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Mídia estrangeira: “Lula ganha recepção calorosa na Europa”

Agências de notícias repercutem discurso de Lula no Parlamento Europeu. “Após Bolsonaro aparecer isolado no G20, em Roma, Lula garantiu reuniões de alto nível com autoridades europeias”, diz a ‘Bloomberg’

O histórico discurso que levou o ex-presidente Lula a ser ovacionado no Parlamento Europeu, nesta segunda-feira (15), ganhou amplo destaque na imprensa estrangeira. Jornais e agências de notícias repercutiram as palavras de Lula e o tratamento de chefe de Estado com a qual o petista foi recepcionado em Bruxelas, na Bélgica. De acordo com a agência Bloomberg, “ao contrário de Bolsonaro, Lula ganhou recepção calorosa na Europa”.

“Poucos dias depois que Bolsonaro apareceu isolado na cúpula do G20, em Roma, Lula conseguiu garantir uma série de reuniões de alto nível com autoridades europeias“, relatou a agência. Ainda de acordo com a Bloomberg, no domingo, Lula se encontrou com o Alto Representante das Relações Exteriores da União Europeia, Josep Borrell, que disse no Twitter que eles tiveram um “boa conversa” sobre as relações entre União Europeia e América Latina.

Já o espanhol El País destacou a campanha de Lula contra a fome e a miséria e sua liderança nas pesquisas de opinião. “Queremos que os pobres estejam no orçamento e os ricos paguem impostos”, declarou Lula no Parlamento Europeu, em aparição conjunta com Iratxe García, presidente do grupo socialista europeu”, noticiou o diário. O El País informou ainda que Lula fez uma defesa enfática do legado das gestões petistas, responsáveis pela retirada do Brasil do Mapa da Fome e a geração de mais de 22 milhões de empregos formais.

“A extrema direita não pensa no povo, no índio, no negro. Bolsonaro não sabe governar. Eles vendem, como estão fazendo com a Petrobras e querem fazer com os bancos públicos ”, repercutiu o jornal.

Deutsche Welle, France Presse e Swissinfo também destacam a agenda de Lula pela Europa. “O giro europeu, que começou em Berlim tem como objetivo reatar as relações com políticos do continente e oferecer um contraste com o isolado Jair Bolsonaro, que em três anos de governo não construiu nenhum relacionamento significativo com as potências europeias e se destacou mais pelos ataques que fez a líderes estrangeiros”, comentou o DW.

 

Agenda cheia

“Com uma agenda cheia, repleta de encontros com colegas social-democratas, Lula já travou reuniões amistosas com algumas figuras proeminentes do bloco europeu, como Olaf Scholz (o provável próximo chanceler federal da Alemanha) e Josep Borrell (chefe da diplomacia da UE), observou a agência alemã.

“Os encontros de fato contrastaram com a recente viagem de Bolsonaro à Itália, na qual o atual presidente brasileiro se viu isolado e sem travar diálogos relevantes com figuras do bloco europeu”.

“Lula está pronto para ser candidato”, informa a France Presse. Em declarações à mídia no Parlamento Europeu, Lula criticou duramente seu sucessor de extrema direita: “Bolsonaro é uma cópia pobre de Trump”, resumiu. 

“O anúncio oficial da candidatura de Lula é aguardado com ansiedade desde que ele se tornou elegível novamente após uma decisão da Suprema Corte que anulou suas condenações por suborno por erros formais em março”, diz a reportagem, reproduzida em centenas de sites e veículos noticiosos na Europa e América Latina.

Lula inocente

Swissinfo relatou que o ex-presidente do governo espanhol José Luís Rodríguez Zapatero previu que Lula voltará a ocupar o cargo de chefe de estado no Brasil após as eleições presidenciais de 2022. Para Zapatero, “Lula é o grande professor da igualdade, é o professor da redução das desigualdades e, portanto, homens como Lula vão escrever o século 21, o século da igualdade”.

A agência também observa que o ex-presidente espanhol fez questão de celebrar a anulação de todos os processos contra Lula e disse que sempre soube de sua inocência. “Eu o conheci inocente, sempre o conheci inocente”, disse o ex-presidente espanhol sobre Lula, que este ano recuperou seus direitos políticos depois que o Supremo Tribunal Federal anulou as duas condenações por corrupção que tinha contra ele e pelas quais passou 580 dias na prisão.

Fonte: PT

(16-11-2021)

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