Protesto em São Paulo: ocupação exige 20 mil moradias no centro da cidade

Ocorreu por volta da meia-noite e meia dessa madrugada, dia 7 de janeiro, a ocupação do antigo escritório do Projeto Nova Luz na Rua Couto de Magalhães, centro da cidade de São Paulo. Encabeçada pela ULC e o MMRC, a manifestação marca o início da jornada de lutas em Defesa da Moradia Digna na Cidade São Paulo em 2013…

Ocorreu por volta da meia-noite e meia dessa madrugada, dia 7 de janeiro, a ocupação do antigo escritório do Projeto Nova Luz na Rua Couto de Magalhães, centro da cidade de São Paulo. Encabeçada pela ULC (Unificação das Lutas de Cortiços) e o MMRC (Movimento de Moradia da Região Centro), a manifestação marca o início da jornada de lutas em Defesa da Moradia Digna na Cidade São Paulo em 2013. Os movimentos exigem negociações com a Prefeitura e desejam apresentar sua pauta de reivindicações ao prefeito Fernando Haddad (PT), que até o momento não se pronunciou sobre a questão.
No mesmo horário a Central de Movimentos Populares (CMP) também ocupava um prédio vazio no bairro Belém. Localizado na Rua Celso Garcia, 2092, o antigo edifício Santo André foi ocupado por cerca de 200 moradores sem teto.
Em campanha no ano passado, Haddad se comprometeu a construir 55 mil casas  na cidade, em especial na área central, considerando que o problema da habitação é um dos mais graves do município. A indicação pelo PP (Partido Progressista), de Paulo Maluf, do nome de José Floriano de Azevedo Marques Neto para a Secretaria Municipal de Habitação à época foi recebida com receio por parte dos movimentos sociais.
A cidade de São Paulo possui cerca de 130 mil famílias sem moradia, segundo estimativa da Secretaria Municipal de Habitação. Sidnei Pita, membro da executiva estadual da União dos Movimentos de Moradia, diz que a ocupação no centro não deve ser a última, já que “a situação está insustentável e a luta está só começando”.
Leia abaixo as reivindicações dos movimentos sociais:
“Defendemos o atendimento às famílias encortiçadas, moradoras das áreas centrais, agilidade nas desapropriações dos prédios vazios, a retomada do programa para famílias Sem Teto no Centro, e ainda a retomada de projetos como a vila dos idosos.
Defendemos a ampliação do valor humilhante do programa parceria social e defendemos a majoração destes valores para no mínimo 700 reais mensais, como forma de garantir o mínimo de dignidade para as famílias que foram despejadas pela Prefeitura Kassab/Serra. Não ao cheque despejo!!! Exigimos 20 MIL moradias no centro da Cidade em parceria com os Movimentos dos Sem Teto.
Defendemos um pacto contra os despejos em função dos megaprojetos, megaeventos, das operações urbanas, projeto nova luz, e outros projetos imobiliários.
Defendemos o atendimento das famílias moradoras em áreas de risco, indenizações justas e, programas dignos de reassentamento para as famílias, considerando que mais 70% das pessoas destas Comunidades, são de mulheres chefes de família.
Defendemos investigação dos incêndios em favelas, com a retomada de programas de prevenção de incêndios com garantia de moradia.
Defendemos a retomada dos processos de participação popular, na política habitacional, com a eleição do Conselho Municipal de Habitação que foi barrado pela justiça”.
(*) Fonte: Caros Amigos.

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