Vocês viram o que aconteceu em campo e por que tivemos esse tipo de atitude. A Seleção não foi desonesta nem desrespeitou o rival sem a bola. Não tivemos nenhum tipo de problema e vocês nunca viram a Seleção ser violenta. Mas vocês nunca vão ver a Seleção retroceder em um confronto mais físico”.

Cuidadoso com as palavras, Kaká deixou até escapar duas vezes um palavrão para justificar a conduta pessoal e da Seleção. “Irritação seria se eu tivesse dado uma porrada em alguém, se tivesse dado um carrinho. Não é uma irritação de quem vai brigar com o adversário. É uma irritação de alguém que quer ganhar a partida de qualquer maneira”, avisou.

SÚMULA EVITA PUNIÇÃO
O cartão amarelo e o vermelho do árbritro francês Stephanne Lennoy, na vitória por 3 x 1 sobre a Costa do Marfim, não aumentarão a suspensão de Kaká no restante da Copa. “O relatório da Fifa já chegou e o que está escrito é bem simples: segundo cartão amarelo e expulsão. Eles tiveram coerência e não viram maldade no lance”, disse o jogador. Aliviado após o risco, o craque promete ser mais prudente na volta aos gramados. “Vou tomar mais cuidado, mas não sei o motivo do primeiro cartão amarelo. Em um momento importante como é a Copa do Mundo, nós temos que evitar esse tipo de coisa.”

FALA, KAKÁ!
“Cada um tem seus motivos para dar certas respostas, aquilo que acha que é melhor falar. O Dunga sofreu muito com as críticas, ele pode ter seus motivos para tomar essa atitude”

“O Dunga é um cara que brinca, é muito tranquilo em relação ao grupo. Com a gente, as motivações dele são outras”

Atacante pede respeito à sua religião

Johanesburgo — A entrevista do evangélico Kaká ocorria tranquilamente até ele ouvir uma pergunta de André Kfouri, repórter do canal por assinatura ESPN Brasil. Não tinha nada a ver com religião. O tema era a recuperação física, mas o meia não desperdiçou a oportunidade de falar contra o que definiu como perseguição pessoal.

“Há algum tempo, os canhões do teu pai têm me atingido, não para me criticar por motivos profissionais, mas por causa da minha fé em Jesus Cristo. Do mesmo jeito que respeito o Juca Kfouri como ateu, queria que ele me respeitasse por acreditar em Jesus Cristo. Milhões de pessoas acreditam em Jesus e ele precisa respeitar isso”, retrucou o membro da Igreja Renascer em Cristo.

O jornalista Juca Kfouri, pai de André, rebateu o jogador horas depois, em seu blog. “Critico sim o merchandising religioso que ele e outros jogadores da Seleção costumam fazer, tentando nos enfiar suas crenças goela abaixo. Um tal exagero que a Fifa tratou de proibir, depois do que houve na comemoração da Copa das Confederações. Mas não abri bateria alguma contra ele, provavelmente mal assessorado”, escreveu.

A pergunta que deu origem à polêmica era sobre o fato de Kaká supostamente estar jogando no sacrifício. “Sinto dores, mas não na região do púbis. Sinto dores como todos os outros jogadores sentem depois dos jogos. Não é algo que me atrapalhe”, garantiu, descartando a possibilidade de cirurgia após a Copa. “Não penso nisso no momento, até porque a maioria dos médicos não aconselha uma cirurgia. É algo que vou pensar depois da Copa, porque necessita de uma avaliação mais profunda.”

Irritado com as especulações sobre o seu condicionamento físico, Kaká fez questão de citar a última exibição como um exemplo de sua volta por cima. “Minha recuperação está sendo ótima. Contra a Costa do Marfim, consegui dar umas arrancadas características, fazer jogadas mais rápidas e isso me deixa confortável em campo”.

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