Arquivo da categoria: Direitos Humanos

Servicio Paz y Justicia de Argentina repudia asesinato de militante social

Comunicado de Prensa, ante el asesinato de Cristian Ferreyra del MOCASE Vía Campesina.

La Fundaciòn Servico Paz y Justicia expresa su más enérgico repudio ante el asesinato que costara la vida a Cristian Ferreyra y graves heridas a dos compañeros integrantes del Movimiento Campesino de Santiago del Estero (MOCASE-Vía campesina) en el Paraje San Antonio.

En la lucha que varias organizaciones llevan adelante por la defensa de los territorios una vez mas el derecho a la vida no ha sido respetado, por esto exigimos la creación imediata de una ley de tierras que proteja el derecho a la tierra del pueblo campesino como el de los pueblos originarios.

En la tarde del miércoles 16 de noviembre, la comunidad de San Antonio comunicó, que en la casa de la Familia Ferreyra se apersonaron sicarios y dispararon a sangre fria contra dos campesinos, causando la muerte con una escopeta a Cristán Ferreyra de 25 años e hirieron de gravedad a otro compañero que se encuentra en observación en el hospital de la capital santiagueña y un tercero con golpes graves.

La comunidad de San Antonio,a 60 km de Monte Quemado, miembro de la CCCOPAL MOCASE-Vía Campesina, viene resistiendo al intento de desalojo de empresarios que han contratado matones armados para realizar amedrentamiento en la zona norte de Santiago del Estero. La dirección provincial de bosque, AUTORIZÓ desmonte en un lugar donde viven familias campesinas indigenas de varias generaciones.

Desde éstos territorios campesinos indígenas, se viene denunciando los atropellos, y hasta el momento, sólo la organización de las comunidades ha logrado evitar los desalojos y desmontes de miles de hectáreas.

Una vez mas exigimos terminar con la represión y los asesinatos a los luchadores populares, y que se logre el castigo a los responsables políticos y materiales.

Buenos Aires, 17 de noviembre de 2011

Fundacion Servicio Paz y Justicia

Nilo Batista fala sobre as UPPs e a presença do exército no Complexo do Alemão

Por Patrick Granja / A Nova Democracia

Entrevista com o criminologista Nilo Batista, fundador do Instituto Carioca de Criminologia, sediado no tradicional bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Nilo Batista também é professor do quadro permanente do Programa de Mestrado em Direito da Universidade Cândido Mendes, professor titular de Direito Penal na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e, desde 2006, também na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nessa entrevista, o professor fala sobre as famigeradas Unidades de Polícia Pacificadora e sobre a presença do exército no Complexo de favelas do Alemão. A produção dessa reportagem contou com o apoio da Agência de Notícias das Favelas (http://www.anf.org.br).

NOTA PÚBLICA SOBRE A CRISE NA USP

 

 

Nota pública sobre a crise da USP

Esta nota foi encaminhada por pesquisadores da USP, reforçando as denúncias de repressão violenta por parte da reitoria e a reedição dos procedimentos da ditadura, da qual o atual reitor foi diligente esbirro. Além disso, se denúncia a campanha contra os setores populares do Estado. Peço a todos os amigos que figurem em meu mailing dar a maior difusão possível. (CL)

 

 

 

Caros,

gostaríamos de divulgar o posicionamento de pesquisadores da Universidade de São Paulo sobre a recente crise da USP. Segue abaixo uma nota que coletou 250 assinaturas em menos de 24horas.

att.

Maria Caramez Carlotto – Doutoranda em Sociologia pela Universidade de São Paulo

Nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo autoorganizados, viemos por meio desta nota divulgar o nosso posicionamento frente à recente crise da USP.

No dia 08 de novembro de 2011, vários grupamentos da polícia militar realizaram uma incursão violenta na Universidade de São Paulo, atendendo ao pedido de reintegração de posse requisitado pela reitoria e deferido pela Justiça. Durante essa ação, a moradia estudantil (CRUSP) foi sitiada com o uso de gás lacrimogêneo e um enorme aparato policial. Paralelamente, as tropas da polícia levaram a cabo a desocupação do prédio da reitoria, impedindo que a imprensa acompanhasse os momentos decisivos da operação. Por fim, 73 estudantes foram presos, colocados nos ônibus da polícia, e encaminhados para o 91º DP, onde permaneceram retidos nos veículos, em condições precárias, por várias horas.

Ao contrário do que tem sido propagandeado pela grande mídia, a crise da USP, que culminou com essa brutal ocupação militar, não tem relação direta com a defesa ou proibição do uso de drogas no campus. Na verdade, o que está em jogo é a incapacidade das autoritárias estruturas de poder da universidade de admitir conflitos e permitir a efetiva participação da comunidade acadêmica nas decisões fundamentais da instituição. Essas estruturas revelam a permanência na USP de dispositivos de poder forjados pela ditadura militar, entre os quais: a inexistência de eleições representativas para Reitor, a ingerência do Governo estadual nesse processo de escolha e a não-revogação do anacrônico regimento disciplinar de 1972.

