O povo tem força e só precisa descobrir

“O poder na política há anos só se restringe à elite… Que Deus nos ajude a reverter esse quadro e que o povo eleja homens do povo, chega de figurinhas marcadas, chega de sacanagem” – esse é o início e o fim da reflexão de um presidiário…

O poder na política há anos só se restringe à elite. Como o próprio nome diz – Política – Coligações, alianças, interesses e prostituição.
Todos se vendem em troca de algum benefício próprio ou de seu grupo ou partido. Muitos ao ingressarem na política vêm com intuito de ajudar o povo menos favorecido, mas ao se depararem com tanta falcatrua acabam se contaminando com o vírus da corrupção; que ao meu ver contamina 85% dos políticos.
Logo num país belo, de belezas mil, onde tudo que se planta dá, com petróleo em abundância. Um país auto-sustentá vel, no qual o que temos de melhor é importado.
Temos tudo na mão, na mão de uma minoria que está com a maior renda concentrada em suas mãos. Onde os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. O presidente da nossa nação, Luiz Inácio Lula da Silva, vulgo Lula, homem de família, humilde operário sindicalista, que deveria lutar também, se vendeu para virar presidente da nação. Marionete, fantoche patrocinado por empresários à mercê de seus interesses, os donos de banco nunca lucraram tanto na história do seu país em cima do povo.
Um verdadeiro mar de lama, um governo de homens que fizeram coisas piores que os piores bandidos do Brasil. O filho do presidente enriqueceu absurdamente nos últimos oito anos, por exemplo. Mensalões, desvios de verbas públicas, bolsa esmola, assistencialismo barato…
O povo não tem noção do patrimônio adquirido pelos governantes. Quem ousa investigar, ou morre ou é exonerado. E o povo se ilude com o crédito fácil de celular, dvd, tela de plasma e microondas, em dez vezes nas Casas Bahia. E depois reelegem os mesmos sacanas, os mesmos Fernandos Collor, os mesmos Sarneys, os mesmos, povo de memória curta. Os meios de comunicação abafam o caso e contam versões contraditórias e depois não se fala mais nisso.
Quem matou Tancredo Neves ? Onde foi parar o Ulisses Guimarães ? PC Farias, foi queima de arquivo ? Sim.
Existe uma minoria no Brasil formada por empresários que mandam no país, faz o que quer, manipula o Senado Federal, sempre aprova leis em seu benefício e de suas corporações.
Como pode um país tão grande com milhões e milhões de habitantes se deixar dominar por uma minoria ? Vamos acordar meu povo, estão arrancando nossas calças, estão nos esculachando há anos e anos.
Vamos nós mesmos tomar uma atitude!!!
Parar tudo pacificamente, tomar as ruas e tirar todos os safados do poder. O dinheiro é nosso, o petróleo é nosso, o pré-sal também, assim como todo o país, é tudo nosso. Só vamos pegar de volta o que é nosso e nunca nos foi dado.
Cadê o dinheiro do super-faturamento da Cidade da Música ? Devolva tudo, Sr Cesar Maia. Quem comprou a Varig ? E o dinheiro do Mensalão ? As obras do Pan ? E tem muito mais mesmo, quantos bilhões o povo não foi roubado nessa nossa falsa “democracia” ?
Democracia, só se for empresarial.
O poder passa de pai pra filho e não muda nada, desde o tempo dos escravos.
Vamos pegar nosso dinheiro de volta e investir em escolas, melhores hospitais, melhores salários para médicos e professores, casas populares, saneamento básico, emprego e infra-estrutura.
Chega, basta, abaixo a repressão!!!
Se fosse igual na China, onde político ladrão é fuzilado, muito poucos ainda estariam vivos por aqui.
Somos um povo de muitas raças e várias ideologias, mas a cultura de um povo se faz em não aceitar ser roubado pra início de conversa.
Veja os argentinos, nossos rivais no futebol: quando o governo deles extrapola, eles vão pras ruas, batem panela, fazem barulho, param tudo, quem não se lembra do famoso “panelaço” ?
E nós, o que fazemos ?
Nada.
Temos sangue de barata. Vamos dar um basta nisso tudo, vamos nos unir, independente de raça, credo ou classe social. Vamos parar tudo por um dia. Podemos tirar quem quiser do poder pacificamente. O povo tem a força e só precisa descobrir.
