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Mais violência: Comunidade da Restinga também é alvo da política de remoção no Rio de Janeiro

Um dia após desrespeitos e tentativas de demolição de casas de moradores da Vila Harmonia, a comunidade de Restinga também se tornou alvo das forças policiais. Na tarde dessa sexta-feira, 17 de dezembro, a Guarda Municipal está no local, invadindo as casas dos moradores e retirando os imóveis para derrubar as casas. Algumas inclusive já estão sendo demolidas.

Dona Francisca tenta resistir à demolição de sua casa. Foto: NPC
Dona Francisca tenta resistir à demolição de sua casa. Foto: NPC

Do NPC

Um dia após desrespeitos e tentativas de demolição de casas de moradores da Vila Harmonia, a comunidade de Restinga também se tornou alvo das forças policiais. Na tarde dessa sexta-feira, 17 de dezembro, a Guarda Municipal está no local, invadindo as casas dos moradores e retirando os imóveis para derrubar as casas. Algumas inclusive já estão sendo demolidas.

Os guardas municipais fizeram um cordão para impedir a entrada dos moradores em suas residências, e até mesmo os defensores públicos estão sendo proibidos de conversar com as famílias e de tentar algum acordo com o poder público

As instituições de apoio e defesa dos Direitos Humanos não têm quadros e estruturas suficientes para acompanhar e fazer parar a máquina de destruição que se transformou a Prefeitura do Rio.

Mais uma vez os militantes que têm acompanhado o caso consideram todo apoio necessário no questionamento ao Governo Federal, ao Governo do Estado e ao Poder Judiciário.

Moradora da Restinga prende-se à sua casa para evitar remoção arbitrária da Prefeitura

Da Rede Contra a Violência

Desde a manhã dessa sexta-feira, 17 de dezembro, a força policial e tratores estão na comunidade da Restinga (Recreio dos Bandeirantes) colocando abaixo várias lojas e imóveis devido à queda de uma liminar que impedia a demolição das casas. A comunidade é uma das ameaçadas de remoção pela Odebrecht e Prefeitura para a construção da Transoeste, uma das vias projetadas tendo em vista as Olimpíadas e a Copa do Mundo.

Apesar da presença da defensora pública Marília Farias, do Núcleo de Terras e Habitação, de moradores de várias outras comunidades e de contatos que têm sido feitos desde a manhã, a demolição brutal continua, colocando em risco famílias e desrespeitando os mais elementares direitos humanos. Uma loja, em cima da qual fica uma residência com a família ainda dentro, foi atacada pelos marreteiros da subprefeitura da Barra, comandada por Tiago Mohamed. Ele é conhecido como discípulo direto do atual prefeito Eduardo Paes, que iniciou sua “carreira política” precisamente como subprefeito da Barra, nomeado por César Maia.

Na resistência contra esse ataque covarde, os moradores estão tomando atitudes desesperadas, como Dona Francisca (foto), que prendeu-se à coluna de sua casa e disse que se quiserem derrubar será com ela junto. As organizações mobilizadas em defesas dos direitos desses moradores convocam uma mobilização contra essa ideia que vem sendo implementada de uma cidade militarizada em prol dos lucros de grandes empresas da especulação imobiliária, da mídia e da grande indústria do turismo.

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