Arquivo da tag: amizade

Fim de ano

O ano vai terminando

Reuniões familiares

Amizades reencontradas

Esperança despontando

Um tempo de recolhimento e partilha

Alegrias e dificuldades na balança

Desde estas páginas desejamos a quem nos lê

Muita vontade de viver

Muito desejo de superação

Aprendizado contínuo

Solidariedade

Serenidade

Segurança

Confiança

Amor.

Poesia é o lugar da vida

É o que somos e o que é

É o que será e sempre foi

É o que permanece e amanhece

É o que nos sustenta em todo tempo

E o que nos alimenta enquanto é tempo

E o que nos orienta a toda hora

O que nos chama na aurora

Mais além de rimas

É a rima que nos arrima

O rio que nos leva ao mar

O mar que nos acolhe

O sol que nos ilumina

A esperança que floresce

A primavera que permanece

A flor que sou e és e é tudo que existe e é belo

A unidade por trás da diversidade

A pluralidade que nos espelha

É ela que nos acompanha

E o pai que foi e é amigo

O amigo que nos aceita como somos

As crianças que trazem a vida de volta

Montanha e mar

Tudo isto e mais

Na exata medida de todas as coisas

É o que é poesia.

Amarelo

A construção do livro que sou

O livro que venho compondo

Com a alegria e colaboração de pessoas queridas

Muito próximas

Família e algumas outras pessoas do horizonte comunitário

Este livro, dizia e digo em alto e bom tom

Amarelo

Começa

Começo

Sol

(Inexplicadamente mas nem tanto)

O que me ilumina

O que ilumina o mundo

Sol de todos os tempos

Sol somente sol

Brincar com palavras

É brincar de ser feliz

Sendo quem sou

Voltar de Mendoza para João Pessoa

De casa em casa

Casa amarela

Força

Confiança

Segurança

Tudo que preciso para ser feliz.

Para enfrentar pensamentos repetitivos, automatismos, negatividade

Quero partilhar um recurso que venho usando

E que me ajuda a diminuir ou às vezes até suprimir

Pensamentos repetitivos, automatismos, negatividade

Trata-se de algo muito simples

Simplesmente respiro

Isto suspende ou suprime estas indesejabilidades

É uma simples respiração

Inspiro, expiro

Expiro o que não quero ou tento evitar.

Um outro recurso é o riso

Vejo o que está me atormentando ou incomodando, e rio

Por exemplo: “não tenho amigos”

Como assim?

Depende do conceito de amigo ou amiga

Gente querida tenho aos montes

Então rio e digo para mim mesmo

Ponha-se a teu favor!

Riso. Respiração

Muitas vezes o que atrapalha é uma mera inexistência

Um nada que se avoluma e agiganta

Respiro e rio

E o rio vai, passa, desagua.

Podem ser inconveniências de distinto tipo

Então olho para elas e se desvanecem

Basta olhar que desaparecem, se esvaem.

Uma volta pelos arredores da casa, ou pelo jardim

Também tem bons resultados

Entra mais ar, mais vida.

Riso. Respiração. Passeio. Plantas. Flores. Cores.

Ver. Sentir.

Coisas simples da vida, que fazem bem.

Como sobreviver em situações de autoritarismo?

A pergunta se refere amplamente a situações familiares, comunitárias, organizacionais, etc.

Estamos acostumados, acostumadas, a nos focalizar mais no distante do que no que está perto de nós.

Esta virada da mirada para o que nos diz respeito mais diretamente, nos põe em contato com a nossa história de vida.

O que fiz para sobreviver? O que fizeram outras pessoas?

A reflexão é pertinente porque nos reconduz ao que fizemos e podemos tornar a fazer novamente, caso necessário.

A escuta das vozes plurais que nos rodeiam nos enriquece, ampliando o leque de escolhas.

O sentido destas reflexões é o de trazer luz e esperança no cenário atual brasileiro

O foco da mídia e do paradigma cultural dominante é a domesticação, a obediência, o medo, a desconfiança, a impotência, a paralisia, o fatalismo.

Contrariamente, a nossa ênfase é e continuará a ser sempre a potenciação da experiência superadora.

A construção de vínculos solidários, o reforço da auto-estima, o fortalecimento de sensações e sentimentos de pertencimento.

O nosso fundamento e ponto de partida é que se pode.

Se pode enfrentar vitoriosamente o autoritarismo em qualquer esfera.

Quando falamos em enfrentar, é ver frente a frente, olhar na cara e saber que podemos seguir adiante.

O nosso pressuposto é o caráter constitutivo da pessoa, que a potencia a superar toda circunstância adversa.

A minha própria história de vida, revista nestes anos de pandemia, tão semelhantes a outras situações de confinamento e restrição de movimentos, têm me levado a revalorizar os recursos postos em prática antigamente.

Confiança num amanhã que brilha no meio da escuridão.

Confiança em mim mesmo, nos meus valores superiores, na minha capacidade de estender pontes.

Se pode. Você pode, eu pude, nós podemos.

Vou comigo até o fim

Pequenas coisas, grandes coisas

O que são umas e outras, afinal?

Um encontro com amigas e amigos

Rir, comemorar a vida

Família como lugar de acolhimento e aprendizado

Comunidade sob os pés e ao redor

Refiro-me a um chão seguro

Um lugar onde somos respeitados e respeitadas

Acolhidos e acolhidas

Respirar e ver que a vida renasceu de fato, ontem e agora

Não do mesmo modo, pois que os renasceres participam da qualidade geral de todas as coisas

Mudança contínua,

Variabilidade

Confundir as palavras é o começo de começar a se confundir

A última coisa do mundo que eu quero é me confundir

Vim desfazendo equívocos na minha vida ao longo do tempo

E continuo nesta tarefa

Novo ar está entrando em mim

Respiro melhor

Parece-me incrível a estas alturas da vida

Estar quase, às vezes, por momentos

Estreando o existir

Não estou falando de coisas abstratas ou genéricas

Antes ao contrário

É um olhar miúdo sobre o meu próprio ser

Um tecido tênue que me constitui por dentro

Uma luz que aprendo a ver de novo dentro de mim e à minha volta

Não é tão difícil sobreviver neste espaço mínimo inviolável.

Espaço mínimo inviolável.

Já tentaram me por contra mim mesmo

Não conseguiram e nem vão conseguir

Vou comigo até o fim.