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Lula: pequenas empresas terão acesso a crédito e a compras governamentais

Em encontro com empresárias e empresários de pequenos negócios na manhã desta quarta-feira (17/08), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o governo deve considerar o contexto de pandemia e levar a sério a renegociação para evitar que essas empresas morram por causa de dívidas contraídas no período.

“O futuro pode até esperar que a gente faça uma coisa nova, mas a gente não pode deixar que vocês morram por causa da dívida que contraíram por conta da pandemia”, afirmou ele. O ex-presidente se sensibilizou com depoimentos que ouviu de empresários, no encontro em um hotel de São Paulo, relatando as dificuldades. ¨Vamos ter que levar muito em conta e muito a sério a negociação das dívidas de vocês”, garantiu.

Lula destacou a importância do Banco do Brasil e demais bancos públicos, como o BNDES, para os pequenos negócios. “Não queremos que os bancos públicos tenham prejuízo, mas eles têm que prestar função social nesse país. O BNDES vai ter que se dedicar a emprestar para pequenos e médios porque o restante pode tomar empréstimo em dólar em qualquer lugar”, disse, completando que somente o Estado pode garantir que isso aconteça com justiça.

O ex-presidente defendeu que haja uma reserva das compras governamentais destinadas a pequenas e médias empresas e lembrou que, no projeto de recuperação da indústria naval de seus outros governos, determinou que 65% das peças fossem compradas de empresas brasileiras, o que impulsionou pequenas e médias.

 

Brasil pior do que em 2003

O ex-presidente disse que o Brasil enfrenta hoje situação pior do que aquela de 2003, com mais fome, mais desemprego, massa salarial menor e sem juros baratos para financiar o investimento. “A indústria automotiva está vendendo metade dos carros, a Volkswagen tem metade dos trabalhadores do que tinha. Tudo caiu pela metade. A única coisa que não caiu foi a grosseria e a falta de respeito do presidente da República, que parece viver em outro planeta e não aqui nesse país”.

 

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O ex-presidente afirmou que a união com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin é um casamento que junta 16 anos de gestão no estado mais rico do país com oito anos da melhor governança do país, para fazer o Brasil voltar a crescer, a gerar emprego, a investir em educação, investir no grande, pequeno e médio empreendedorismo, e a gerar as oportunidades que o Brasil precisa.

“O Brasil não pode continuar sendo pequeno. Quando deixamos a Presidência, esse país estava crescendo. O Brasil era respeitado, era protagonista internacional. Hoje, esse país virou pária. Eu e Alckmin não queremos governos. Nós queremos cuidar. Cuidar do povo desse país (…) Não existe outra razão de voltar a governar esse país a não ser a obsessão de provar que esse país tem jeito”, afirmou.

Fonte: PT

(17/08/2022)

 

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