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O sentido de uma vida plena

Nos dias de hoje parece ter-se instalado uma espécie de irrealidade, uma indiferença, uma confusão generalizada.

O que em outros tempos estava circunscrito a algumas poucas pessoas que não tinham muita noção de nada e simplesmente repetiam coisas que lhes punham na cabeça, hoje está espalhado como uma forma natural de ser e estar.

Não é. Não têm nada de natural eu odiar ou eu permitir que uma pessoa (eu inclusive) seja agredida ou humilhada ou desrespeitada pelo simples fato de que alguém ignora que isso não deva ser praticado.

Se antigamente eram alguns poucos abestalhados (ou não tão poucos, mas estavam escondidos e escondidas) os e as que sustentavam o que lhes metiam na cabeça, essa indústria e os seus resultados está hoje espalhada.

A possibilidade de um agir autêntico e pessoal, próprio e escolhido, continua a ser, no entanto, o pré-requisito sine qua non para uma existência humana.

Quando isto não acontece, o que temos são hordas de gente desqualificada indo nesta ou naquela direção, atropelando e destruindo ou tentando destruir aquilo mínimo e essencial de que consiste a vida social.

O sentido estas reflexões é o de restabelecer parâmetros mínimos de respeito e consciência, que nos permitam uma vida que mereça ser vivida.

Não apenas subsistência, meia-vida, mas vida plena.

E o que é uma vida plena? É uma vida própria e pessoal, minha, escolhida e decidida por mim. Eu no comando. Quando digo “eu”, estou dizendo algo concreto, definido, cujos contornos conheço e continuo a conhecer dia a dia.

Saindo das generalizações e padronizações, que obviamente não me refletem, venho para mim. Um “mim mesmo” cuja natureza, dimensões e alcances apenas eu posso e devo conhecer.

Não fazer isto, se des-conhecer, é abrir a porta para o inimigo ou a inimiga. O conhecimento de si mesmo e de si mesma, por tanto, é o primeiro e principal requisito para uma vida humana. Para isto servem a filosofia e a sociologia, a arte e a vida cotidiana, entre muitas outras veredas.

O que não serve é o fazer de conta. Uma vida copiada, imitada, irrefletida. Isto é o que nos vai ausentando de nós mesmos, em direção a uma morte em vida. Não é necessário que eu morra para que alguém viva.

Eu quero viver, e este jogo e esta luta é um empenho prazeroso, dificultoso, trabalhoso e gostoso. Tudo isto e muito mais. Não importa a idade que tenhas, não desistas de ti mesmo ou de ti mesma! Só se vive uma vez. Que esta seja tua!

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