Categorias
Cidadania Cultura Educação

Escrevo para ocupar o meu lugar

Tenho dito vezes sem conta, que escrevo para estar no meu lugar. Para ser quem eu sou. Aqui respiro melhor.

Me sinto seguro. Revejo todas as pessoas queridas que moram no meu coração.Recomponho toda a minha caminhada.

Experimento uma sensação de unidade. Isto não têm preço. Não escrevo para registrar novidades, embora isto também aconteça. Pertencimento.

Olho o mundo desde o ponto de vista de um escritor. Alguém que testemunha. Isto me dá segurança. Não sou atingido por qualquer coisa que ocorra.

Nem palavras nem atos ou fatos me afetam. Estou protegido. É como se o chão que piso fosse a folha que me acolhe e que reúne todos os meus passos.

Por isto é que continuo a escrever, incessantemente. Além disto, me junto com quem antes de mim se embrenhou pelos caminhos da literatura e da poesia.

A arte como tal. A criação do mundo. A oração e a fé. A família e o amor. A inclusão social. A solidariedade. A construção de um mundo mais justo que pulsa em cada respirar.

Não necessito correr nem estar ansioso. Não preciso me preocupar. Basta confiar em que eu sou capaz. Assim sigo adiante.

Por Rolando Lazarte

Escritor. Terapeuta comunitário. Doutor em Sociologia. Membro do MISC-PB, Movimento Integrado de Saúde Comunitária da Paraíba. Professor aposentado da UFPB. Vários dos meus livros estão disponíveis online gratuitamente: https://consciencia.net/mis-libros-on-line-meus-livros/

Ver arquivo

Deixe uma resposta