Repúdio à violência contra os professores paranaenses

A Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio se solidarizam com os professores da rede estadual de educação do Paraná que foram, nesta quarta-feira, 29 de abril, vítimas da truculência policial quando protestavam contra um projeto de lei que altera a previdência dos servidores do estado. As imagens de policiais usando bombas de gás lançadas de helicótero, cachorros, spray de pimenta, jatos de água e balas de borracha contra os manifestantes nos causa revolta, inquietação. ENSP e EPSJV, unidades da Fiocruz que se dedicam ao ensino, lamentam profundamente que num país cujo lema prioriza a educação e a formação de cidadãos com compromissos éticos haja tamanha incoerência no tratamento de uma classe tão fundamental para a sociedade.

Os acontecimentos ocorridos em Curitiba constituem uma escalada da violência e criminalização estatal sobre todos aqueles que lutam pelos direitos sociais. Afirmar que os policiais reagiram “para proteger a própria vida”, ou sequer reconhecer o excesso de violência cometido contra os profissionais de ensino é um desrespeito ao estado democrático e aos direitos conquistados por toda população brasileira.

Entenda o caso

De acordo com a apuração dos principais jornais do país, o confronto entre manifestantes e policiais deixou pelo menos 180 feridos. Segundo a Prefeitura de Curitiba, foram feitos 160 atendimentos na rede municipal e nos hospitais. O governo do Paraná afirma haver 20 policiais feridos. Um contingente de 1600 policiais foram escalados para cercar a assembleia legislativa e impedir a entrada dos professores durante a votação do projeto de lei, que acabou aprovado por 31 votos a 20.

Fonte: Informe ENSP
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/37607

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