Igreja de Crateús-CE (1964-1998): Uma experiência sócioeclesial revolucionária

Meu primeiro registro de 2021 destina-se a fazer memória da experiência revolucionária da Igreja católica de Crateús – CE, cujo primeiro bispo, Dom Antônio Batista Fragoso (Teixeira PB, 1920 – João Pessoa, 2006) completou 100 anos do seu natalício. 

Tudo quanto já se disse e se escreveu acerca da densa experiência e desta igreja e de seu primeiro bispo, ainda resulta pouco quando se trata de fazer-lhe justiça, seja no cenário brasileiro, seja no cenário internacional, ao menos quanto ao período situado entre 1964 e 1998. Aquelas e aqueles que se têm dado ao trabalho de pesquisa nos mais diversos campos sócio-eclesiais relativos a esta experiência atípica ou mesmo singular, podem atestar a excelência daquela experiência profético-missionária, de uma comunidade diocesana encravada nos Sertões dos Inhamuns, na fronteira entre o Ceará e o Piauí.

Não se trata de pretender-se exclusividade, pois, ao longo da história do cristianismo, mesmo tendo amplamente prevalecido as situações de inconsistência com a Tradição de Jesus, sempre estiveram presentes episódios e figuras profundamente coerentes com a mensagem do Evangelho e o Seguimento de Jesus. Assim aconteceu nas comunidades cristãs primitivas. Assim sucedeu com figuras da Patrística, a exemplo de João Crisóstomo e Basílio. Durante a Idade Média, essas “minorias abrâamicas” (expressão muito usada por Dom Helder Câmara) protagonizaram movimentos de resistência aos contra-testemunhos da hierarquia, responsável maior pela aliança entre o trono e o altar, especialmente a partir da era constantiniana, e mais particularmente do século XII ao século XV: a figura de Francisco de Assis e o movimento em torno dele; os Albigenses, os Valdenses, as Beguinas, os movimentos de resistência em torno dos teólogos Jan Huss e Thomas Müntzer, entre outros.

Também na segunda metade do século XX, estas figuras e grupos proféticos tiveram um relevante papel, especialmente na América Latina, a exemplo do compromisso profético das comunidades indígenas de Riobamba (Equador), animadas pelo Bispo Dom Leonidas Proaño, entre outras. No Brasil, experiências semelhantes também se dão, como no caso das comunidades da Prelazia de São Félix do Araguaia, animadas por Dom Pedro Casaldáliga. Mas aqui cuidamos de tratar especificamente da impactante experiência missionário-profética da Igreja de Crateús, especialmente no período entre 1964 e 1998.

Ao longo do ano de 2020, quando se celebra o centenário do natalício do seu primeiro Bispo, Dom Antônio Batista Fragoso, muitas histórias edificantes tem vindo à tona. Estas se somam a outras tantas escritas ou relatadas, em distintos períodos desta caminhada sócio-eclesial. As  breves notas que seguem têm como objetivo realçar outros aspectos que também reputamos relevantes na trajetória daquela comunidade eclesial. Tratamos de trazer à tona alguns exemplos ilustrativos de episódios marcantes da caminhada daquela gente. Ensaiando articulação com este ponto, cuidamos de buscar razões que estão por trás daquela caminhada eclesial recheada de compromisso profético e protagonismo libertador testemunhados pelos missionários e missionárias, atuantes naquela região – não se trata apenas de Crateús, sede da diocese, mas de certa forma de vários outros municípios em seu entorno -, tais como Ararendá, Crateús, Independência, Ipaporanga, Monsenhor Tabosa, Nova Russas, Novo Oriente, Quiterianópolis e Tamboril. De modo a oferecer alguns elementos concernentes à contribuição específica de Antônio Batista Fragoso como um verdadeiro fermento na massa frente ao reino de Deus e a sua justiça.