Que Deus nos ajude a reverter esse quadro e que o povo eleja homens do povo, chega de figurinhas marcadas, chega de sacanagem.
É tudo nosso!!!
(*) Alexandre Braga é presidiário, tem 36 anos, está aguardando o seu julgamento na 59º DP, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

18 respostas em “O povo tem força e só precisa descobrir”

São tantos os partidos políticos que nos “engambelam”, cada hora surge uma nova sigla, que não sabemos o que significa e nem o que quer dizer… mas os rostos são os mesmos… e a descendência é a mesma… massacram o povo com informações inúteis que paralisam nossas mentes… lembrem-se que a verdadeira revolução nesse país virá do povo, e somente do povo… senão, não é revolução !

O negócio é lutar. A maioria das pessoas acham que não podem fazer nada, mas isso é mesmo uma das formas de micropoder que estão por ai na sociedade sem nos darmos conta. Está inculcado em nossas cabeças que infelizmente não tem mais saída. MAS TEM. Quem acredita nisso não só faz parte dessa massa alienante e depravada pela sociedade como é conivente com toda essa putaria.
Tem como agir, tem como reagir!

Falta de informação de cultura deixam o povo sem saber o que realmente acontece por debaixo dos panos, os poderosos só passam as informações que eles querem e não a realidade que ocorre em todo país as promessas dos governantes em épocas de eleição que dizem que vão investir em saúde educação transportes e no final sabemos que nada muda. Isso tem que mudar só depende de nos

É isso aí garoto! Realmente esse texto é a pura realidade do nosso Páis, e veio em um momento ideal pois as eleições estão chegando como vc diz: ” O povo tem memória fraca”, acabam se esquecendo de quem são os nossos políticos, acho que é hora das pessoas se informarem melhor para que não se arrependam dos votos depois! Eles só mudam de partido, mais continuam sendo os mesmos que criam as leis que favorecem apenas a eles e
o povo não tem nenhuma chance!

as pessoas tomam as ruas mas pra ver canaval jogo de futebol onde so ganham os jogadores analfabetos ignorantes dirijindo ferrari exibindo ouro comprando masao e os idiotas quebrando as estaçoes de trem se matando pelo o que?prostitutas vacas de peito e bunda envadi nossas casas atravez da midia vira cultura nesse país e discutir sexologia em campanha contra doença sexuais e uso de camiasinha nas escolas vira polemica ,o grande mal desse país e a hipocresia ,os politicos se aproveitam disso , essa gente alienada faz o ladrao .

Pesquisa para governador do DF – 2014:
ESTIMULADA
Joaquim Roriz – 22,6%
Cristovam Buarque – 17,4%
Agnelo Queiroz – 15%
José Roberto Arruda – 8,8%
Toninho do Psol – 6,2%
Rodrigo Rollemberg – 5,7%
Maria Abadia – 2,3%
Luiz Pitiman – 2%
NS/NR – 13,10
ESPONTÂNEA
Joaquim Roriz – 10,6%
Agnelo Queiroz – 9,2%
Cristovam Buarque 4,7%
José Roberto Arruda – 4,1%
Reguffe – 1,7%
Rodrigo Rollemberg – 1,6%
Toninho do PSOL – 1,5%
Luiz Pitiman – 1,1%
Weslian Roriz – 0,5%
Maria Abadia – 0,5%
Paulo Tadeu – 0,4%
Tadeu Filippelli – 0,3%
Geraldo Magela – 0,2%
Alberto Fraga – 0,2%
Gim Argelo – 0,1%
NS/NR – 58,40%

Bueiro com lixo no Setor Terminal Norte, onde na segunda-feira um alagamento deixou motoristas ilhados
As fortes chuvas no Distrito Federal deixam à mostra velhos e conhecidos problemas no escoamento da água. Com o passar dos anos e o crescimento das cidades, o sistema de drenagem das galerias pluviais tornou-se insuficiente. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) identificou pelo menos 12 pontos de alagamento em Brasília e nas regiões administrativas. Além disso, o lixo depositado nas ruas provoca entupimentos nos bueiros e atrapalha a vazão da água.
