Resumo Oficial: Sandra e Amélia

Vida que segue. Temer, Cunha e a tucanada agradecem…


O texto é curto. O objetivo é apenas narrar como ficou a vida das pessoas depois de toda essa turbulência política.
Sandra, mulher de classe média alta, passa bem. Dermatologista, nunca se aprofundou na política a não ser pelos programas assistidos na Globo News. Sempre lavou as mãos, votando nos tucanos. Dizia para os afins:
-Gente séria, qualificada. Nunca ouvi nenhum escândalo, nunca ninguém foi preso. Além do mais, tem que ensinar a pescar e não dar o peixe.
Há de se destacar que ela não perdeu nenhum ato pró Impeachment na praia de Copacabana. Desde que todo movimento começou deixou uma bandeirinha do Brasil presa na janela, em sinal de protesto. Afirma que só age pelo bem do povo, pelo melhor do país.
Amélia é aposentada. Assim como Sandra, nunca se entusiasmou com a política. Até lia uma coisa ou outra, normalmente romances e o Jornal O Globo. Sentindo-se informadíssima, emitia opiniões com pujança e soberba. Assim como a outra, participou ativamente dos movimentos que pediam o impeachment da Presidenta.
Ao assistirem a votação na Câmara, ambas execrarem as falas dos parlamentares, como se não tivessem culpa de absolutamente nada. Isentaram-se do que foi visto, uma vez que elas só queriam o PT fora do Governo, o fim da corrupção e do Comunismo. Que Comunismo eu não sei, mas era isso que elas sempre diziam.
Com relação ao fim do décimo terceiro, programas de educação, habitação, CLT e o projeto de terceirização, elas lamentam com um simples comentário de pesar: “Que pena”. Mas nada disso irá afetar a rotina de ambas. A famosa ponte para o futuro será trágica, assim como o fim da tão venerada operação Lava Jato. Mas se prenderem o Lula, para elas já basta. No fundo, no fundo, mas bem no fundo mesmo, elas são contra a corrupção. Inclusive, ultimamente elas têm dito que o Cunha realmente é um sujeito perigoso, mas preferem finalizar o debate afirmando que o Brasil não tem jeito.
Alguém se deu mal nessa história? Se pararmos nas duas, não. Mas tem o Osório, que parou de estudar para ajudar a família aos quinze anos. Atualmente, trabalha de coveiro no cemitério do Caju. O sonho da casa própria, a viagem que faria com o décimo terceiro para sua terra natal e a faculdade que sonhara para o filho ficarão enterrados exatamente como os defuntos que chegam até ele no cemitério.
Mas o Osório pouco importa. Imagina se a gente for se preocupar com cada Osório que tem pelo Brasil? Não há Estado que aguente.
Foto(*): ocafezinho.com

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