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Abertas as inscrições para Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão

Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão

Nesta 14ª edição, o Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão incentiva o recebimento de pautas que traduzam as necessidades e as esperanças de um país assolado por emergências sanitárias, desastres ambientais, ataques à democracia e seus valores, desinformação, violência, desigualdades, fome.

Ataques frequentes aos Direitos Humanos por forças políticas conservadoras e esgarçamento do tecido social do país acabam por delinear o momento histórico e político em que vivemos e o papel que nos cabe na construção do futuro.

Para o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, o futuro começa agora. O mundo pós-pandemia e das desigualdades pode parir um novo modelo de civilização, uma nova época de possibilidades.

Olhar com atenção o presente e fazer ecoar os gritos do mundo é prerrogativa do jornalismo, que por meio das pautas que escolhe e das reportagens que desenvolve, também conta a história do cotidiano e é capaz de transformá-lo.

Fica, então, o desafio: quais pautas o mundo está gritando? Para ouvir o presente e ajudar a construir o futuro em bases mais éticas, humanas e solidárias, o Jornalismo e os Direitos Humanos têm papel fundamental.

Inscrições até o dia 19 de junho de 2022. Todos os detalhes em https://vladimirherzog.org/jovem-jornalista/

Centramento e foco no amor

Temos tentado manter desde o início desta revista, um espírito construtivo.

Apoiando e promovendo a defesa tanto dos Direitos Humanos, quanto distintas formas de realização da vida humana em plenitude.

Isto significa estimular nas pessoas o desenvolvimento do seu potencial resiliente, o espírito comunitário, que nos leva a privilegiar o que une ao invés do que nos separa e opõe.

Acreditamos que desta maneira estamos colaborando com a preservação e saúde do tecido social, tão seriamente danificado por vários fatores.

Um deles, o discurso do ódio, tão amplamente difundido pelas chamadas “redes sociais”.

Um outro, não menos importante e estreitamente conectado com o anterior, a difusão de atitudes negativas com relação a outros seres humanos, não importa quem sejam.

Um terceiro, a difusão de atitudes negativas com relação à história, à memória, os valores superiores.

Este quadro perverso e adverso está sendo um desafio para pessoas que, como nós, valorizamos os pequenos esforços cotidianos, o dar as mãos, a construção coletiva.

A vida é uma prova contínua. Não somos um movimento de massas nem acreditamos em transformações que dispensem a tomada de decisões e responsabilidades claras e firmes no interior de cada ser humano.

A pandemia, o confinamento, o golpe de estado de 2016 e a instalação do regime autoritário em 2018, têm potenciado a capacidade resiliente de muitas pessoas e comunidades.

A construção de vínculos solidários positivos, a promoção do senso de pertencimento, o acolhimento, a escuta com o coração, a fala desde o coração, são outros tantos recursos positivos que tivemos que desenterrar e reavivar.

Temos plena consciência da brevidade do tempo. Daí a nossa teimosa insistência numa esperança ativa que volte o nosso olhar, nosso sentimento e a nossa ação, para aquilo que não morre. O amor. A fé em nós mesmos e nós mesmas.

A certeza de que não estamos sós, mas que fazemos parte, com tudo que nos rodeia, de uma amorosidade infinita que nos aguarda no fim do caminho, que não é fim, mas recomeço.

A vida bela é uma obra de arte. É a obra de arte por excelência. É um esforço cotidiano centrado e focado no amor, que nos vai dando a pauta do que fazer, por onde ir, o que dizer ou não dizer.

Os anos passam, os dias passam, passam as horas. Uma hora passaremos nós também. Que tenhamos deixado um rastro de amor e consequência.

Só se vive uma vez. A vida não é descartável. É perene. Renova-se constantemente, com tanta mais força quanto maiores os desafios a enfrentar.

Partilhe conosco as suas experiências! Vamos reforçar esta corrente solidária!

 

Consciência é ação!

Neste ano eleitoral, em plena pandemia, que evidenciou entre outras coisas, a total indiferença de um desgoverno nacional quanto à vida ou à morte da população, também ficou evidente que apenas com uma ampla e integrada mobilização, será possível recolocar o Brasil no caminho da democracia e da justiça.

O golpe de estado de 2016, bem como as eleições de 2018, viciadas pelas mentiras, calúnias, difamação, uso político-persecutório do aparelho judicial, deixaram em claro que a cidadania apenas têm um caminho, se é que deseja preservar o bem maior. Vida com dignidade.

Educação e cultura, emprego e renda decentes, inclusão social de jovens e idosos/as, respeito às diferenças que nos constituem como humanidade; ciência, consciência. Existência integrada e integradora.