 

Valendo-se desta estrutura, o atual reitor, não por acaso laureado pela ditadura militar, João Grandino Rodas, nos diversos cargos que ocupou, tem adotado medidas violentas: processos administrativos contra estudantes e funcionários, revistas policiais infundadas e recorrentes nos corredores das unidades e centros acadêmicos, vigilância sobre participantes de manifestações e intimidação generalizada.

Este problema não é um privilégio da USP. Tirando proveito do sentimento geral de insegurança, cuidadosamente manipulado, o Governo do Estado cerceia direitos civis fundamentais de toda sociedade. Para tanto, vale-se da polícia militar, ela própria uma instituição incompatível com o Estado Democrático de Direito, como instrumento de repressão a movimentos sociais, aos moradores da periferia, às ocupações de moradias, aos trabalhadores informais, entre outros. Por tudo isso, nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo, alunos de pós-graduação, mestres e doutores, repudiamos o fato de que a polícia militar ocupe, ou melhor, invada os espaços da política, na Universidade e na sociedade como um todo.

 

 

 

Fábio Luis Ferreira Nóbrega Franco — Mestrando da Filosofia-USP

Henrique Pereira Monteiro — Doutorando em Filosofia-USP

Patrícia Magalhães — Doutoranda em Física – USP

Silvia Viana Rodrigues – Doutora em Sociologia-USP

Bianca Barbosa Chizzolini — Mestranda em Antropologia-USP

José Paulo Guedes Pinto — Doutor em Economia — USP

Daniel Santos Garroux — Mestrando Pós-graduação em Teoria Literária — USP

Andrea Kanikadan –  doutoradando da ESALQ-USP

Nicolau Bruno de Almeida Leonel — Doutorando em Cinema-USP

Paula Yuri Sugishita Kanikadan – Doutora em Saúde Pública – FSP/USP

Luciana Piazzon Barbosa Lima – mestranda em Estudos Culturais — EACH-USP.

Gustavo Seferian Scheffer Machado – Mestrando em Direito do Trabalho — USP

Maria Tereza Vieira Parente – Mestranda em Arqueologia — USP

Marcelo Hashimoto, doutorando em Ciência da Computação-USP.

Luiz Ricardo Araujo Florence – Mestrando em Arquitetura e Urbanismo — USP

Jade Percassi – Doutoranda em Educação – USP

Maria Caramez Carlotto — Doutoranda em Sociologia-USP

Georgia Christ Sarris — Doutoranda Filosofia-USP

José Carlos Callegari – Mestrando em Direito do Trabalho – USP

Gilberto Tedeia — Doutor em Filosofia-USP

Anderson Gonçalves— Doutor em Filosofia-USP

Douglas Anfra — Mestrando em Filosofia – USP

Fábio H. Passoni Martins –  Mestrando – Depto de Teoria Literária e Literatura Comparada

Eduardo Altheman Camargo Santos — Mestrando em Sociologia-USP

Fernanda Elias Zaccarelli Salgueiro — Graduanda Filosofia-USP

Guilherme Grandi – Doutor em História Econômica — USP

Yardena do Baixo Sheery – PPG Artes Visuais — ECA-USP

Lucia Del Picchia, doutoranda em Direito-USP

Fernando Rugitsky, mestre em Direito-USP

Ricardo Leite Ribeiro, mestrando em Direito-USP

Maira Rodrigues – doutoranda em Ciência Política — USP.

Ana Lúcia Ferraz – Doutora em Sociologia – USP.

Daniela Silva Canella, doutoranda em Nutrição em Saúde Pública – USP Tatiana de Amorim Maranhão — Doutora em Sociologia-USP

Ana Paula SAlviatti Bonuccelli — Mestranda em História — USP

Anderson Aparecido Lima da Silva — Mestrando em Filosofia — USP

José Calixto Kahil Cohn — Mestrando em Filosofia — USP

Antonio Fernando Longo Vidal Filho — Mestrando em Filosofia —USP

Bruna Della Torre de Carvalho Lima — Mestranda em Antropologia — USP

Ana Paula Alves de Lavos – Mestre em Arquitetura e Urbanismo – EESC – USP

Lucas Amaral de Oliveira — Programa de Pós Graduação em Sociologia — USP

Bruna Nunes da Costa Triana — Programa de Pós-Graduação em Antropologia — USP

José César de Magalhães Jr. — Doutorando em Sociologia — USP

Eduardo Orsilini Fernandes — Mestrando em Filosofia -USP

Ricardo Crissiuma — mestre em Filosofia USP

Philippe Freitas — Mestrando em Música — UNESP

Weslei Estradiote Rodrigues — Mestrando em Antropologia — USP

Bruno de Carvalho Rodrigues de Freitas — Graduando em Filosofia — USP

Camila Gui Rosatti — Graduando em Ciências Sociais — USP

Martha GAbrielly Coletto Costa — mestranda em Filosofia – USP

Rafael Gargano — Mestrando em Filosofia — USP

Antonio David — Mestrando em Filosofia — USP

Pedro Alonso Amaral Falcão — Mestrando em Filosofia – USP

Lígia Nice Luchesi Jorge, PPG em Língua Hebraica, Literatura e Culturas Judaicas — USP