 

Da densa história da Comunidade eclesial de Crateús têm sido produzidos teses, livros, dissertações, trabalhos de conclusão de curso, vídeos, relatos em áudio, além de uma diversidade de documentos. As pessoas interessadas poderão, com sucesso, revisitar ou rever pontos decisivos desta caminhada. Nosso objetivo é bastante limitado: trazer à memória algumas situações ou episódios ilustrativos capazes de atestar a marca criativa e atípica da caminhada desta comunidade eclesial. Um dos pontos mais expressivos da Igreja de Crateús reside na formação e desenvolvimento das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

Em verdade, CEBs constituíram um fator decisivo para o admirável êxito missionário na/da comunidade Diocesana de Crateús, à medida que:

– correspondem ao núcleo organizativo da proposta evangélica;

– caracterizam o que de melhor se pode colher das conclusões das Conferências de Medellín (Colômbia, 1968) e Puebla (Mexico,1979);

– Suas atividades evangelizadoras não se limitam ao terreno eclesial, mas também se estendem ao plano macro-social; são animadas pelo espírito de irmandade, e não pelo viés hierarquizante (nelas, todos têm vez e voz – leigas, leigos, religiosas, religiosos, padres e bispos);

– Assumem o Reino de Deus e sua justiça como valor central de sua fé, antes que a instituição eclesiástica;

– Não correspondem propriamente a um setor pastoral ou a um movimento eclesial, a um serviço, mas principalmente a um modo de ser Igreja ou, como costumava dizer Dom Pedro Casaldáliga, “um modo de toda Igreja ser” .

Outro componente relevante que pode justificar o sucesso daquela missão profética, de que a Igreja de Crateús esteve marcada, tem a ver com a centralidade da causa libertadora dos pobres e desvalidos. Neste sentido, a Igreja de Crateús se mostrou de uma impressionante radicalidade, a começar pelo estilo de vida característico dos agentes de Pastoral, incluindo o Bispo. estes agentes (leigas,leigos, religiosas, religiosos, padres e bispo) costumavam viver e trabalhar em simples residências comuns, a partir de onde se locomoviam constantemente a acompanhar e animar os trabalhos mais distintos da agenda pastoral, tanto no campo como nas periferias urbanas. A este respeito, aliás, tornou-se célebre a fecunda experiência missionária (chamada de “o Ninho”), junto às vítimas da prostituição, acompanhadas in loco, pelo pe. Alfredinho, com todo o incentivo de Dom Fragoso.

É por meio desta concepção e desta prática revolucionária no chão do dia a dia das pequenas comunidades, dos círculos bíblicos, dos núcleos e coletivos, funcionando de modo autônomo e interconectado que se vai gestando uma verdadeira alternativa de modelo eclesial e de modelo societal à medida que p protagonismo, nestes espaços, já não é privilégio de alguns e de autoridades, mas é um direito exercido por todos os seus participantes, em especial nas tomadas de decisões. E, quando se trata de viabilizar as decisões tomadas coletivamente e de baixo para cima, participantes destes espaços – leigas, leigos, religiosas, religiosos, padres, bispo – se sentem concernidos, isto é, tomam consciência de sua responsabilidade de cidadãs e cidadãos do Reino de Deus; cultivam sua autonomia em relação às estruturas hierarquizantes, cultivando um espírito de igualdade fundamental entre os participantes, bem como o sentimento de que são missionários e missionárias, antes de tudo, do Reino de Deus, e não meros funcionários de uma instituição eclesiástica; outro aspecto fundamental aí presente tem a ver com o processo formativo do conjunto de seus participantes. Trata-se, em primeiro lugar, de uma formação permanente, contínua, da qual todos os participantes se sentem co-responsáveis e protagonistas, de modo que a experiência como discípulos e discípulas não é uma relação autoritária, em que o mestre ensina ou transmite seu saber para os alunos. É uma formação caracterizada por densos conteúdos e por uma fecunda metodologia bem articulados; conteúdos que têm a ver tanto com os temas de formação cristã específica, quanto de relações sociais, políticas e culturais, correspondentes aos espaços societais.

