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Kadafi: A versão correta dos fatos

Foi assim: mataram ele, aí o cara continuou correndo, aí mataram ele de novo, mesmo assim ele não quis parar e acabou caindo no esgoto, aí decidiram capturá-lo pra cuidar dele no hospital, aí quando tava junto da galera do bem, deram um julgamento justo ali, rapidinho, e depois alguém ‘mataram’ ele pela terceira e última vez, dá uma olhada nesse vídeo que confirma a história, Líbia livre!

(Deram entrada na Corregedoria para averiguar o caso mas consultores da PM carioca que estão na Líbia sugeriram classificar como “auto de resistência”.)

Se você acha essa versão absurda, tente a versão de Mahmoud Jibril, agora classificado pela mídia como “premiê líbio”:

[ATENÇÃO, tudo abaixo é uma citação da mídia]

“(…) Segundo o premiê, o líder deposto morreu de um ferimento causado por um disparo na cabeça. Kadafi, segundo Jibril, foi atingido durante o fogo cruzado entre seus partidários e combatentes do governo interino depois de ter sido capturado ao ser retirado de um duto de esgoto.

“Kadafi foi retirado do duto sem resistir. Quando o levávamos, foi atingido por um disparo no braço direito e então colocado em uma picape”, disse Jibril ao ler um relatório forense. “Quando o carro se movia, foi pego no fogo cruzado e atingido por uma bala na cabeça. O médico forense não pôde dizer se a bala era dos revolucionários ou das forças de Kadafi.” [disponível aqui]

 

Por Gustavo Barreto

Jornalista, 39, com mestrado (2011) e doutorado (2015) em Comunicação e Cultura pela UFRJ. É autor de três livros: o primeiro sobre cidadania, direitos humanos e internet, e os dois demais sobre a história da imigração na imprensa brasileira (todos disponíveis clicando aqui). Atualmente é estudante de Psicologia. Acesse o currículo lattes clicando aqui. Acesse também pelo Facebook (fb.com/gustavo.barreto.rio) e Twitter (@gustavobarreto_).

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