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O Desenho da nova Governança: Brasileiros tomam posse do Brasil 

Transformar o Desenho em real 

É tarefa hercúlea dos ‘’ de baixo”

 

Refreada a barbárie, no Brasil

Resta viva, porém, sua raiz

 

O Fascismo rebrota, em todo o mundo

Pois fecunda é a besta que o produz

 

Esta besta tem nome: é Capital

Em seu livro, Mascaro o analisa

( https://www.boitempoeditorial.com.br/produto/critica-do-fascismo-1274 )

 

Pelo voto, vencemos Bolsonaro

Segue vivo, contudo, o Bolsonarismo

 

Vigorosa porção da burguesia

Derramou seu tesouro em Bolsonaro

 

Quando finge dar bronca no Capitão

Do seu plano econômico não se afasta

 

Pra vencer Bolsonaro pelo voto

Costurou-se ampla frente eleitoral

 

Aliados estranhos cobram a conta

Paradoxo se monta: tem solução?

 

Triste herança, e maldita, a que se tem

Um cavalo de Tróia dos generais

 

Entrevista de Lula é bem certeira

Empresários só pensam em seus lucros

(https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2022/07/27/entrevista-lula-uol-integra.htm)

 

Não se importam com a fome e o desemprego

Muito menos com os Sem-terra e os Sem-teto

 

Os discursos de Lula são bem claros:

O Brasil para o Povo, não pra poucos

 

Seletiva é a Bolsa, quando oscila:

Se é Direita, ela sobe; se não, baixa…

 

No primeiro dia útil do Governo

O “Mercado”, “nervoso”, já reage

 

São os novos senhores da Casa Grande:

Nem migalhas mais cedem aos “de baixo”…

 

Assustado com o povo subindo a rampa

O “Mercado” responde, em seguida…

 

Ilusão não se tenha com a burguesia

Não se importa se o povo come osso…

 

Eis dois motes, na fala do Empossado:

Acabar com a fome; desigualdade

 

Cinco em cem dos que vivem no Brasil

São mais ricos que a metade do País

 

A chantagem da Bolsa é criminosa:

Extrai lucro da vil especulação

 

De trezentos bilhões, foi o derrame

Para eleger Bolsonaro… Mas, foi em vão

 

A fortuna torrada, um desperdício

Que o rentismo ajudou, sem reclamar

 

Seus agentes, porém, levantam a voz

Quando Lula decide pôr fim à fome

 

O Fascismo viceja pela ausência

Da ação popular interrompida

 

Nunca foi tão urgente a retomada

Do Trabalho de Base, em novo estilo

 

Raramente a Direita vai às ruas

A não ser que a Esquerda se acomode

 

Ilusão esperar só no Governo

Sem ação popular também nas ruas

 

Por robustas que sejam, Instituições

Não garantem as mudanças necessárias

 

Ditadura burguesa age assim:

Sem ter voto, o rentismo quer mandar

 

João Pessoa 03 de Janeiro de 2023

Emociones-Sentimientos y Terapia Comunitaria Integrativa

Por Felipe Puerta Jaramillo*

Comparto algunos apartados del texto “Terapia Comunitaria Integrativa Paso a Paso” del Profesor Adalberto Barreto, en los cuales se hace énfasis sobre el lugar e importancia de los sentimientos y emociones en la TCI, como anclas a la experiencia personal y grupal:

“Si queremos transformar las comunidades de excluidos, haciendo que se integren, que descubran sus valores como personas, los valores que la cultura ofrece como recursos que fueron destruidos por el colonizador y lo siguen siendo por otras formas de colonización, tenemos que apoyar en este descubrimiento, tenemos que ayudar a verbalizar sus sensaciones y emociones transformándolas en pensamiento transformador. A partir de ahí, los excluidos podrán ser sujetos de la historia, y no más simples víctimas y espectadores de su realidad” (Pág. 47)

“A través del método de la TCI, hemos estimulado a las personas para que puedan expresar sus emociones y sentimientos sin correr el riesgo de que sean juzgadas o discriminadas, pudiendo con ello, dar oportunidad a soltar las tensiones resultantes del estrés” (Pág. 328)

Asimismo, les presento este corto video del Dr. Daniel López Rosetti (Argentino), en el cual nos ayuda a diferenciar las Emociones de los Sentimientos: https://www.youtube.com/watch?v=enKgSMHD1J0