Camila Rocha – Mestranda em Ciência Política – USP

André Kaysel – Doutorando em Ciência Política — USP

Michele Escoura – Mestranda em Antropologia -USP

Vladimir Puzone -Doutorando em Sociologia-USP

Arthur Vergueiro Vonk – Mestrando em Teoria Literária e Literatura Comparada – USP

Renata Cabral Bernabé – Mestranda em História Social — USP

Raquel Correa Simões – Graduanda em Filosofia — USP

Danilo Buscatto Medeiros — Mestrando em Ciência Política-USP

Ana Flávia Pulsini Louzada Bádue — Mestranda em Antropologia-USP

Carlos Henrique Pissardo. Mestre – Dep. de Filosofia da USP e Diplomata.

Anouch Kurkdjian — Mestranda em Sociologia-USP

Léa Tosold – Doutoranda em Ciência Política-USP

Pedro Fragelli – Doutor em Literatura Brasileira-USP

Christy Ganzert Pato – Doutor em Filosofia — USP

José Agnello Alves Dias de Andrade – Mestrando em Antropologia — USP

Nicolau Dela Bandera – doutorando em Antropologia USP

Felipe de Araujo Contier — Mestrando em Arquitetura-IAU-SC-USP

Mauro Dela Bandera Arco Júnior —  mestrando em Filosofia USP

Ane Talita da Silva Rocha – mestranda em Antropologia — USP

Juliana Andrade Oliveira – Doutoranda em Sociologia

Reinaldo César — Doutorando em Ciência dos Materiais – USP

Manoel Galdino Pereira  Neto – doutor em ciência política da USP

Carlos Filadelfo de Aquino, doutorando em Antropologia USP.

Jonas Marcondes Sarubi de Medeiros — mestrando em Filosofia-USP

Ana Letícia de Fiori – Mestranda em Antropologia – USP

Gonzalo Adrián Rojas – Doutor Ciência Política USP

Mariana Toledo Ferreira – Mestranda em Sociologia – USP

Julia Ruiz Di Giovanni – Doutoranda em Antropologia Social

Caio Vasconcellos – doutorando em sociologia — USP

Reginaldo Parcianello – doutorando/Literatura Portuguesa — USP

Fernando Sarti Ferreira – mestrando em História Econômica — USP

Júlia Vilaça Goyatá – mestranda em Antropologia— USP

Maria Aparecida Abreu – doutora em Ciência Política — USP

Bruno Nadai — Doutorando em Filosofia – USP

João Alexandre Peschanski – Mestre em Ciência Política — USP

Lucas Monteiro de Oliveira – Mestrando em história social — USP

Fabrício Henricco Chagas Bastos – Mestrando em Integração da América Latina – USP

Rafaela Pannain – Doutoranda em Sociologia- USP

Bernardo Fonseca Machado – mestrando em Antropologia – USP

Victor Santos Vigneron de La Jousselandière – mestrando em História – USP

Gabriela Siqueira Bitencourt – mestre em Letras – USP

Dalila Vasconcellos de Carvalho , Mestre em Antropologia Social-USP.

César Takemoto Quitário – mestrando em Letras – USP

Maíra Carmo Marques – mestranda em Letras – USP

Ana Carolina Chasin – doutoranda em sociologia-USP

Dimitri Pinheiro – doutorando em sociologia-USP

Natália Fujita — doutoranda em Filosofia — USP

Julio Miranda Canhada — doutorando em Filosofia — USP

Caio M. Ribeiro Favaretto Mestrando Dpto de Filosofia – USP

Juliana Ortegosa Aggio – doutoranda em Filosofia – USP

Bruna Coelho — mestranda em Filosofia – USP

Ana Carolina Andrada – mestranda em Sociologia — USP

Karen Nunes — mestranda em sociologia — USP

Monise Fernandes Picanço – Mestranda em Sociologia — USP

Arthur Oliveira Bueno – Doutorando em Sociologia — USP

Guilherme Nascimento Nafalski – mestre em Sociologia — USP

Tatiane Maíra Klein, Mestranda em Antropologia Social/USP

Ana Paula Bianconcini Anjos – doutoranda em Letras — USP

José Paulo Martins Junior – Doutor em ciência política — USP

Demétrio Gaspari Cirne de Toledo – Doutorando Sociologia – USP.

Pedro Fragelli – Doutor em Literatura Brasileira-USP

Evandro de Carvalho Lobão – Doutor em Educação – FE/USP

Walter Hupsel — Mestre em Ciência Política — USP

Carina Maria Guimarães Moreira e sou doutoranda em Artes Cênicas na UNIRIO.