O discurso do ódio não pode ocupar o lugar da colaboração recíproca, da solidariedade, da colaboração mútua em prol do bem comum. Cada pessoa, e a cidadania como um todo, têm o seu papel nesta tarefa de reconstrução nacional e social.

As piadinhas homofóbicas, o racismo, a discriminação contra as pessoas LGBTQIA+, o uso da religião para legitimar a quebra da ordem institucional em favor da destruição das condições de vida das pessoas, devem ser para sempre banidas do cenário político e cotidiano.

O fato da mídia venal continuar a ignorar a existência e a trajetória do Presidente Lula e do seu trabalho consistente pela redemocratização do Brasil, evidencia o que todos e todas sabemos. Estão do lado da morte. É a opção pela falta de opções.

O Brasil pode estar a acordar do pesadelo que lhe foi imposto pelas elites que lucram com a fome, o desemprego, o desespero, a desesperança, o analfabetismo, o tráfico de drogas e de influência, a corrupção, a mentira, a enganação, a força bruta, as milícias.

O futuro não pode ser cancelado. Temos que fazer a nossa parte para que a vida volte a ser prioridade na agenda governamental, bem como na nossa cotidianidade. Basta de falsidade, basta de duplicidade, basta de suicídio coletivo.

Só se vive uma vez. Tem que ser pra valer. Felicidade deve ser um horizonte alcançável para todas as pessoas, independentemente de classe social, posição na estrutura econômica, opção ideológica, cor de pele, ou o que for.

Migrantes e refugiados, refugiadas, devem continuar a poder vir para o Brasil como sempre o faziam, com a certeza de que aqui serão acolhidos, acolhidas. A humanidade não pode sucumbir ao delírio neonazista que está nos destruindo!

Seja um/a mobilizadora/social! Não se omita! Ainda podemos virar o jogo! Nos faça chegar as suas opiniões e experiências! Consciência é ação!!!!!

Rodas de Terapia Comunitária Integrativa – Fevereiro 2022

As rodas de TCI são encontros em que podemos falar do que nos aflige, dificuldades na família e no trabalho, fome, violências, bem como também celebrar a vida, as nossas conquistas.

Não se dão conselhos, ninguém nos diz o que devemos ou não fazer. Trata-se de construir vínculos, reforçar a esperança, a confiança em nós mesmos/as.

É uma atividade pública e gratuita.

Veja aqui a agenda: AGENDA FEVEREIRO22 TCI ON-LINE ABRATECOM APSBRA MS

Fonte: ABRATECOM – Associação Brasileira de Terapia Comunitária Integrativa

Creando un espacio más seguro y valioso para los defensores jóvenes de derechos humanos

Fue un viaje a Francia en 2015 el que inspiró la labor humanitaria y en pro de los derechos humanos de Bryan.

Al ver de primera mano las consecuencias para los derechos humanos con las que los migrantes a Francia se enfrentaban en ese momento, cuando volvió a casa, creó una organización, la Humanitarian Association of the Republic of Trinidad and Tobago (HARTT), la cual ofrecería ayuda humanitaria a las personas más vulnerables, con especial atención a los migrantes y refugiados.

«Quería ayudar a las personas que se enfrentan a la misma situación en mi propio país.  Una de las primeras cosas que hicimos fue colaborar con otra ONG local y con la University for the West Indies para poner en marcha las primeras clases de inglés para migrantes y refugiados que se ofrecían en el país,» explica Bryan.
Desde la creación de HARTT, su trabajo ha evolucionado y se ha ampliado, todavía siguen trabajando con migrantes y refugiados, pero tienen también una mayor ambición por mejorar la igualdad social en comunidades en Trinidad y Tobago.  Un área de trabajo destacado son los derechos de las mujeres y los derechos de las personas LGBTIQ, Bryan es también asesor en el Grupo de Asesoramiento de la Juventud del Fondo de Población de las Naciones Unidas y en el Queen’s Commonwealth Trust.

Seguridad de los defensores jóvenes de derechos humanos

A lo largo de sus años de activismo, Bryan ha observado que el espacio con que cuentan los jóvenes para defender sus derechos es, la mejor de las veces, limitado, y la peor de las veces, está amenazado.

«Si tú eres una persona joven y quieres cuestionar las opiniones de tu gobierno, o realizar preguntas realmente complicadas, dependiendo de a quién preguntes, esto implica un riesgo,» explica.  «Cuando cuestionas en público sus intereses, los riesgos son extremadamente elevados.»

Bryan explica que a la vez que sí existen vías para que los jóvenes expresen sus opiniones, que estas sean tomadas o no en serio supone otra cuestión.
«Aunque exista un espacio, este no nos ofrece las posibilidades o repercusiones que nos gustaría que tuviera,» asegura.

