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Quem matou o mariscal? Cerro Corá, 1º de março de 1870: Entre a história e o mito

Em 1° de março de 1870, Solano López falecia em Cerro Corá, quando do último combate da guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai. Então, suas tropas mal superavam os quatrocentos combatentes, sobretudo velhos, adolescentes e crianças, famintos e mal armados. Ferido mortalmente por golpes de lança e espada, Solano López internou-se nas matas próximas, morrendo nas margens do arroio Aquidabán-nigüí.

A conclusão da guerra, com a morte suspeita do presidente e mariscal dos exércitos paraguaios, causou desconforto geral, mesmo no campo aliancista, registrado pelos relatos contraditórios apresentados pelo general sul-rio-grandense Correia da Câmara, presente quando do falecimento do mariscal-presidente. Em sentido contrário, ensejou a construção de legendas patrióticas paraguaias sobre aqueles derradeiros sucessos. O artigo abordará os fatos e discutirá o sentido político-ideológico de suas versões.

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Por Mário Maestri

72, porto-alegrense, é doutor em História pelo Centro de Estudos Africanos da UCL, Bélgica. Refugiou-se no Chile e na Bélgica devido militância quando da Ditadura Militar (1964-85). Lecionou em cursos de gradução e pós-graduação no RJ e RS. Publicou livros sobretudo sobre a escravidão colonial no Brasil, Paraguai, Bélgica, França, Itália. Contato: maestri1789@gmail.com

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