Marinê de Souza Pereira – Doutora em Filosofia-USP

Fabiola Fanti – Mestre em Ciência Política — USP

Verena Hitner – mestre em Integracao da America Latina – USP

Fabio Cesar Alves — Doutorando- Teoria Literária- FFLCH- USP

Frederico Hnriques  – Mestre em Sociologia pela USP

Fábio Pimentel De Maria da Silva – Mestre em Sociologia — USP

Natália Bouças do Lago – mestranda em Antropologia USP

Fábio Silva Tsunoda – mestrado em sociologia — USP

Terra Friedrich Budini, doutoranda em ciência política — USP

Natália Helou Fazzioni — Mestranda em Antropologia Social — USP

Renato Bastos – Mestre em História Econômica — USP

Andreza Tonasso Galli – Mestranda da Sociologia -USP

Andreza Davidian – mestranda em Ciência Política — USP

Dioclézio Domingos Faustino – Mestrando – Filosofia — USP

Fernando Costa Mattos — Doutor em Filosofia — USP

Joaquim Toledo Jr – Mestre em Filosofia pela USP.

Erinson Cardoso Otenio – doutorando em filosofia — USP

Berilo Luigi Deiró Nosella, sou doutorando em Artes Cênicas na UNIRIO

Rafael Alves Silva — Doutorando em Sciências Sociais — UNICAMP

Ludmylla Mendes Lima – Doutoranda em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa — USP

Tânia Cristina Souza Borges – Mestranda em Letras — USP

Miguel Barrientos – Doutorando em Ciência Política – USP.

Eveline Campos Hauck – Mestranda em filosofia pela USP

Mariana Zanata Thibes – Doutoranda Sociologia — USP

Nahema Nascimento Barra de Oliveira Mestre em Ciencias Humanas — USP

Manoel Galdino Pereira Neto – Doutor em Ciência Política-USP

Gonzalo Adrián Rojas – Doutor em Ciencia Politica-USP

Miguel Barrientos – Doutorando em Ciência Política-USP

Maria Aparecida Abreu – Doutora em Ciência Política-USP

Pedro Feliú – Doutorando em Ciência Política – USP

Fernando Gonçalves Marques – Doutorando em Ciência Política-USP

Petronio De Tilio Neto – Doutor em Ciência Política-USP

José Paulo Martins Junior – Doutor em Ciência Política-USP

Renato Francisquini – Doutorando em Ciência Política-USP

Júlio César Casarin Barroso Silva – Doutor em Ciência Política-USP

Francisco Toledo Barros – Mestrando em Arquitetura e Urbanismo

Marcia Dias da Silva – Mestre em História Social — USP

Maira Rodrigues – doutoranda em Ciência Política – USP.

Ivana Pansera de Oliveira Muscalu – Mestranda História Social — USP

Renata Lopes Costa Prado — Doutoranda do Programa de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano — USP

Emi Koide – Doutora em Psicologia – USP

Mario Tommaso Pugliese Filho – Mestre em Literatura Brasileira – USP.

Gabriela Viacava de Moraes – Mestranda em Literatura Brasileira – USP

Tatiane Reghini Matos – Mestranda em Letras – USP

Andréia dos Santos Meneses – Doutoranda em Letras – USP

Kátia Yamamoto – Mestranda em Psicologia USP

Lygia de Sousa Viégas  – Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano da USP.

Daniel Gomes da Fonseca – Mestrando em Teoria Literária e Literatura Comparada – USP

Michelangelo Marques Torres — mestrando na Unicamp e graduado pela USP

Luana flor Tavares Hamilton – mestrança em psicologia — USP

Renan Honório Quinalha – mestrando em Sociologia Jurídica na USP

Adriana De Simone – Doutora em Psicologia – IP/USP

Grazielle Tagliamento — doutorado PST — USP

Tamara Prior- mestranda em História Social — USP

Airton Paschoa —Mestre em Literatura Brasileira – USP

Daniela Sequeira – mestra em Ciência Política – USP

Thaís Brianezi Ng — doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental – USP

Davi Mamblona Marques Romão – mestrando – PSA – Psicologia

Rafael Godoi – Doutorando em Sociologia -USP

Vanda Souto – Mestranda em Ciências Sociais – UNESP – Marília

Pedro Rodrigo Peñuela Sanches – Mestrando em Psicologia USP

Grazielle Tagliamento – Doutoranda Psicologia – USP

Monica Loyola Stival – Doutoranda em filosofia – USP

Tatiana Benevides Magalhães Braga Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP

Regina Magalhães de Souza, doutora em Sociologia — USP

Ludmila Costhek Abilio – Mestre em sociologia – USP

Gabriela Viacava de Moraes – Mestranda em Literatura Brasileira –  USP

Tatiane Reghini Matos – Mestranda em Letras – USP

Andréia dos Santos Meneses – Doutoranda em Letras – USP

Edson Teles – doutor em Filosofia — USP

Julia Maia Peixoto Camargo – Graduanda em Ciências Sociais-USP

Rodnei Nascimento – Doutor em filosofia – USP.