As quadras 202, 402, 209, 210, 211 e 212 Norte, além da via que passa em frente ao Setor Terminal Norte (STN), foram consideradas críticas pela Novacap. Na Asa Sul, a 601, a 602 e a 614 também apresentam problemas durante as chuvas. Além delas, técnicos do órgão identificaram pontos de alagamento na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), próximo à entrada de Vicente Pires, no Guará e no Varjão. Na última segunda-feira, o temporal pegou os brasilienses de surpresa e expôs a vulnerabilidade dessas áreas. Na 716 Norte, na via em frente ao STN, a água subiu até a metade de pelo menos oito carros e deixou ilhados motoristas e passageiros durante uma hora e meia. Essa situação se repetiu em algumas tesourinhas.
Há anos o mecânico Ivon Amaral, 51, morador da 209 Norte, assiste de perto aos problemas trazidos pelas fortes chuvas. “Essa situação ocorre do mesmo jeito há bastante tempo. Costumo andar pela Asa Norte e não vemos equipes nas ruas trabalhando para desentupir bueiros, por exemplo. Eles continuam sujos do mesmo jeito”, alertou. Ivon também reclama da sujeira nas tesourinhas, apontada por ele como uma das principais causas de alagamentos, e das passagens subterrâneas.
O professor Ricardo Tim, 50 anos, mora na 202 Norte há 20 anos e confirmou que basta uma chuva para a rua da comercial alagar. Ele se lembrou de um vídeo postado na internet há dois anos, no qual um jovem nadava em um rio formado pela chuva na tesourinha e na comercial. “Aquele episódio foi gravado aqui na nossa quadra. Todo o escoamento da Esplanada e daquela área central vem para cá. A água só para na L2”, contou. Para o professor, essa situação ocorre devido a uma série de fatores. “Falta consciência da população para não jogar lixo na rua e deixar os bueiros entupirem, mas é preciso também uma estratégia urbanística para o governo limpar a cidade antes de o período chuvoso começar”, sugeriu.
Sujeira
Na tarde de ontem, o Correio percorreu as principais áreas apontadas como críticas pela Novacap. Após os alagamentos, sobrou sujeira e lama. Na via em frente ao Setor Terminal Norte e na 211/212 Norte, a equipe observou lixo nas grades de alguns bueiros. Por meio da assessoria de imprensa, a Administração de Brasília informou que funcionários da Novacap e do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) mantêm limpas essas bocas de lobo. O órgão afirmou que tem monitorado a situação, mas o problema é a falta de vazão da água da chuva.
Para solucionar as questões emergenciais, o diretor de Urbanização da Novacap, Erinaldo Sales, explicou que o GDF liberou R$ 50 milhões para a recuperação de viadutos e obras viárias. Com o recurso, a Novacap vai melhorar o sistema de drenagem de Águas Claras e Vicente Pires, complementar a rede do Condomínio Sol Nascente e aplicar o restante do recurso nas equipes que fazem a manutenção das vias, como as do programa tapa-buracos. Quanto à recuperação e ampliação do sistema de drenagem, o diretor informou que em até 15 dias será publicado o edital de licitação para o projeto Águas do DF. “Com a impermeabilização do solo, as redes ficaram pequenas para esse volume de água”, explicou. Serão investidos R$ 360 milhões no Plano Piloto e em Taguatinga e as obras devem durar dois anos. “Enquanto isso, vamos manter equipes próximas a pontos críticos para casos de emergência”, adiantou Erinaldo.
Palavra de especialista
Agravantes
“O problema é que em alguns lugares o sistema de drenagem é antigo e tornou-se insuficiente. O projeto da rede deve prever um alagamento em determinado lugar a cada cinco ou 10 anos. Mas se a situação se repete a cada ano significa que aquele projeto já não serve mais. Em 2011, choveu mais do que o previsto em outubro. A Novacap tem monitorado esses alagamentos, mas é preciso um projeto complexo para corrigir essas questões.”
Sérgio Kóide, professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UnB

Pesquisa aponta tendências para as eleições de 2014 no Distrito Federal
Postado por Daniela Novais 17:13:00 02/12/2012 Tweetar
Crédito : Congresso em FocoUma pesquisa do instituto O & P publicada esta semana mostra quais são as tendências para as eleições de 2014 no Distrito Federal. O levantamento foi publicado pelo blog do Helio Doyle e mostra que, se as eleições para governador e senador fossem acontecer agora, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) iria a segundo turno na eleição para governador e o deputado Reguffe (PDT) seria eleito senador. Já o atual governador Agnelo Queiroz (PT) não alcançou bons resultados e perderia de Eliana Pedrosa (PSD) em uma das simulações apresentadas. O senador Cristovam Buarque (PDT) não entrou nas opções apresentadas para simulação de escolha do próximo governo do DF.
