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Por que voto em Dilma Rousseff

dilmaCheguei ao Brasil no ano de 1977, fugindo de situações difíceis criadas pela ditadura que assolava a Argentina. Encontrei aqui um país que começava a sair das trevas de uma outra ditadura.
Organizações e pessoas em luta pela anistia, as liberdades democráticas, o retorno à normalidade institucional. Muito tempo passou desde esses anos.
Nos últimos tempos, tenho percebido que uma enorme quantidade de pessoas vem se incorporando à cidadania, como consequência de ações políticas oriundas do governo central do Brasil, em sucessivos governos do PT, o Partido dos Trabalhadores.
Gente pobre nas universidades. Gente pobre viajando de avião. Gente pobre com atendimento médico (atendimento deficiente, mas atendimento em fim). Há muito mais a ser feito para que o Brasil seja um país igualitário, e para que isto aconteça, é necessário o trabalho somado de vastos setores da cidadania.
Acredito que as questões políticas sejam assunto do interesse de todos os cidadãos e cidadãs. Não apenas o governo ou os partidos. Se faz política em casa, na família, no bairro, na rua, onde houver gente, há política. Há disputas pelo poder, há construção ou destruição de espaços de cidadania.
Ultimamente, venho tomando consciência sobre a Terapia Comunitária Integrativa como uma forma de ação política. Uma forma de construção de espaços nos quais as pessoas fazem ouvir a sua voz, uma voz plural e circular, uma voz múltipla e diversa que desfaz prisões nascidas da dominação capitalista e oligárquica.
Na Terapia Comunitária Integrativa emergem pessoas mais autônomas, mais confiantes em si mesmas, conscientes de que a vida supõe compromisso. Pessoas que não apenas reclamam do governo e da dominação capitalista, mas que constroem, na contramão, espaços de liberdade e vida plena.
Acredito que como cidadão, tenho o dever de me pronunciar em favor de uma ação política no plano governamental, que seja mais afim aos meus ideais: mais oportunidades para todos e todas, mais respeito às diferenças, mais acesso das pessoas aos bens coletivos (saúde, educação, emprego, transporte, cultura).
Por tudo isto, porque acho que tenho um dever para comigo mesmo e para com o país que me acolheu, é que voto em Dilma Rousseff para a presidência da república.

Por Rolando Lazarte

Escritor e sociólogo. Terapeuta Comunitário. Professor aposentado da UFPB. Membro do MISC-PB Movimento Integrado de Saúde Comunitária da Paraíba. Vários dos meus livros estão disponíveis on line gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/

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