Rafael Luis dos Santos Dall’olio – Mestrando em História Social — USP

Ana Aguiar Cotrim – Doutoranda em Filosofia — USP

Tercio Redondo – Doutor em Literatura Alemã — USP

Maria Cláudia Badan Ribeiro Doutora em História Social — USP

Pedro Mantovani- Mestrando em Filosofia- USP

Stefan Klein – Doutorando em Sociologia – USP

Wagner de Melo Romão, doutor em Sociologia —USP

Maria de Fátima Silva do Carmo Previdelli –  Doutoranda em História Econômica — USP

Felipe Pereira Loureiro – doutorando em História Econômica — USP

Thiago de Faria e Silva – Mestre em História Social — USP

Marcus Baccega — Doutor em História Medieval — USP

Luciana Moreira Pudenzi – Mestre em Filosofia – USP

Daniela Jakubaszko – Doutora em Ciências da Comunicação pela ECA-USP

Leo Vinicius Maia Liberato, ex-pos-doutorando no Departamento de Filosofia da USP

Maria Lívia Nobre Goes – Graduanda em Filosofia-USP

Agnaldo dos Santos – Doutor em Sociologia – USP

Annie Dymetman doutora em Ciências Sociais — USP

Evandro NoroFernandes — Mestre em Geografia- USP

Wilma Antunes Maciel  –  Doutora em História Social — USP

Luciano Pereira – Doutor em filosofia –  USP

Guilherme Varella, mestrando em Direito de Estado

Constância Lira de Barros Correia Rodrigues Costa – Mestranda em Ciência Política – USP

Ester Gammardella Rizzi – Mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito – USP

Cristiana Gonzalez  – mestranda em sociologia — USP

Rafaela Aparecida Emetério Ferreira Barbosa – Mestranda em Direito do Trabalho – USP

Franco Nadal Junqueira Villela – Mestre em Ciência Ambiental — USP

Clara Carniceiro de Castro, doutoranda em Filosofia-USP

Marcelo Netto Rodrigues – mestrando em Sociologia — USP

Elisa Klüger — mestranda em sociologia — USP

Marilia Solfa – Mestre em Arquitetura – USP

Pedro Feliú – Doutorando em Ciência Política – USP.

Renato Francisquini, doutorando em Ciência Política – USP

Júlio César Casarin Barroso Silva – doutor em Ciência Política – USP

Andreza Davidian – mestranda em Ciência Política – USP

Andrea Kanikadan – doutorando em Ecologia Aplicada na ESALQ em Piracicaba.

Miguel Barrientos – Doutorando em Ciência Política – USP

Diogo Frizzo – Mestrando em Ciência Política – USP

Vinicius do Valle – Mestrando em Ciência Política — USP

Carolina de Camargo Abreu – Doutoranda em Antropologia – USP

Tatiana Rotolo- Mestre em Filosofia pela USP

Pedro Ivan Moreira de Sampaio – Graduando em Direito PUC-SP e Filosofia – USP

Thaís Brianezi Ng, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental — USP

André-Kees de Moraes Schouten – Doutorando em Antropologia Social — USP

Alvaro Pereira – Mestre em Direito — USP

Vinícius Spira – mestrando em Ciências Sociais – USP

Rafael Faleiros de Pádua, doutorando em Geografia-USP

André Luis Scantimburgo – Mestrando em Ciências Sociais pela UNESP de Marília/SP.

Rosemberg Ferracini – Doutorando em Geografia Humana – Universidade de São Paulo — USP

Lucas Brandão – Mestrando em Sociologia-USP

Márcia Cunha – doutoranda em Sociologia – USP

Nilton Ken Ota – doutor em Sociologia – USP

Felipe Figueiredo – Bacharel em Letras – USP

Bruno Boti Bernardi – Doutorando em Ciência Política – USP

Roberta Soromenho Nicolete – Mestranda em Ciência Política — USP

Lara Mesquita – Mestre em Ciência Política — USP

Milene Ribas da Costa – Mestre em Ciência Política – USP

Katya dos Santos Schmitt Parcianello – mestranda em História Econômica/ USP

Alcimar Silva de Queiroz – Doutor em Educação – USP

Paulo Vinicius Bio Toledo – mestrado Artes Cênicas

Ruy Ludovice — mestrando em Filosofia — USP

Pollyana Ferreira Rosa – Mestranda em Artes Visuais – USP

Patrícia de Almeida Kruger – Mestranda em Letras — USP

Giselle Cristina Gonçalves Migliari – Mestranda em Literatura Espanhola — USP

Wellington Migliari – Mestre em Literatura Brasileira – USP

Diana P. Gómez – Mestranda Antropologia Social

Simone Dantas – Mestranda em Letras-USP

Eduardo Zayat Chammas, mestrando em História Social — USP

Maristela de Souza Pereira – Doutoranda em psicologia — USP

Virginia Helena Ferreira da Costa  – Mestranda em filosofia — USP

Gustavo Motta – mestrado Artes Visuais – USP

Luiz Fernando Villares, doutorando Faculdade de Direito — USP

 

 

 

 

 

Igreja de Crateús (1964-1998): Uma experiência popular e libertadora

Neste livro, escrito a muitas mãos, relatam-se experiências de uma comunidade que decidiu criar um novo modo de “ser Igreja”. Os autores, Dom Antônio Batista Fragoso, Pe. Eliésio dos Santos, Luiz Gonzaga Gonçalves, Alder Júlio Ferreira Calado e João da Cruz Fragoso, partilham nestas páginas, trechos significativos de uma caminhada eclesial feita sob o signo da Igreja dos Pobres. O livro pode ser lido a partir deste link http://www.4shared.com/document/PGfSLtGR/Igreja_de_Crates_Uma_experinci.html?