Confira o texto de Doyle sobre a pesquisa na íntegra.
Apenas uma tendência, nada mais
A dois anos da eleição, uma pesquisa de opinião não tem relevância. Indica apenas uma tendência do eleitorado hoje, que pode mudar radicalmente até o dia da eleição. Mas se as eleições para governador e senador fossem agora, o senador Rodrigo Rollemberg, do PSB, e o deputado Reguffe, do PDT, estariam na frente. Rollemberg iria para o segundo turno na eleição para governador e Reguffe seria eleito senador. Mas há muitos eleitores que não votariam em nenhum deles ou não sabem em quem votar.
O instituto O&P fez três simulações para governador, e Rollemberg liderou em todas. O senador Cristovam Buarque, do PDT, não entrou em nenhuma das alternativas para o governo.
A primeira: Rollemberg, 20,4%; Toninho do Psol, 15,6%; Agnelo (PT), 10,6%; Alberto Fraga (DEM), 10,4% e Valmir Campelo (ministro do TCU, ex-PTB), 6%. Nenhum, não sabe: 37%
A segunda: Rollemberg, 26%; Eliana Pedrosa (PSD), 19,6%; Agnelo 11,1%. Nenhum, não sabe: 43,3%.
A terceira: Rollemberg, 31,3%; Agnelo, 12,6%; Pitman (PMDB), 8,5%. Nenhum, não sabe: 47,7%.
Para senador, Reguffe ganha em todas:
30,4% contra 14% de Magela (PT), 13,9% de Eliana Pedrosa e 10,9% de Filippelli;
31,5% contra 15,4% de Filippelli (PMDB), 10,8% de Chico Leite (PT) e 4,9% de Alberto Fraga (DEM);
31,3% contra 15% de Filippelli, 12,6% de Magela e 4,9% de Fraga.
O senador Gim Argello (PTB), tido como provável candidato na chapa de Agnelo, tem, em cada opção, 3%, 4,4% e 4,4%.

A água do DF é pouca e, para piorar, é maltratada
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Carla Rodrigues
Especial para o Jornal de Brasília
A má gestão dos recursos hídricos do Distrito Federal compromete o futuro do abastecimento da região. Daqui a 20 anos é possível que os brasilienses sofram com a escassez de água, além, também, da falta de vegetação nativa. Ou seja, o caos pode se instalar na capital do Brasil caso nada seja feito, como tem mostrado uma série de reportagens do Jornal de Brasília. Para analistas, a culpa é do governo, que pouco prioriza a questão nos seus debates e projetos, além de não fiscalizar os poucos mananciais e córregos na área, como mostra hoje a segunda reportagem da série.
Atualmente, de acordo com dados da Caesb, o consumo de água dos moradores é de 7,2 metros cúbicos por segundo. Contudo, esse número chega a 8,47 metros cúbicos durante o período de seca, quando a oferta disponível é pouco maior: 8,5 metros cúbicos por segundo.
Nos últimos anos, em virtude do forte crescimento populacional e da intensificação das atividades econômicas nos setores agropecuário, industrial e de serviços no Distrito Federal, verifica-se uma forte pressão sobre os recursos naturais. Por isso, a água disponível para o uso humano no DF é ainda 20 vezes menor do que a média brasileira. Na região metropolitana de Brasília são apenas 1.338 metros cúbicos porano para cada habitante. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), a situação é considerada um estresse hídrico.
“A água de boa qualidade, que pode ser ingerida, está se tornando cada vez mais rara por aqui”, apontou o professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), Oscar Cordeiro Netto. Para o especialista, o governo, junto à população, deve tomar uma série de atitudes que podem evitar a escassez do recurso. “A gente pode pensar em educação em vez de gestão. Além disso, a preocupação individual, dos produtores rurais e industriais, também pode reverter o quadro atual”, avaliou.
