Cimi discorda de Funai sobre assassinato de criança indígena

Após a circulação de relatos em redes sociais da internet sobre a morte de uma criança indígena no Maranhão, a Fundação Nacional do Índio (Funai) desmentiu o ocorrido. Para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) a denúncia é verdadeira.

Após a circulação de relatos em redes sociais da internet sobre a morte de uma criança indígena no Maranhão, a Fundação Nacional do Índio (Funai) desmentiu o ocorrido. Para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) a denúncia é verdadeira.
A denúncia foi feita por indígenas Guajajara sobre o suposto ataque sofrido pelos Awá-Guajá, que vivem em situação de isolamento, entre setembro e outubro do ano passado. Os restos mortais carbonizados de uma criança teriam sido encontrados pelos Guajajara no meio da mata, durante uma caçada.
Com a repercussão do caso, a Funai deslocou três servidores entre o dias 6 e 8 de janeiro para a Terra Indígena Araribóia, que fica no município de Arame.  Em nota, apesar de afirmar que o território sofre com invasão ilegal de madeireiros, não confirmou a denúncia.
Por sua vez, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) diz confiar nas denúncias feitas pelos Guajajara. De acordo com Cléber Buzzato, coordenador da entidade, apenas uma testemunha teria sido consultada pelos técnicos da Funai.
Além disso, ele acredita que a Fundação não teria confirmado o fato por falta de segurança e proteção, já que a presença de madeireiros no território pode intimidar os indígenas. Cléber afirma que “historicamente, quando os povos indígenas fazem denúncias, não fazem em vão”. Por isso, o Cimi considera que a investigação da Funai não deve ser conclusiva.
Ele responsabiliza o governo pela falta de proteção aos territórios indígenas e exige mais ações dos órgãos federais para defender o patrimônio cultural. Em nota pública, o Cimi exige ações que ultrapassem a monitoração das ações de madeireiros para impedir a extração de madeira e a circulação impune de invasores de áreas indígenas.
http://www.brasil.agenciapulsar.org/audios_pls/8468_1.mp3
http://www.brasil.agenciapulsar.org/audios_pls/8468_2.mp3
(*) Matéria publicada originalmente na Pulsar Brasil.

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