Ainda no plano formativo, resultou deveras frutuoso o trabalho realizado pelo movimento de educação de base (especialmente no plano da alfabetização de adultos, experiência inspirada no sistema Paulo Freire). Com efeito, a diocese de Crateús empenhou-se enormemente em assegurar, durante vários anos, o trabalho de escolarização por meio do método. A este respeito, alguns episódios merecem registro, a exemplo de certo desentendimento entre os controladores do batalhão do exército lá implantado com o Bispo Diocesano, dada a opção freiriana daquele trabalho, que despertava nas pessoas adultas sua consciência cidadã, o exercício da consciência crítica, propiciada por aquele tipo de alfabetização. Por feliz coincidência, durante certo período, aquele batalhão do exército esteve sob o controle de um militar culto e sensível aos valores humanitários. Tratava-se do coronel, cuja esposa, filha do célebre Marechal Teixeira Lott, contribuía pessoalmente nos trabalhos de alfabetização. Isto acabou custando caro àquele militar, sobre quem se moveu algum tipo de perseguição, inclusive resultando em sua transferência.

Outro aspecto capaz de atestar o caráter revolucionário da proposta formativa implementada pelas distintas equipes de pastoral, em âmbito diocesano, refere-se à recusa do Bispo Diocesano, de fundar ou manter escolas católicas, sempre preferindo contribuir fortemente com a dimensão pública de todos os serviços, inclusive na área da educação. De tal sorte era a radicalidade do Bispo Diocesano, até mesmo no que diz respeito a instalar seminário em sua diocese, optando por que os jovens vocacionados ao presbitério tivessem uma formação assegurada pelos agentes pastorais daquela diocese, com o apoio de experiências formativas, gestados também no Regional Nordeste 2, mais precisamente por meio do DPA (Departamento de Pastoral e Assessoria), no qual foram formados vários padres de sua diocese.

Não é preciso mencionar as dificuldades enfrentadas pelo Bispo Diocesano, ante as constantes cobranças sofridas por colegas bispos, às quais ele sempre resistiu, de maneira respeitosa e firme. A sólida e longeva formação herdada pelo Bispo Diocesano e outros agentes de pastoral, do legado da Joc, tem muito a explicar sobre a qualidade de sua ação profético-missionária. Com efeito, a Ação Católica Especializada tem grande influência na formação militante de  Dom Fragoso. Isto pode ser observado, sob vários aspectos. O hábito de iniciar um trabalho, a partir da pesquisa e atenta observação da realidade ali encontrada, constitui um componente fecundo daquela ação, nos vários espaços eclesiais e sociais daquela comunidade. Conhecer profundamente a realidade que se pretendia evangelizar corresponde a um dos seus objetivos centrais, há uma estratégia comum de procedimento sócio-pastoral combinando pesquisa, observação participante e contínua presença, por meio inclusive de visitações.

Longe de se desenvolverem de forma espontaneísta ou fortuita, as atividades das diferentes equipes de coordenação pastoral e de seus respectivos agentes, tanto no âmbito rural quanto no âmbito das periferias urbanas, obedeciam a um admirável esforço organizativo, caracterizado pela preocupação de planejamento e de avaliação. Periodicamente, realizavam-se assembleias diocesanas e por áreas pastorais, em que era impactante o esforço de planejamento e de avaliação, por meio de assembleias dos delegados e delegadas das diferentes comunidades, das associações, dos serviços e dos movimentos eclesiais importa observar que, durante essas assembleias, as decisões eram tomadas rigorosamente pela base, ainda quando a posição de figuras como a do próprio Bispo não coincidisse com a posição majoritária dos membros da Assembleia. O Bispo, mesmo tendo a seu favor o amparo do direito canônico, preferia seguir as recomendações do Evangelho, no horizonte da igualdade. É de se esperar a sucessão de críticas que o Bispo sofria por parte de setores eclesiásticos locais, regionais e nacionais. Mesmo assim, não abriria mão de sua posição evangélica, sendo uma voz, um voto com e como os demais.

