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Instituto Vladimir Herzog repudia ameaça golpista de Bolsonaro

O Instituto Vladimir Herzog vem a público repudiar veementemente as mais recentes declarações golpistas de Jair Bolsonaro. Em viagem ao Rio Grande do Sul na última semana, o presidente disse que os cidadãos armados reagirão a algum governante que, segundo ele, queira roubar a liberdade do povo e, por isso, facilitou a compra de armas durante o seu governo.

INSTITUTO VLADIMIR HERZOG REPUDIA AMEAÇA GOLPISTA DE BOLSONARO

O Instituto Vladimir Herzog vem a público repudiar veementemente as mais recentes declarações golpistas de Jair Bolsonaro. Em viagem ao Rio Grande do Sul na última semana, o presidente disse que os cidadãos armados reagirão a algum governante que, segundo ele, queira roubar a liberdade do povo e, por isso, facilitou a compra de armas durante o seu governo.

É importante que se diga de forma bem clara: Bolsonaro não está preocupado com a liberdade da população e, se há algum candidato à presidência que pode “roubar a liberdade do povo”, este alguém é ele mesmo, que permanentemente insiste em elogiar a ditadura militar que assolou o país, assassinou, torturou, perseguiu e suprimiu a liberdade dos cidadãos brasileiros durante mais de duas décadas.

A fala de Bolsonaro é, claramente, uma ameaça de golpe ao regime democrático, pois sugere que seus apoiadores armados irão se rebelar em caso de derrota nas eleições deste ano.

É preciso que as instituições, em especial o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tomem providências urgentes contra a escalada golpista do presidente, que tende a recrudescer nos próximos meses, repetindo o processo eleitoral de 2018, marcado pela disseminação de notícias falsas e pela reprodução de discursos intimidatórios às bases do Estado Democrático de Direito.

As possibilidades de transformação do cenário de caos instaurado no Brasil nos últimos quatro anos, de crise econômica, instabilidade política e retrocessos nos direitos humanos, passam, necessariamente, por um processo eleitoral limpo, qualificado e que siga as regras estabelecidas pela Constituição e pelo TSE. Mais do que nunca, as instituições precisam estar atentas e prontas a agir em caso de violações, como a cometida por Bolsonaro na última sexta-feira [8/4].

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