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Consciente, se elejo um incapaz compartilho também de seus malfeitos

Acompanho com dor o que se passa 

Nas esferas do mundo e do Brasil 

Com efeitos danosos, mais de mil 

Quando o vírus se expande em toda praça 

Se propaga a doença, e o mal grassa

Outro vírus tem desfeito

Os avanços históricos por direito

Aumentando o terror, tirando a paz 

Consciente, se elejo um incapaz

Compartilho também de seus malfeitos

 

Más escolhas ocorrem, não duvido

Há, contudo, escolhas para as quais 

Bons critérios se tornam essenciais 

Na política também isto é devido 

Refletir sobre o fato então convido 

Na campanha de dois anos atrás 

Um grupelho aciona, de mil jeitos

A esquemas de fora então afeitos

Consciente, se elejo um incapaz

Compartilho também de seus malfeitos

 

Lições tantas agora a recolher 

Esqueci por acaso o que dizia 

postulante com a sua companhia?

que fazia então em meu lazer?

Por que não dos dois lados me abster 

Se eu julgasse o outro lado não aceito?

Não teria a curtir culpa no feito

Que dizer, se surfei neste rapaz?

Consciente, se elejo um incapaz

Compartilho também de seus malfeitos 

 

Se cristão me confesso – Jesus por guia

Eu não devo tomar estrada inversa

A não ser que não passe de conversa

Pois assim, torno a fé morta, vazia

Defender a tortura – quem diria!

Apoiar armamentos, incêndios feitos

Destruir a Natura e os direitos

Perseguir índios, negros e os demais

Consciente, se elejo um incapaz

Compartilho também de seus malfeitos

 

Como foi que meti-me com essa gente?

Se também me associo a sua mentira

Que rever essa prática eu prefira!

A não ser que eu me toque, e de repente

Eu me entregue a mudar a minha mente

Neste caso, eu evito um novo pleito

Renuncio, afinal, a ser eleito

Repetir meu caminho, sentido faz?

Consciente, se elejo um incapaz

Compartilho também de seus malfeitos

 

João Pessoa, 25 de abril de 2020

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