Los riesgos a los que se enfrentan los jóvenes no tienen porqué ser necesariamente la violencia directa, sino que también pueden ser emocionales o incluso económicos.  Bryan cuenta la historia de un compañero activista que protestó ante el Tribunal Superior de Justicia de Trinidad y Tobago para pedir la despenalización de las relaciones homosexuales, cuando sus padres descubrieron su participación en la protesta, le obligaron a abandonar su casa, y se convirtió en una persona sin hogar.

«El estigma es un factor que contribuye en gran medida a los riesgos a los que se pueden enfrentar los jóvenes activistas,» declara Bryan.  «A la vez que el riesgo de violencia sigue siendo real, no podemos olvidarnos de otros riesgos más sutiles, los cuales pueden afectar de forma drástica a las vidas y medios de vida de los jóvenes.»

Mayor participación, mayor protección

Bryan aboga por una participación mucho más relevante con jóvenes a nivel gubernamental.

«Los políticos han de preguntarse si están dejando participar a los jóvenes solo por el mero hecho de promover la participación, o si existe en realidad un proceso bien diseñado detrás, el cual podría conducir a un cambio verdadero de las políticas,» afirma.

Con el fin de tener conversaciones de mayores consecuencias con los jóvenes, Bryan también cree que los gobiernos han de ser más conscientes de la etapa vital que viven los jóvenes, y adaptar sus planteamientos en consecuencia.  «Tu manera de interactuar con una persona de 13 o 14 años no es la misma que con una persona de 18, o 24 años.»

Al mismo tiempo, Bryan demanda mejores mecanismos de protección para aquellos jóvenes que deciden expresar sus opiniones en público.  Una legislación para proteger a activistas individuales o a grupos que se centre en los derechos humanos es fundamental para conseguir una libertad de expresión real, afirma.

La importancia de estar presente

Los jóvenes son agentes del cambio, explica Bryan, y tienen una capacidad real de influir en las políticas y los derechos humanos.

A la vez que él cree en el poder que tienen las opiniones de los jóvenes, también afirma que su presencia puede ser igual de vital.  «Creo firmemente en la utilidad de estar presentes,» indica.  «Mostrar apoyo,  ya sea físicamente o en línea, también puede servir de ayuda.»

«Estar ahí, mostrar pequeñas señales de apoyo, como puede ser tener una bandera LGBTQ encima de tu mesa de trabajo, o una declaración en apoyo de una causa que acompañe a la firma de tu correo electrónico.  Estos detalles pueden ser menores, pero pueden dar fuerza a las personas que están en la línea del frente de las diferentes causas, y además pueden traer esperanza a las personas que aun no tienen el valor para dar un paso adelante.»

 

Este relato forma parte de Defensores de los derechos humanos —una serie periódica que presenta retratos de defensores de derechos humanos u organizaciones que los defienden—. La historia de activismo de Salazar forma parte de una serie inspirada por  el primer informe global en publicarse y que analiza la seguridad y protección de los jóvenes en el espacio cívico.

Exención de responsabilidades: Las ideas, informaciones y opiniones expresadas en este artículo son responsabilidad de la persona entrevistada y no reflejan necesariamente la política ni la postura oficial del ACNUDH.

Fuente: ACNUDH (Naciones Unidas – Derechos Humanos)

(10/01/2022)

Direito à vida

O direito à vida

Ainda existe?

Em que consiste?

Por onde queira que olhemos

Parece estar em dúvida

Genocídios praticados por desgovernos

Morte diária na desinformação

No discurso do ódio

O dia passa, a vida passa, no entanto

Num instante olhamos e já se foi

Educar, criar, trabalhar, solidarizar

Esperançar, estudar, pesquisar, cantar

Poetizar

São outras tantas maneiras de nos termos de volta

Cultivarmos a nossa humanidade

Não basta nascer para ser

Temos que nascer a cada dia

Nascer cada vez que a vida diz que não

Perguntamos se ainda existe o direito à vida

Existe mesmo?

Em que consiste?

Em não desistir

Insistir

Resistir

Plantar e colher

Semear

Futurar

Depois da pandemia

Depois das destruições

De que vive este sistema sem alma

Para quem a vida vale enquanto vales

E já velho, negro, mulher, pobre

Nada vales

Deveremos ser capazes de alumiar um novo dia

Direitos sociais, humanos, laborais

São para toda gente

Vida não se vende

Vida é até o final

Um dom de Deus

Um bem comum a cuidar

Mais além de instituições

Um milagre em miniatura

Um universo em movimento

Respirar, pulsar, amar

Rimam com caminhar

Sonhar

Poetar.