Chamava a atenção, no âmbito da igreja de Crateús, a presença constante de missionários e missionárias vindos de outros países e de outras regiões do Brasil, a colaborarem com o povo dos pobres de Crateús. Também neste ponto, os critérios de aceitação para se trabalhar com o povo dos pobres de Crateús eram emblemáticos. Sempre ouviam do Bispo a observação de que eram sempre bem vindos, os missionários e missionárias, àquela terra e àquela gente, mas, ao mesmo tempo, se pedia de cada um, de cada uma , que tivessem um período de aprendizado junto aos diferentes, antes de decidirem que iriam mesmo permanecer colaborando naquele trabalho. Este aspecto também propiciava um amplo intercâmbio regional, nacional e internacional, com efeitos frutuosos para ambas as partes.

O compromisso assumido pelos signatários do pacto das catacumbas, encontro realizado pouco antes do encerramento da última sessão do Concílio Vaticano II, nos arredores de Roma, e mais precisamente na catacumba de Santa Domitila, referia-se ao esforço de cada signatário de visitar seus irmãos, ainda que em países e continentes diferentes. Dom Fragoso foi um dos que cumpriram fielmente este compromisso, tendo visitado, em diferentes países, seus irmãos signatários do mesmo pacto. Dom Fragoso chegou a visitar mais de 60 países, comprovando, também aí, a importância que conferia às relações internacionais, do que muito compartilhou e aprendeu, para o bem inclusive dos integrantes de sua comunidade diocesana de Crateús. Também aí, Dom Fragoso mostrava-se fiel ao seu lema episcopal –  “Opporte illas aducere” (“é preciso atrair as outras ovelhas”).

Quanto mais lemos, ouvimos e cavamos uma já notável diversidade de fontes e documentos relativos à caminhada da igreja de Crateús, no período examinado, mais nos convencemos da pertinência do adjetivo “revolucionária” que estamos atribuindo à experiência sócio-eclesial de Crateús, experiência que combina uma dinâmica ação coletiva comum e a contribuição individual atípica da parte de seu primeiro Bispo. Seus bons frutos resultam desta feliz combinação. A contribuição pessoal de Dom Fragoso na construção desta experiência resulta de um percurso extraordinário feito por este Bispo. Sua postura crítica em relação ao Golpe de Estado de 1964, justamente em um contexto em que grande parte do episcopado brasileiro rendia loa ao regime militar, atribuindo-lhe a missão de salvar o Brasil do perigo comunista (João Goulart, um comunista?). A dimensão profética deste Bispo que foi dos pouquíssimos a ter a coragem de protestar publicamente contra este golpe civil militar de 1964. Sua nomeação como primeiro Bispo de Crateús não seria um acaso. Embora Dom Fragoso tenha feito de Crateús sua grande seara de compromisso com o povo dos pobres do Sertão do Inhamuns, a intenção dos poderosos, dentro e fora da Igreja Católica, era antes de puni-lo, enviando-o para Crateús, em vez de nomeá-lo Arcebispo de São Luís, quando o titular estava prestes a ausentar-se definitivamente. Por certo, sua intensa atividade profética, como Bispo auxiliar, era suficiente para alertar as autoridades civis e eclesiásticas, com relação ao risco que correriam mantendo-o como Bispo de São Luís. Ledo engano! A história vem mostrar que, indo para Crateús, sua profética missão teria um efeito exponencial, graças ao tipo de organização e de formação que ele com sua brava e seleta equipe de agentes de pastoral conseguiram propor e implementar, naquela diocese.