Nova estação causa polêmica
A resposta definitiva para a falta de abastecimento de água, que pode gerar problemas ainda maiores, seria construir mais uma estação de captação no DF. A possibilidade mais atual vem do Lago Paranoá e, segundo a Caesb, está perto de se tornar realidade, a partir da licitação e dos recursos liberados de quase R$ 550 milhões, vindos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do GDF. Para a deputada Liliane Roriz (PSD), a ideia é absurda e lesa um bem dos brasilienses.
“Quando a gente pensa no Lago Paranoá abastecendo parte da população, esquecemos do tratamento que aquela água precisa receber e isso é mais custo. Hoje, temos esgotos clandestinos indo direto para aquela água. Fora que o Lago já tem um objetivo próprio, que é de mudar a umidade do ar na seca, quando o brasiliense mais sofre. Quero entender como isso vai ser possível”, argumentou a parlamentar.
Para a deputada, o abastecimento não é prioridade. Pensar em uma solução rápida seria manobra política. “Temos licitação e projeto, mas o Lago tem capacidade?”, questiona. O defensores da proposta apontam que seriam beneficiados mais de 600 mil habitantes, sendo 300 mil só em Sobradinho, cidade que hoje carece de abastecimento.
Consciência ambiental
Em vez de pensar em abastecimento imediato, como medida paliativa, e gestão de recursos hídricos, o governo deveria priorizar a conscientização ambiental, sobretudo das águas. A opinião é da fundadora do projeto Escola da Natureza, no Parque da Cidade, Vera Catalão. O local, simples e sem grandes investimentos, mostra a falta de ação do GDF no que diz respeito à educação para futuro sustentável.
“Não recebemos recursos do governo para nada aqui, nem a manutenção da escola. Queríamos, por exemplo, fazer uma cisterna para captação e reaproveitamento de água da chuva, mas estamos impossibilitados porque falta verba”, desabafa Vera. Tudo o que escola fez até agora foi com o apoio de parceiros do projeto, que recebe, pelo menos, 50 alunos de escolas públicas semanalmente.
Ela diz que a integração das crianças com a água é essencial. “É necessário que a Secretaria de Educação priorize o tema nas escolas. Mas vivemos de modismo nesse aspecto. Estudos mostram que a oferta de água doce está acabando, mas ninguém toma consciência para que, no futuro, isso seja evitado”, avalia.
Como parte do processo de poupar água, Vera mostra aos alunos a técnica do gotejamento nas hortas. Porém, isso ainda é feito na escola com água potável e a fundadora lamenta. “Poderíamos ter o reaproveitamento aqui, mas o projeto não é prioridade do governo”, disse. Antigamente, em 2005, ainda existia no local a Casa D´Água, que mostrava aos estudantes o quanto se gasta diariamente de água. A ideia era conscientizar os alunos. Porém, por falta de investimento, a área acabou virando um refeitório.
ADASA
O diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), Diógenes Mortari, acredita que o governo tem feito a gestão correta dos recursos hídricos da região. Para ele, a agência, junto ao GDF, tem se debruçado em cima da questão, o que vai na contramão da realidade observada pela reportagem. “Temos um sistema de gerenciamento de águas que prioriza o abastecimento, o controle e qualidade da distribuição no DF.”
O diretor do órgão ressalta o controle quantitativo e qualitativo das águas. “Estabelecemos metas de qualidade para as 40 bacias do DF e estamos cobrando que isso seja obedecido”, garante. Para ele, nos próximos anos, se os projetos de captação de água no Bananal, Corumbá e Lago Paranoá saírem do papel, com investimentos de mais de R$ 3 milhões, a oferta de água na região deve dobrar. Será?
Córregos deixados ao deus-dará
Na data em que comemora-se o Dia do Meio Ambiente, a natureza do DF pede socorro, especialmente as águas, já tão escassas na região. Há três anos, uma pesquisa do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB mostrou que 45% das microbacias da região estavam em situação degradante. A reportagem do Jornal de Brasília foi a algumas delas e constatou que nada foi feito desde então. Ao contrário, a situação está pior e causa danos diretos às comunidades próximas.
Onze córregos foram analisados na pesquisa. As imagens são fortes. Cinco deles tinham Índice de Sustentabilidade de Bacias Hidrográficas (ISBH) muito abaixo do recomendável, o que aponta para danos ambientais irreversíveis. O indicador levou em consideração aspectos como a qualidade da água, as políticas de controle e manutenção das bacias e a situação econômica da região onde estão localizados.