Adolfo Pérez Esquivel: Los derechos humanos en la Argentina de Hoy

El autor es Premio Nobel de la Paz, y miembro del SERPAJ-Servicio de Paz y Justicia da Argentina.

Es necesario señalar que los derechos humanos y la democracia son valores indivisibles desde su comprensión integral como derechos de los pueblos.

La ONU durante la Conferencia Mundial realizada en Viena, Austria, en 1993 avanzó en comprender los derechos humanos desde su integridad: la autodeterminación, el desarrollo, la soberanía, el derecho al ambiente y los recursos y bienes naturales.

Es necesario clarificar que quien viola los derechos humanos es el estado.

Los asaltos, asesinatos, robos, etc. son delitos que deben ser juzgados de acuerdo a las leyes vigentes que rigen en el país. Es necesario clarificar estos conceptos frente a una creciente confusión sobre quiénes son responsables de violar estos derechos.

La Argentina vivió a través de su historia graves violaciones de los derechos humanos y de los pueblos dejando profundas huellas en la vida de las comunidades indígenas que sufrieron bajo la conquista española, sometiéndolos a la esclavitud y represión y posteriormente los esclavos africanos. Incluso pasadas las luchas por la independencia y la abolición de la esclavitud en 1813 se continuó cometiendo atrocidades como en la llamada Campaña del Desierto.

El país sufrió en la segunda mitad del siglo XX la sucesión de gobiernos pendulares entre dictaduras y gobiernos civiles débiles, hasta la última dictadura que se impuso en el país utilizando métodos aberrantes desde la doctrina de seguridad nacional que marcó con dolor y sufrimiento al pueblo argentino desde 1976 hasta 1983.

No podemos dejar de lado en esta breve referencia a la “Triple A” y su política represiva encubierta durante el gobierno de Isabel Perón y el accionar de las guerrillas en el país.

Es un capítulo marcado por los olvidos intencionados que dicen que nada pasó antes y después de la dictadura militar. Pero debemos tener una lectura profunda y sincera de lo vivido y las consecuencias que tuvo para nuestro pueblo.
C e r r a r
Acotar los derechos humanos a la época de la dictadura militar y los horrores que vivimos en el país, es escamotear la memoria a nuestro pueblo y burlar su derecho a la justicia y la verdad . Este derecho no puede estar sometido a la manipulación política.

Durante el gobierno de Raúl Alfonsín y con todas sus contradicciones se logró el juicio a las tres primeras juntas de los comandantes de la dictadura militar. Posteriormente se produce un fuerte retroceso del gobierno bajo presión militar y falta de coraje, al imponer las leyes de impunidad, de punto final y obediencia debida; los indultos a los genocidas impuesto por el gobierno de Carlos Menem, profundiza la impunidad jurídica.

Néstor Kirchner, durante su gobierno, asumió los reclamos de los organismos de derechos humanos y la sociedad en general y el parlamento sanciona la nulidad de las leyes de impunidad, lo que permitió abrir caminos para lograr los juicios a los represores y superar la impunidad jurídica. Es un fuerte avance para afirmar el estado de derecho.

La Argentina ha marcado caminos. La justicia federal juzga a los responsables de crímenes de lesa humanidad logrando un avance significativo en el fortalecimiento de la justicia y la democracia, y sentando precedentes jurídicos ejemplares en el país y en el mundo.

La situación de los derechos humanos en la Argentina actual, tiene luces, sombras y matices, no solo en la política nacional, sino en las decisiones de los gobiernos provinciales. La reforma constitucional del año 1994 establece que la Argentina es un país federal, pero cuando vemos las prácticas de los gobernadores, son más feudales que federales y se demuestra en graves violaciones a los derechos humanos.

La discriminación y persecución a los pueblos originarios es un ejemplo de esto. El problema de los territorios y derechos indígenas violados sistemáticamente, víctimas de los gobiernos provinciales, de una justicia sometida al poder político, son casos concretos que hemos podido ver últimamente en la provincia de Formosa, en la comunidad Qom, La Primavera, sometida a la represión, muerte y cárcel por parte del gobierno formoseño.

Este problema territorial representa la discriminación de sus culturas y valores, y una violación de los derechos de los pueblos que debieran estar protegidos de acuerdo a la constitución nacional en su artículo 75, al convenio 169 de la OIT y a la Declaración Universal de los Pueblos Originarios, proclamados por las Naciones Unidas.