Fiel à sua vocação de pastor, bem como às raízes camponesas de sua formação, principalmente nos últimos anos de seminário, em que entra em contato com pensadores criativos e críticos, a exemplo do Monsenhor Josef Cardim e da influência de Teilhard de Chardin, Dom Fragoso apresenta todo um percurso pastoral e de cidadania, profundamente alimentado pelos valores do Reino de Deus e sua justiça, assumindo de modo radical a causa libertadora do povo dos pobres, sempre observando com espírito comunitário, em todas as suas atividades. Dom Fragoso é uma fiel testemunha de quem vivencia, em seu cotidiano, um profundo ethos comunitário, de raiz evangélica.

Teve que enfrentar momentos tormentosos, perseguições, ameaças, de que dão prova tantas entrevistas e tantos relatos que escreveu, inclusive em um de seus livros de referência, “Évangile et révolution sociale”, escrito em 1969, publicado pela CERF, Paris, mesmo antes do famoso livro escrito pelo padre José comblin, “Théologíe de la Révolution” (Paris: PUF, 1970)

Articulando a caminhada comunitária de quantas e quantos protagonizaram a igreja de Crateús, por mais de três décadas, e a atuação pessoal de seu primeiro Bispo, tratamos de destacar, resumidamente, os principais aspectos de aprendizado que podemos recolher desta experiência sócio-eclesial que reputamos revolucionária.

Um primeiro aspecto a sublinhar tem a ver com a convicção de que, mesmo em situações profundamente hostis, é possível e desejável marchar à contracorrente do modelo dominante, dentro e fora dos espaços eclesiais.

A experiência da igreja de Crateús nos ensina a valorizarmos as fontes do Seguimento de Jesus, da Tradição de Jesus, animando-nos a uma constante refontização e de conversão. Quando avaliamos esta experiência com o adjetivo “revolucionária”, o primeiro valor que tomamos em conta é justamente do processo de conversão, pessoal e comunitária. Isto requer um exercício contínuo de uma Mística revolucionária, desde o chão do nosso cotidiano.

A experiência sócio-eclesial da igreja de Crateús também nos ensina a relevância e a potencialidade do trabalho em equipe, da colegialidade, da força transformadora das pequenas comunidades, dos núcleos, dos conselhos populares, dos círculos bíblicos, dos círculos de cultura, a serem mantidos continuamente de modo autônomo – protagonizados por todos os seus participantes, principalmente nas tomadas de decisões – de forma também conectada a outras instâncias, com as quais tais decisões são partilhadas, sempre com a prevalência das deliberações tomadas de baixo para cima, sem viés hierarquizante.

Outro aspecto que recolhemos como um ensinamento, por parte da igreja de Crateús vem da convicção de que a Tradição de Jesus se mostra incompatível com uma organização de igreja na base de uma estrutura estatal. Nada, no Evangelho, na Tradição de Jesus, autoriza que os discípulos e discípulas de Jesus se organizem à maneira de um estado: “entre vocês, não será assim ” (CF. Mc 10,42 – 45).

Sob os mais diferentes aspectos, trabalhados de forma organicamente articulada, a experiência e a proposta pastoral da igreja de Crateús nos brindam com seu precioso legado, graças ao qual podemos compreender melhor qual a razão que levou a igreja de Crateús a testemunhar tão profundamente sua vocação profético missionária, conforme os critérios do Reino de Deus e sua justiça, fazendo-se uma igreja pobre com os pobres, colocando estes como alvo predileto de sua ação. Do legado da igreja de Crateús podemos recolher fecundos ensinamentos, inclusive, para nos fortalecermos, hoje, no enfrentamento dos tremendos desafios que nos cercam, seja no plano econômico, sanitário, ecológico, seja ao interno de nossa igreja católica e demais igrejas cristãs.

Um desses ensinamentos tem a ver com com a comprovação de que é possível, mesmo em tempos sombrios e tenebrosos, afirmar-se e testemunhar os valores do Reino de Deus e sua justiça, na perspectiva da Tradição de Jesus e seu seguimento.

Deixe uma resposta