Piores
No topo da lista dos piores estava o Córrego Currais, próximo a Ceilândia. Por lá, a realidade das águas remete a um cenário de guerra. É lixo acumulado por toda a parte. E os restos incomodam moradores do Núcleo Rural, que sofrem com insetos, ratos e o forte cheiro de esgoto. “É triste vivermos assim. Antigamente, as crianças podiam tomar banho lá. Agora, nem pensar. Não dá para chegar perto”, desabafou a dona de casa Domingas Francisco, 58, que vive com a família numa chácara próxima aos entulhos jogados no córrego.
Antiga fonte de captação de água, o Córrego Currais deixou de ser utilizado por conta da degradação de suas águas. A poluição inviabiliza o reaproveitamento de suas fontes. Mais à frente, próximo a Brazlândia, o Córrego Barrocão, de propriedade da Caesb, tinha sacos plásticos jogados no início do manancial. “A questão da proteção das águas e abastecimento da população claramente não está no topo da agenda de prioridades políticas do governo. O resultado é esse”, salientou o docente da UnB, Oscar Netto.

Agnelo promete: “2014 será um ano maravilhoso no DF” Governador garante que, em seis meses, suas realizações superarão qualquer outro mandato da história de Brasília
Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br
No segundo semestre de 2014, antes de completar quatro anos de mandato, o governador Agnelo Queiroz garante: poderá comparar seu governo com qualquer outro mandato da história local. Para isso pesará um movimento de transformação empreendido desde que assumiu um governo financeiramente falido, que vivia uma crise institucional gravíssima, ameaçado até de perder a autonomia. Agnelo lembra: “nós pegamos 157 obras inacabadas e estamos concluindo agora as duas ultimas delas”. As agruras estavam previstas no planejamento do governador, que enfrentou a crise no início do mandato, sobreviveu a uma forte ofensiva política, colocou ordem na casa e agora intensifica os investimentos. “Sei de cada ação de secretarias e administrações. Sei do total do orçamento, quanto foi empenhado, quanto foi executado, tudo detalhadamente”, diz Agnelo. para ele, este será o ano da realização, com a colheita dos frutos desse trabalho, o término de obras estruturantes e a melhoria da qualidade de vida do povo. “Posso garantir”, avisa o governador, “2014 será um ano maravilhoso para o povo do DF”.
Governador, após ter assumido em meio à maior crise institucional na história do Distrito Federal, nota-se que há muitos candidatos à sua sucessão. Ficou viável administrar o DF?
Eu peguei uma situação muito ruim e uma crise institucional gravíssima. Não podemos esquecer que Brasília quase perde sua autonomia política. Assumimos e enfrentamos dívidas brutais que conseguimos honrar. Pegamos 157 obras inacabadas e estamos concluindo agora as duas ultimas delas. Este é um governo que valoriza o dinheiro do povo. Isso significa que as obras têm que ser entregues. Não é porque se começou na gestão passada que não vai ser finalizada. Dou exemplos: no final da W3 Sul, em um canteiro de obras abandonadas, onde só havia viga de cimento, agora está sendo acabado o viaduto que fará parte do Expresso DF Oeste. Outro exemplo: o Centro Olímpico de Planaltina. O governo não mede esforços e não esmorece diante dos obstáculos. Das gestões passadas herdamos inadimplência. Até o CNPJ do GDF estava cadastrado como inadimplente, além de todas as secretarias. Hoje, no GDF, não há inadimplência nenhuma. Ajustamos a execução orçamentária do DF de tal maneira que este ano ultrapassamos R$ 2,3 bilhões em investimento, o maior da história. Por isso temos obras espalhadas no DF. E crescemos: em 2014 já foram R$ 5 bilhões de investimentos aprovado no orçamento. Vamos revolucionar a mobilidade urbana, inaugurar dez Unidades de Pronto-Atendimento, construir muitas habitações populares e tudo com a casa arrumada e credibilidade. Claro que isso atrai antigos e novos aventureiros.
Qual o principal problema do DF e o que está fazendo para enfrentá-lo?