Las continuas violaciones de los derechos humanos en el sistema penitenciario.
Hoy las cárceles son depósitos humanos que degradan la dignidad de la persona. El hacinamiento, las condiciones de encierro, la superpoblación y deterioro edilicio, la aplicación de torturas y trato cruel y degradante, así como la situación de las mujeres y sus niños en las prisiones, requieren de políticas públicas para resolver los problemas existentes. Situaciones semejantes viven los institutos penitenciaros de todo el país. Las comisarías continúan ejerciendo la violencia, situación que desde la Comisión por la Memoria de la provincia de Buenos Aires venimos denunciando y sobre la que hemos propuesto soluciones, como la creación de la policía judicial que dependa de la corte suprema de justicia.

Los problemas de la infancia, el aumento de los niños y jóvenes en estado de riesgo social, los chicos en situación de calle. Desde esferas oficiales y medios de comunicación se busca bajar la edad de imputabilidad para penalizarlos y llevarlos al encierro en institutos que agravan la situación de vida de los mismos.

Si bien hay programas de atención a la infancia, no son suficientes y faltan de políticas públicas para dar contención y prevención sobre las adicciones, el control de la prostitución y la trata de personas. Sepamos que son los niños, niñas y jóvenes los que soportan el flagelo de la violencia social y estructural que afecta a nuestra sociedad y que tiende a aumentar.

Aclaremos que no son políticas de estado la situación de violencia institucional. Son remanentes y prácticas de las fuerzas de seguridad desde la dictadura, que no han sido erradicadas. Lo que urge es la reforma de los planes de estudio y ejercicio aplicado de estas fuerzas.

En las últimas décadas han surgido con fuerza los derechos ambientales frente al deterioro de los recursos y bienes naturales, situación que afecta a gran parte de la población en nuestro país y a escala planetaria.

Los monocultivos y destrucción de la biodiversidad, los desmontes y daños ambientales irreparables son provocados en gran medida por quienes privilegian el capital financiero sobre la vida de los pueblos. A esta situación se suma la falta de control por el gobierno nacional y los gobiernos provinciales, sobre los daños provocados por los agro tóxicos como el glifosato utilizado en gran parte en los monocultivos de soja, habiéndose comprobado daños a la salud de los pobladores y malformaciones en los recién nacidos. Esta situación no la desconocen las autoridades y sin embargo la toleran con total impunidad.

La gran minería está dañando la vida de la población. La extracción de minerales como el oro, la plata, cobre y minerales estratégicos, utilizando el cianuro y el mercurio que penetran en las napas de agua afecta directamente a la población humana, animales y vegetales. El saqueo es inmenso, se llevan el 97 % de los recursos con una simple declaración jurada, sin control alguno y dejan destrucción y muerte.

Minerales de los cuales no se habla y que son prácticamente desconocidos por la gran mayoría de la población también debemos tomarlos en cuenta. Las llamadas “Tierras raras” disponen de minerales utilizados por la gran industria siendo de alto valor estratégico en el actual y futuro desarrollo de la humanidad.

Hoy los países que encabezan la explotación y demanda de las “Tierras raras” son en primer lugar, China, seguida por los Estados Unidos. Debemos estar atentos.

La desertificación del país va avanzando ante la total indiferencia y complicidad de los gobiernos. La ONU ha hecho un llamado de alerta a la responsabilidad y conciencia de la humanidad, poniendo su acento en los bienes y recursos naturales, como el agua y la biodiversidad, cada vez más escasos y el reclamo sobre la soberanía alimentaria. El informe de la FAO es aterrador, por día mueren en el mundo más de 35 mil niños de hambre. En nuestro país la mortalidad infantil alcanza a cerca de 25 niños por día.

La Argentina aún está a tiempo de revertir la situación y asumir el desafío de recuperar la soberanía perdida. Se necesita decisión, coraje político y la acción de todos los sectores sociales, políticos y económicos, así como el apoyo de las iglesias, para hacer frente a la devastación de los bienes del pueblo y recuperar las empresas base, el territorio y los recursos estratégicos para la vida y desarrollo del país. En esto consiste hoy, la lucha integral por los derechos humanos.

Gentileza de Évelin Torre, 03 – 11 – 11

http://la5tapatanet.blogspot.com/2011/11/los-derechos-humanos-en-la-argentina-de.html

Debate empobrecido

No geral, a Grande Mídia tratou o recente caso da ocupação da reitoria da USP por estudantes da universidade como algo que, no final das contas, se resumiu a um protesto pela liberdade de fumar maconha no campus da instituição.

Com isso, os principais veículos de comunicação do país empobreceram um debate que tem lá sua importância social. Lamentável.

O que o conservadorismo e os interesses políticos e econômicos não deixaram transparecer  é que a ocupação da reitoria não foi motivada pela exigência do direto de usar drogas no campus da USP, mas por uma questão ideológica, cuja raiz remonta ao alegado autoritarismo associado à atual gestão da reitoria da instituição, comandada pelo advogado João Grandino Rodas. Vale destacar que o governo de São Paulo é um dos grandes anunciantes de emissoras de TV, jornais e revistas e que Rodas é conhecido aliado do governador do estado, Geraldo Alckmin.