Finalmente, vean dos textos alrededor del tema:

Emociones en la TCI

Emocion-y-Sentimientos_Daniel-Lopez-Rosetti

*Psicólogo (UCO)

Magister en Intervenciones Psicosociales (FUNLAM)

Cel: 312 241 4889

Em@il: felipesicologo@gmail.com

Humanidade a gente vê por aqui

Voltou o Brasil

Sem a vitória no futebol

E isto entristece

Voltou o Brasil

A si e à vida

E isto alegra infinitamente

Trabalho em equipe

Sempre é o que acontece

Ninguém vence sozinho ou sozinha

Vencemos sempre pela ação conjunta de muita gente

Novamente a esperança no horizonte

Retrospectivamente, gente

Vejo a minha chegada ao Brasil em 1977

Uma esperança.

Perfeitamente

Aqui me enraizei, tive minhas filhas e filhos

Construí e faço parte de uma rede cidadã

Cidadania a gente vê por aqui

Humanidade a gente vê por aqui.

(O que nos resgata não é uma militância, da cor que for

O que nos resgata é a humanidade por perto).

É tempo de união!

Os tempos mudam

Todo tempo é tempo

Se estivermos atentos e atentas

Cada instante é uma estreia

Ou uma re-estreia

Podemos nos eternizar

Se vivermos desde a nossa realidade

Nenhuma pessoa é um ser genérico

Somos seres singulares e únicos

Temos nos acostumado

Ou não

A agirmos como se fossemos uma massa indiferenciada

Nenhum de nós pode viver uma vida que não seja a própria

A viver então

O medo foi afastado

O amor veio para o meio

A esperança voltou para cá

A força da vida

A libertação

A felicidade

São coisas concretas

A vida é uma coisa concreta

Eu não vivi até aqui

Para agora jogar tudo fora

Floresço e cresço com um povo

Feito de pessoas que querem também florescer e crescer

Como quando cheguei ao Brasil

Esse mesmo espírito é o que me guia agora

Não há tempo a perder

A hora é agora

“Quem corre cansa, quem anda alcança” diz o dito popular

Arco-íris nos ensina

Cada cor é uma emoção e uma sensação

Uma compreensão e uma ação

Vamos com este guia que nos guia

A cada momento podemos e devemos

Agir ordenadamente, integradamente

Tijolo por tijolo

Como ensinava Paulo Freire

Assim se faz uma casa

Uma igreja

Um hospital, um posto de saúde

Um cinema

A calçada por onde vamos

(Colho neste momento da minha vida

A soma dos tempos

A experiência reunida)

É tempo de união

Reunião

Celebração

Ação

Comunidade

Humanidade.

Por que escrever? Para que escrever? Para que viver? Por que viver?

As perguntas abrem um espaço. Abre-se uma possibilidade. Nos dias de hoje age-se muitas vezes irrefletidamente. Alguém dá um comando e eu reajo. Aceito e acato. Ajo sem saber por que nem para que. Assim, a ação não é propriamente minha, muitas vezes.

A minha experiência de vida me ensinou que o que não escrevo se desvanece, desaparece, é como se não tivesse existido. Assim, escrevo constantemente. Desta maneira vou me construindo.

Escrever é ir pondo tijolo por tijolo, construindo espaços, fazendo a vida acontecer. É como desenhar, em certo sentido. Vou fazendo a minha cara. Faço as minhas raízes. Determino se o sol irá entrar ou não na minha casa.

O que se verifica muito frequentemente nos dias de hoje, é uma semi-existência, uma quase inexistência, um viver fronteiriço, que não pode se dizer que pertença propriamente ao sujeito. A pessoa está, mas não lhe pertencem os seus comandos. A rigor, ela não se pertence. Isto leva a uma irresponsabilidade, a uma desistência, um sem-sentido.

É de uma importância crucial que se volte à educação, entendida como o processo do vir a ser pessoa, um processo contínuo. Educação em casa, na família, e também na escola, no trabalho, na rua, na universidade, na cidade, onde for.

Sem educação libertadora, não há humanidade. Isto implica em consciência. E aqui chegamos às perguntas iniciais deste escrito. Escrevemos para viver. Para saber quem somos. Para encontrar e fazer sentidos. Para nos comunicar com o mundo em volta: gente e ambiente. Simples assim.