O principal problema hoje é a Saúde Pública, porque eu peguei uma terra arrasada. Decretei estado de emergência, diante do desabastecimento e da estrutura física deteriorada ao extremo. O centro cirúrgico do Hospital Regional de Ceilândia estava fechado por contaminação de piolho de pombo. Chovia dentro do centro cirúrgico do Hospital Regional do Gama. Imagine uma pessoa que está operada dentro de uma sala e, ao lado dela, no corredor, esteja pingando água da chuva? Mesmo com um investimento gigantesco que estamos fazendo pela saúde do DF, ainda há muito por fazer, pois esse é um serviço essencial e fundamental para nosso povo. Aquilo que se faz aqui é reconhecido e muita gente de fora é atendido pela saúde do DF. Metade dos nossos pacientes são de fora do DF, são nossos irmãos que não têm atendimento nos estados de origem e procuram o DF. Será que não vamos atender população de fora? Mas mais melhorias vão vir. Eu inaugurei o hospital da Criança há dois anos e a previsão de atendimento era de duas mil crianças por mês. Hoje, o hospital atende cinco mil crianças mensais. O grau de satisfação dos que utilizam o hospital da criança e classificam o serviço como sendo ótimo é de 98% . O que procuro é um grau de excelência para toda a rede. Temos êxitos espetaculares com os mutirões, transplante de coração, rim, córnea, medula óssea. Criamos um centro de referência de transplante com muita dignidade e qualidade. Toda a população vai ter uma UPA próximo de casa para casos de menor gravidade.
O DF terá seu maior investimento da história. Como foi possível alavancar os recursos e quais as estratégias para aplicação?
Esse é um sinal de credibilidade porque se não houvesse confiança não se teria crédito. Temos a melhor organização para execução orçamentária. Tenho controle de toda a execução orçamentária. De meu gabinete, acompanho de forma eletrônica o andamento de obra por obra, as construções prioritárias, ações por ações de todas as secretarias e administrações. Existe um controle, eficiência e competência para executar, com legalidade, e fazer serviço de boa qualidade. Não admito porcaria porque os equipamentos se destinam à nosso povo.
A vitrine do atual governo foi a mobilidade urbana, como a construção do Expresso DF, mas há críticas da população, que hoje sofre com inevitáveis transtornos com obras desse porte. O governador assegura a entrega dentro do prazo previsto?
As obras vão cumprir os prazos. A primeira grande obra do Expresso DF Sul, que liga Santa Maria ao Plano Piloto, deve estar sendo entregue em meados de fevereiro. Em janeiro, já começam a rodar os ônibus para a fase de testes. Vamos fazer outras obras ainda maiores do que essa, como o Plano BR-Norte, com 60 quilômetros, ligando Planaltina e Sobradinho ao Plano Piloto. Ou o BR-Oeste, 49 quilômetros de obras que ligarão Ceilândia ao Plano Piloto, além da construção do túnel sob o centro de Taguatinga e vários outros viadutos, atendendo áreas de grande densidade demográfica. É certeza que vamos conseguir fazer essas obras, além de outras, como a ampliação de seis quilômetros do metrô e 300 quilômetros de ciclovia cortando o DF. Também estamos fazendo as vias exclusivas, além da substituição da frota de ônibus velha por coletivos novos e instalando a central de controle de operações. São muitos investimentos e uma política nova de transporte público.
O senhor esperava tanta resistência e probemas na licitação?
Esperava, porque já eram 50 anos sem fazer licitação, com um serviço péssimo, uma verdadeira humilhação ao nosso povo. Todos os dias eram vários carros quebrados, deixando o povo no meio da rua, além do risco da própria vida por circular em veículos sem manutenção, com freios prejudicados e pneus carecas. Tinha ônibus rodando há 17 anos. Isso era um desrespeito absoluto. Modificar uma estrutura cronica e deformada a esse ponto não seria moleza. Estamos vencendo mais de 183 ações liminares, judiciais e administrativas e fazemos isso mantendo o emprego e os direitos dos trabalhadores, pois uma mudança dessas não pode afetar o emprego de 12 mil famílias.
Houve muitas críticas ao novo Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. O senhor mudaria alguma coisa no projeto?