Alunos, professores e funcionários da USP vêm apresentando reclamações quanto a determinadas medidas tomadas pela reitoria, muito criticada por manter níveis mínimos de diálogo com a comunidade local. E, entre as diversas iniciativas contra as quais vêm protestando os corpos doscente e discente da instituição, estaria a manutenção de um convênio com a polícia militar do estado de São Paulo, que prevê a atuação da corporação no  campus para reforço da segurança local. Ou seja, essa era apenas uma das reivindicações dos estudantes, não respondendo, por conseguinte, por toda uma conjuntura que levou à revolta dos estudantes.

 

Imagens dos estudantes mascarados como bandidos rodaram o país: erro de estratégia dos jovens; malícia e manipulação por parte da mídia

O grande “problema” é que o estopim para a ocupação da reitoria não foi motivado pelas denúncias quanto aos projetos milionários executados pela reitoria e que não passaram por devida fiscalização, tampouco pelo fato de o reitor Rodas ter nomeado  um de seus assessores políticos e o filho da reitora anterior, Suely Vilela como procuradores da USP, cargos que demandam aprovação via concurso público. O que acabou incitando os estudantes foi uma “dura” policial sofrida por colegas que fumavam maconha no campus.

Isso foi o bastante para que comentaristas da Grande Mídia afirmassem que tudo isso se trata apenas de “um bando de mimadinhos sustentados pelos pais que não têm mais o que fazer”.

Não que os estudantes estejam cobertos de razão. Aliás, talvez tenham pecado por não haverem se manifestado em outro momento ou apostado numa pauta que não pudesse ser facilmente manipulada, abrindo espaço para sua representação como movimento em defesa da não repressão ao uso de drogas – algo que, num país de povo conservador e de baixa instrução como o Brasil, leva inevitavelmente ao repúdio da massa telespectadora.

Mas não é de todo incompreensível o porquê desse momento em específico para o agito. Afinal, ver o amigo ou colega sendo abordado bruscamente pela PM – que já vinha, segundo alunos e professores, há tempos abordando de maneira indiscriminada a população do campus – e sendo levado preso por fumar maconha é algo que gera uma adrenalina a mais no sangue dos jovens.

É preciso, neste ponto, deixar claro que não se está aqui considerando ser correto fumar maconha e exigir não ser punido por isso. A lei proíbe que se fume a erva e, apesar da hipocrisia, inconsistência e obsolescência de tal proibição, estará errado quem o fizer e, por isso, sujeito às sanções penais.

A questão fundamental é que a PM – cuja imagem já é bastante degradada país afora – possui uma estrutura eminentemente autoritária, projetada para o confronto e que, por isso, forma agentes, em sua maioria, truculentos e com baixo nível de educação. Além disso, são mal remunerados e, portanto, desvalorizados. Como freqüente resultado da triste combinação, estão policiais militares que, entre outros delitos, estão mais que habituados a inflar seus injustos salários com propinas, tais como as conseguidas junto a usuários de maconha.

Outro ponto crucial é que a própria atuação da PM dentro do campus da USP não vem sendo pautada pela proteção a crimes contra a pessoa humana, mas, segundo relatos de alunos e professores, principalmente pela coibição, muitas vezes feita de forma violenta e até provocativa, do uso de drogas.

Mais uma vez, registra-se que coibir tal prática não é errado. No entanto, o que se procurou discutir com a ocupação da reitoria foi a prioridade dada pela PM para esse tipo de ação, a maneira como as abordagens vinham sendo feitas e, por último,  a política de repressão ao uso de drogas – que, como o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tucano assim como Geraldo Alckmin, já declarou – é uma estratégia ineficaz, dispendiosa e geradora de maiores índices de violência mundo a fora.

Há também outro agravante que faz dessa situação algo ainda mais distante de um simples “chilique de mimados drogados de classe média”: as universidades são, por excelência, um espaço de contestação. Será que, logo ali, na universidade mais tradicional do país, era preciso que o governo do estado, em pleno século 21, colocasse uma tropa de choque da polícia para tirar os alunos da reitoria? E que a universidade siga orientando a atuação de PMs dentro do campus no sentido de priorizar o combate ao uso de maconha?

Isso reflete justamente a batalha ideológica que está no cerne da agora já finda ocupação da reitoria. O que o movimento buscava era uma mudança de postura dos gestores da universidade, para que se comprometessem a dialogar com os professores, alunos e funcionários da instituição antes de impor medidas que afetam diretamente a comunidade do campus, e adotassem maior transparência nos projetos ali executados.

Só mesmo seres absolutamente irracionais invadiriam a reitoria de uma das maiores universidades do país para protestarem pelo direito de fumar maconha sem ser incomodado pela polícia, como se fossem cidadãos diferenciados do resto. Não obstante, ficou fácil para os meios de comunicação passarem a mensagem de que o tão sofrido povo brasileiro está sustentando, via impostos, um bando de maconheiros em uma universidade federal.

Realmente lamentável.