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Centrais sindicais vão pra rua contra o PL das terceirizações

No dia 15 de Abril, as principais centrais sindicais organizaram um ato no Centro do Rio contra o PL 4330. Cerca de 4 mil manifestantes saíram em ato da Candelária até a Cinelândia, se encontrando com uma outra parte que se concentrou na própria praça. O Projeto de Lei feito pelo ex-deputado federal Sandro Mabel […]

No dia 15 de Abril, as principais centrais sindicais organizaram um ato no Centro do Rio contra o PL 4330. Cerca de 4 mil manifestantes saíram em ato da Candelária até a Cinelândia, se encontrando com uma outra parte que se concentrou na própria praça.

O Projeto de Lei feito pelo ex-deputado federal Sandro Mabel (PR-GO) estava há 10 anos no Congresso e foi colocado agora em pauta. A PL 4330 prevê a possibilidade de ampliar as terceirizações para todas as atividades da empresa, o que hoje só é permitido por lei nas atividades secundárias, como segurança e limpeza. As emendas feitas por parlamentares contrários ao PL 4330 retiraram do texto a parte que tratava das terceirizações no serviço público. Essas vão continuar proibidas. No próprio dia 15 os o Congresso não encerrou a discussão, que volta a pauta na próxima quarta, 22.

De acordo com Maria do Socorro, da Intersindical, o PL é um retrocesso que rasga a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). “A terceirização não qualifica nenhum trabalho, serve apenas para enriquecer banqueiros e empresários”, afirmou.

A juventude também se manifestou contra a medida

Os estudantes também estiveram presentes no ato. Rafael Almeida, do DCE Mário Prata (UFRJ), afirmou: “nessa passeata contra o PL 4330 a gente está lutando por um projeto de país. De um lado um projeto dos empresários e, de outro, o do povo”. Existe um enorme rechaço das forças populares e movimentos sociais a esse PL. O dirigente estudantil ainda completou comentando sobre os impactos na juventude. “Isso vai afetar a juventude, que só tem espaço para trabalhar recebendo menores salários”.

De acordo com a CUT, o trabalhador terceirizado costuma ficar 3,1 anos a menos no emprego do que o trabalhador contratado diretamente. Além disso, sua jornada trabalho é, em média, de 3 horas a mais por semana, e os salários são 25% menores, sem benefícios.

A união de centrais sindicais, normalmente rivais dentro do movimento, também chamou atenção. Das grandes centrais, com exceção da Força Sindical, todas estão contrárias às terceirizações. Elson Simões de Paiva, da CUT e da CNTE, comentou: “Hoje tivemos o primeiro ato que vem demonstrar a unificação das centrais. Hoje estão aqui a CUT, a CTB, a CSP-CONLUTAS, a INTERSINDICAL e outras centrais menores, aglutinando a luta contra a terceirização”.

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