O projeto é esse e nem há mais críticas. Elas até aconteciam, não por maldade ou oposição, mas porque as pessoas não sabiam como ia funcionar e não tinham conhecimento do significado desse estádio para o tamanho da capital do Brasil, para a economia futura e o potencial de atração de visitantes com o funcionamento do espaço no fim de semana. Mas acham que foi muito? Também vou reformar o autódromo, estimular as iniciativas privadas a fazerem centros de convenções com mais estruturas para eventos de fim de semana e potencializar o Lago Paranoá para esportes náuticos. Em pouco tempo, a cidade provou a importância dessa política. O Estádio Nacional recebeu mais de 600 mil pessoas em apenas cinco meses, antes mesmo da realização do evento para o qual foi destinado prioritariamente, pois o novo Mané Garrincha foi construído para a Copa do Mundo. Esse número é maior que a quantidade de pessoas que foram ao antigo Mané em toda a existência do estádio velho. Além disso, a arena coloca a cidade no circuito internacional de atrações culturais, podendo ser palco de shows maravilhosos como já estamos vendo. Sem falar da quantidade de eventos de recepções e jantares que estão sendo feitos no local e que a própria cidade estava pedindo, como o aniversário do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) ou a recepção dos Parlamentares das Américas. Fizemos uma arena que é também um monumento compatível com a grandeza da cidade, com sua arquitetura e beleza. Foi um investimento permanente que vai trazer dinheiro com tudo o que deve ocorrer no Mane Garrincha daqui pra frente. É está mostrando sua viabilidade econômica com atividades no fim de semana que sempre atraem eventos dentro de escala nacional e internacional.
O que se pode esperar de um dos maiores projetos do DF, os Centros Olímpicos?
Oito centros olímpicos já foram entregues. Observe que quando o nosso governo começou só existiam três. Ainda vou fazer um na região de Planaltina, ou seja, serão, ao todo, nesta gestão, nove centros. Hoje, eles atendem cerca de 40 mil atletas entre jovens, idosos que fazem hidroginástica e, inclusive, pessoas com deficiência.
Na Câmara Legislativa do DF há uma base enorme e variada que pode trazer vantagens e problemas. O Buriti vai cobrar mais participação efetiva da base em defesa do governo para 2014?
Não só em razão do ano eleitoral, mas a cobrança deve acontecer permanentemente. No fim do ano, a base teve atitude bem correta, votou projetos importantes, fundamentais para cidade. A oposição queria impedir que a gente realizasse as tarefas. É a visão miúda da política, que tira da população o acesso a seus direitos, para depois se colocar criticando e disputar o poder. É a política pequena, mesquinha, mas a nossa base foi para o debate, argumentou, votou projetos importantes e garantiu à população o acesso a esses direitos. Devo destacar o apoio do vice-governador, com quem trabalho junto, exercendo tarefas de gestão em harmonia. Temos um governo mais unido, com mais eficiência, execução e mais resultados para a população. Isso repercute na Câmara Legislativa, em nossa base. Estou confiante que em 2014 manteremos esse grau de unidade.
As creches seriam outra prioridade para este ano?
Mais, as creches são minha paixão. Vou entregar até o fim do meu mandato 115 creches. Mesmo com todas as dificuldades, já entreguei até agora seis. Agora o processo deslancha. Vão ser locais maravilhosos, em que as crianças poderão ficar em tempo integral com cinco refeições.
O que a população pode esperar deste ano?
2014 será um ano maravilhoso para povo do DF. No balanço de fim do ano de 2012 eu disse que 2013 seria o ano da gestão. Pouca gente observou, porque não é habitual, mas falei isso em balanço de fim de ano. Acompanho toda a gestão do DF. Sei de cada ação de secretarias e administrações. Isso representa mais eficiência para poder executar e entregar obras muito mais rapidamente. 2014 será o ano da entrega. Vão ser muitas obras para melhorar os serviços públicos. Queremos apresentar Brasília ao mundo. A capital é uma cidade jovem, pouco visitada diante do seu potencial, e, se não for conhecida mundialmente, não será destino para visitar ou investir. Queremos que as imagens daqui possam encher corações e a mentes de pessoas que venham conhecer e investir aqui. Preparamos o desenvolvimento não apenas nos serviços públicos, mas para atrair os investimentos privados. Tudo isso reduz a desigualdade e melhora a qualidade de vida. A cidade tomou outro rumo e ritmo. E o povo começa a reconhecer isso. Que somos uma administração mais focada em fazer do que falar que fez. Diante disso, no final de 2014, dúvido que qualquer outro mandato na história do DF tenha mais realizações que o meu.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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