Guerra contra a fome

Por Isaac Bigio

LONDRES, outubro/2004. Esta semana, que começou com a realização da I reunião da ONU contra a fome, terminou com um dia sagrado para os judeus: o dia em que eles jejuam como forma de pedir perdão.

O problema é que um sétimo da população mundial (cerca de 850 milhões de pessoas) jejuam involuntariamente. Com tanto avanço tecnológico, não se pode perdoar que a desnutrição persista e que cada ano mate 700 mil pessoas.

Da reunião citada acima não participou o presidente do país anfitrião, os EUA, mas sim 55 mandatários incluindo Lula, Chirac (França), Lagos (Chile), Zapatero (Espanha) e Annan (ONU). Para eles, a maior guerra a ser encarada não é contra o Iraque, mas contra o flagelo da fome, que deve ser erradicado em 11 anos.

A verba destinada para a batalha contra esta verdadeira “arma de destruição em massa” equivale a 10% do investimento bélico dos norte-americanos. Propostas para incrementar os fundos destinados ao combate à fome surgem sobre a forma de impostos sobre o comércio de armas, a cobrança de 0,01% sobre os bilhões de dólares produzidos em transações financeiras diárias e a redução do custo de envio de dinheiro de imigrantes do hemisfério Norte para o Sul (U$86 bilhões).

Por Gustavo Barreto

Jornalista, 39, com mestrado (2011) e doutorado (2015) em Comunicação e Cultura pela UFRJ. É autor de três livros: o primeiro sobre cidadania, direitos humanos e internet, e os dois demais sobre a história da imigração na imprensa brasileira (todos disponíveis clicando aqui). Atualmente é estudante de Psicologia. Acesse o currículo lattes clicando aqui. Acesse também pelo Facebook (fb.com/gustavo.barreto.rio) e Twitter (@gustavobarreto_).

Deixe uma resposta Cancelar resposta

Sair da versão mobile